Fósseis brasileiros de 120 milhões de anos são devolvidos pela Colômbia

03:02 Geral, Notícias 13/09/2019 - 18h28 Rio de Janeiro Embed

Lígia Souto

Sete fósseis de 120 milhões de anos, contrabandeados para a Colômbia em 2017, foram devolvidos para o Brasil. Os achados arqueológicos são de duas espécies de peixes e de um ramo de pinheiro do período Cretáceo, quando os continentes ainda estavam se separando.

 

As peças são originárias da região da Bacia do Araripe, localizada no sul do Ceará, e foram apresentadas durante o Seminário Internacional de Hidrogeologia e Cartografia Geológica, realizado no escritório do Serviço Geológico do Brasil, na Urca, zona sul da capital fluminense.

 

O evento deu continuidade ao processo de mapeamento das águas subterrâneas da América do Sul, com a participação de 23 representantes de 15 países.

 

Durante o encerramento do Workshop, nesta sexta-feira, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, agradeceu ao diretor-geral do Serviço Geológico Colombiano, Oscar Paredes Zapata, pela repatriação das peças de valor inestimável.

 

“Eu agradeço em nome do governo brasileiro pelo gesto de retornar esse patrimônio científico tão importante para a humanidade, e particularmente esse gesto é uma demonstração da integração sul-americana, e eu acho que é nesse sentido que nós temos que avançar cada vez mais”.

 

O diretor-presidente da CPRM, Esteves Colnago, ressaltou, durante o evento realizado no Rio, que o material, agora reintegrado ao patrimônio do Brasil, tem grande importância científica para os estudos do território nacional.

 

“É um material que estava sendo vendido para servir como peças ornamentais. Isso não tem valor monetário, não pode ter. É importante para a história das civilizações, para que possamos conhecer como era o clima, etc. Então temos que agradecer muito ao governo da Colômbia. Estamos com esse material no lugar onde ele deve estar”.

 

O diretor-geral do Serviço Geológico Colombiano destacou, ainda, a relevância do combate ao contrabando de fósseis, elementos que guardam informações sobre a evolução dos seres vivos ao longo do tempo.

 

“Ter encontrado essas peças na Colômbia e devolvê-las ao seu legítimo dono, que é povo do Brasil, é uma honra para nós e é um exemplo do que deve ser feito: é impedir que esse tráfico se realize. Porque não se tratam de peças decorativas. São um patrimônio científico, que fazem parte de nossos povos”.

 

Em bom estado de conservação, os fósseis passarão a integrar o acervo do Museu de Ciências da Terra, um dos mais ricos da América Latina, que possui acervo superior a 10 mil amostras de minerais e meteoritos, 12 mil rochas e 35 mil fósseis.

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