"Confronto tem que ser evitado", diz Moro sobre aumento da letalidade policial no país

02:01 Geral, Notícias 24/10/2019 - 21h47 São Paulo Embed

Eliane Gonçalves

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse que o confronto não é a política do governo federal de combate ao crime.

 

A avaliação foi feita em um evento que reuniu investidores internacionais em São Paulo, depois de ter sido questionado sobre o aumento da letalidade policial no país.

 

“É algo que tem ocorrido em alguns estados por conta das forças de segurança locais. Não é uma política, o ministério sempre deixou muito claro que não temos como estratégia de combate ao crime o confronto. O confronto tem que ser evitado. Isso tem acontecido pontualmente e não é responsabilidade do governo federal”.

 

No Rio de Janeiro, por exemplo, o número de mortes em intervenções policiais aumentou 19% entre janeiro e setembro. Em São Paulo, o aumento foi de 11% no primeiro semestre.

 

Moro voltou a comemorar a redução da criminalidade em todo o país, como a queda de 22% nos homicídios, e disse que as ações do Governo Federal, como o combate ao crime organizado, contribuíram para o resultado.

 

O ministro também foi questionado sobre o andamento das investigações sobre a morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco. Disse que o governo tem todo o interesse no esclarecimento, mas que a investigação não está na alçada federal.

 

“Cada vida importa, e nesse caso em particular pelo fato, pela visibilidade, pela questão ali envolvida é um caso importante que seja elucidado, como todos os outros, então temos toda a intenção de contribuir. Agora não está dentro da esfera de competência, no momento, de órgãos federais, o que limita nosso campo de atuação”.

 

O ministro voltou a repetir que é favorável à prisão em segunda instância, mas que cabe respeitar a decisão do Supremo Tribunal Federal caso reveja a decisão que desde 2016 autorizou o cumprimento de pena a partir do segundo julgamento.

 

O evento em São Paulo foi organizado pela revista britânica The Economist, e os palestrantes foram entrevistados por jornalistas do veículo.

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