Jovens com alto grau de instrução estão entre os brasileiros que mais usam celular enquanto dirigem

03:03 Geral, Notícias 25/06/2019 - 11h59 Brasília Embed

Anna Luísa Praser

Celular e direção é uma mistura perigosa, mas que, apesar dos riscos, ainda tem uma série de adeptos.

 

Se o trânsito estiver parado então, naqueles engarrafamentos intermináveis - sempre tem o motorista que não resiste a dar aquela conferida, mesmo consciente dos perigos que envolvem essa espiadinha. 

 

Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2018 revelou dados inéditos: 1 em cada cinco brasileiros admite que usa o celular enquanto dirige.

 

A divulgação foi feita por meio do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – o Vigitel.

 

O estudo mostra ainda que são os jovens que mais cometem essa infração: mais de 25% dos que assumiram que usam o celular enquanto dirigem têm entre 25 e 34 anos. E não para por aí: quanto maior o grau de instrução, mais comum se torna a mistura entre direção e celular.

 

Ao todo, foram ouvidas mais de 52 mil pessoas em todas as 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

 

O estudo também concluiu que o nível elevado de escolaridade, somado à juventude dos motoristas, eleva outro tipo de infração – as multas por excesso de velocidade.

 

11% dos entrevistados reconheceram já ter sido multados por andar acima da velocidade. E são eles que costumam ter o pé mais pesado – foram 14% dos homens entrevistados contra 7% das mulheres – que estavam, digamos apressados e desrespeitaram os limites de velocidade da via.

 

Também são os rapazes que bebem e dirigem com mais frequência – de acordo com a pesquisa. Mais de 9% dos entrevistados que admitiram a pratica eram do sexo masculino, também com idades entre 25 e 34 anos. Somente 2% eram mulheres.

 

Os acidentes de trânsito são a segunda maior causa de mortes externas no país. Para se ter uma ideia, em 2017, mais de 35 mil pessoas morreram em desastres nas vias e rodovias do país.

 

Cerca de outras 182 mil pessoas precisaram ser internadas, a um custo de mais de R$ 260 milhões aos cofres públicos. Além das sequelas emocionais, muitos pacientes ficam com lesões físicas, sendo as principais delas,amputações e traumatismo cranioencefálico.

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