PF diz que material colhido de celulares invadidos será preservado até que Justiça defina destino

02:24 Geral, Notícias 25/07/2019 - 22h46 Brasília Embed

Kariane Costa

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, confirmou que foi alvo da atuação de hackers.

 

Segundo o ministro, o fato foi comunicado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

 

Na nota divulgada à imprensa, Noronha afirma ainda que o ministro Moro informou que o material obtido vai ser descartado para não devassar a intimidade de ninguém.

 

A Policia Federal também divulgou nota informando que, por enquanto, o conteúdo das mensagens será preservado, pois é parte de diálogos privados, obtidos por meio ilegal, e que cabe à justiça definir o destino do material. A destruição é uma das opções, diz o  comunicado. A PF esclareceu ainda que as investigações não têm como objeto a análise das mensagens.

 

De acordo com a Polícia Federal, as quatro pessoas presas na terça-feira sob a acusação de invasão do celular de Moro, também teriam roubado dados de mil vítimas, entre elas  autoridades do Legislativo, Judiciário e do Executivo.

 

O presidente do Senado Davi Alcolumbre, em nota disse, que recebeu com indignação e repulsa a notícia que seu foi celular hackeado.E lembrou da CPI Mista do Congresso Nacional que vai investigar notícias falsas, as fake news.

 

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, informou que não utiliza o aplicativo Telegram e que teve conhecimento de um suposto hackeamento pela imprensa. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também tiveram os telefones invadidos pelos hackers.

 

Dois partidos divulgaram nota.   Democratas, que anunciou a expulsão de Walter Delgatti Neto, um dos hacker presos filiado a legenda. E o Partido dos Trabalhadores, que negou informação dos advogados de dois hackers presos pela Policia Federal, de que havia interesse em vender o conteúdo das interceptações para o PT.

 

Na nota, a legenda repudiou as afirmações, afirma que as autoridades tentam envolver o PT no caso e que vai se defender na Justiça.

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