MPF em São Paulo pede condenação de ex-diretores da Dersa e 18 construtoras por formação de cartel

02:14 Geral, Notícias 18/08/2019 - 14h06 Brasília Embed

Lucas Pordeus León

O Ministério Público Federal, por meio da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, pediu ação na Justiça contra ex-diretores da empresa estatal paulista Dersa e 18 construtoras. Os acusados são suspeitos de formarem um cartel para disputar a construção de obras no estado de São Paulo, entre elas, a construção do trecho sul da Rodovia Rodoanel e sete projetos do sistema metroviário da capital paulista. 

 

Os ex-diretores da estatal Dersa, Paulo Viera de Melo, mais conhecido como Paulo Preto, e Mário Rodrigues Júnior, são acusados de operarem o suposto cartel em troca de propinas calculadas em R$21 milhões.

 

O ministério público alega que os supostos carteis teriam aumentando o valor das obras gerando um prejuízo aos cofres públicos que pode chegar a R$593 milhões.

 

Os quatro agentes públicos e as 18 construtoras envolvidas na ação proposta pela Lava Jato de São Paulo podem responder por improbidade administrativa e ofensa aos princípios da administração pública.

 

Em relação a Mario Rodrigues Júnior e Paulo Vieira de Souza, o MPF requer que eles também sejam condenados pelo enriquecimento ilícito e pede a devolução das supostas propinas. O mesmo vale para as empreiteiras supostamente responsáveis pelo pagamento das vantagens indevidas. A força-tarefa acredita que o esquema teria começado em 2004.

 

Em nota, a defesa do ex-diretor da Dersa, Mário Rodrigues Junior, diz que o cliente deixou a estatal há muitos anos e que as acusações não possuem amparo na realidade e que desconhece que existam elementos concretos de qualquer eventual ilicitude por parte do ex-diretor da Dersa. A defesa ainda destaca que não foi ouvida pela investigação, mas afirma que o acusado é inocente.

 

A produção da Rádio Nacional não conseguiu contato com a defesa do ex-diretor Paulo Viera de Souza, o Paulo Preto. Ele já foi condenado duas vezes, com penas que somam mais de 172 anos de prisão por envolvimentos na formação dos supostos carteis em obras de São Paulo.

 

Paulo Vieira teve nova prisão preventiva decretada em março e se encontra atualmente no Centro Médico-Penal de Curitiba, no Paraná.

 

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