Apesar do colapso de sua estrutura, Museu Nacional comemora peças recuperadas

02:42 Geral, Notícias 02/09/2019 - 19h03 Brasília Embed

Tâmara Freire

O colapso das estruturas do Museu Nacional, após o incêndio ocorrido há um ano, transformou o local em um campo arqueológico que ainda demanda um meticuloso trabalho de escavação. Mas se logo após o desastre, o prognóstico era de que quase todo o acervo havia sido destruído, graças à escavação, milhares de itens já foram recuperados, incluindo peças raras. Um dos grandes desafios é a valiosa coleção egípcia, que ficava armazenada no segundo andar que desabou com a queima das estruturas.

 

Das múmias, restaram apenas esqueletos, mas cerca de 300 peças já foram recuperadas, como conta o arqueólogo Pedro Von Seehausen. 

 

Ele lembra que o início do trabalho de resgate, logo após o incêndio do dia 2 de setembro do ano passado, foi árduo, com vigas derretidas e grande quantidade de entulho no caminho. Além disso, todos também precisaram lidar com o choque de ver o trabalho de toda uma vida naquelas condições.

 

Esse trabalho com imagens 3d está, inclusive auxiliando o pesquisador a reconhecer alguns materiais encontrados e também pode ser utilizado no futuro para imprimir as partes que estão faltando em alguns que foram quebrados. Para Von Seehausen, o olhar especializado na busca qualificada em meio aos escombros é fundamental, já que algumas coisas, apenas um olhar treinado consegue perceber. Ele destaca também que apesar do incêndio ter impactado a produção científica do museu, o trabalho após o desastre, também tem rendido muitos artigos científicos.

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