Número de perfis genéticos cresceu nove vezes em relação a 2018

03:08 Geral, Notícias 05/12/2019 - 14h11 Brasília Embed

Lucas Pordeus Leon

O número de perfis genéticos coletados no Brasil cresceu mais de nove vezes em relação ao ano anterior e chegou a 67 mil condenados com DNA coletado. Desse total, 55 mil já estão cadastrados no Banco Nacional dos Perfis Genéticos. No final de 2018, existiam pouco mais de sete mil perfis registrados.

 

O ministério da Justiça e Segurança Pública investiu, em 2019, R$35 milhões nesta política, R$6 milhões foram usados para criar quatro novos laboratórios de perfis genéticos onde não existia esse serviço: Piauí, Roraima, Tocantins e Sergipe.

 

Agora, todas as unidades da federação contam com esse tipo de laboratório. Os estados entraram com as instalações físicas e com os profissionais e o governo federal investiu nos equipamentos para a coleta e a análise dos DNAs.

 

O objetivo da ampliação do Banco de Dados é auxiliar na elucidação de crimes violentos, como explicou Guilherme Jacques, coordenador da rede nacional dos perfis genéticos.

 

Guilherme Jacques afirmou ainda que mais de mil investigações criminais usaram o banco de dados desde 2013. Em um dos casos, foi encontrado o responsável pelo assassinato de Raquel Genofre, menina de nove anos morta em Curitiba. O caso ficou 11 anos sem solução.

 

A lei que criou o banco, de 2012, determina que todos os condenados por crimes violentos são obrigados a coletar o material biológico. A proposta do Ministério da Justiça de lei anticrime enviado ao Congresso pretendia ampliar essa obrigatoriedade para todos os condenados por crimes dolosos, incluindo corrupção, mas a proposta foi derrubada na Câmara dos Deputados. O ministro Sérgio Moro defendeu a política e disse que não se trata de invasão de privacidade.

 

O Ministério da Justiça informou que deve investir no banco de dados de perfis genéticos de R$40 a R$70 milhões  no próximo ano para ampliar dos atuais 67 mil perfis coletados para cerca de 130 mil perfis de condenados por crimes violentos.

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