Polícia Civil do Rio prende 14 que seriam associados à milícia

03:09 Geral, Notícias 17/07/2019 - 11h38 Brasília Embed

Fabiana Sampaio

Catorze pessoas foram presas durante a operação conjunta realizada, nessa terça-feira (16), pela Policia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.


Uma delas foi detida no Piauí. A lista, que também inclui empresas, reúne acusados de associação à milícia para financiar construções irregulares em comunidades cariocas, inclusive na Muzema, na zona oeste da cidade.


A ação de milicianos naquela área veio à público em abril, quando dois prédios ilegais desabaram, deixando um saldo de 24 mortos.


Dos denunciados à Justiça, 27 são por envolvimento em organização criminosa e outros delitos relacionados à exploração imobiliária clandestina, como ocupação, loteamento, construção, venda, locação e financiamento de imóveis.

 

A lista de acusações inclui, ainda, ligações clandestinas de água e energia elétrica, crimes ambientais e corrupção de agentes públicos.


Atendendo a um pedido do Ministério Público, a Justiça deferiu a suspensão cautelar das atividades de duas empresas de engenharia, apontadas como participantes do esquema.


O promotor Plínio Vinícius D’avila Araújo, subcoordenador do Gaema, o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, afirmou que servidores da Prefeitura também estão envolvidos no esquema.

 

De acordo com Araújo, uma servidora já teria sido identificada.


Outros servidores também são investigados. O promotor ressaltou que as obras ficavam em rua movimentada sendo impossível construir algo tão grandioso, sem que tivesse sido notado.


Em nota, a Secretaria Municipal de Fazenda informou que a servidora denunciada não tinha acesso ao sistema de cadastro do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) nem podia incluir imóveis no programa.

 

A nota informa que a Fazenda desaprova qualquer desvio de conduta e está à disposição do Ministério Público para colaborar com a apuração dos fatos.


Durante a ação desta terça foram apreendidas seis armas, documentos de transações imobiliárias e R$ 1 milhão em dinheiro e cheques.


Os agentes tinham como objetivo cumprir 17 mandados de prisão preventiva, além de busca e apreensão.


Entre os principais alvos está Bruno Cancella, preso em casa e que teria movimentado para a milícia quase R$ 25 milhões, em quatro anos.

 

A mulher dele, funcionária da Secretaria Municipal de Fazenda Letícia Champion Ballalai Cancella, também foi denunciada, mas a Justiça não emitiu pedido para usa prisão.

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