Defensoria do Rio vai pedir a MP novas investigações sobre mortes de jovens no Morro do Fallet

03:44 Geral, Notícias 28/01/2020 - 10h09 Rio de Janeiro Embed

Fabiana Sampaio

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro informou que está elaborando um documento ao Ministério Público do Estado, apontando falhas graves na investigação dos assassinatos de nove jovens em uma casa, no Morro do Fallet, região central do Rio, durante uma operação policial.

 

O caso aconteceu no dia 8 de fevereiro do ano passado e deixou mais seis mortos também em comunidades próximas. 

 

Em novembro do ano passado, a Polícia Civil concluiu o inquérito policial e pediu o arquivamento do caso. Segundo a Defensoria Pública, no entanto, ainda há lacunas na investigação. Uma das mais graves, apontada pela defensora Lívia Casseres, é que a perícia do local não observou os protocolos da legislação brasileira e também internacional.

 

A Defensora afirma que não houve a preservação do local do crime, as vítimas podem ter sido removidas já em óbito e suas roupas desapareceram, fatos que prejudicaram, segundo ela, toda a investigação. Lívia Casseres aponta ainda que não foram realizadas fotografias dos cadáveres.

 

Ela acrescenta que a Defensoria vai pedir ao MP que a investigação seja complementada, para que se chegue a um resultado o mais imparcial possível.

 

Os defensores do caso se reuniram com José Carlos Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos D. Paulo Evaristo Arns, e também com uma mãe de dois jovens mortos no episódio. Dias afirmou que se encontraria também com o procurador-geral de Justiça do Estado, para pedir ao MP que o caso seja denunciado à Justiça.

 

A mãe, que teve dois filhos mortos dentro da casa, diz que confia na educação que deu aos dois, e que espera por justiça.

 

Na época do caso, a Polícia Militar afirmou que agentes foram checar denúncia de que criminosos estavam escondidos dentro da casa, e que os jovens "teriam reagido à voz de prisão e atiraram contra os militares”.

 

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Polícia Civil para comentar sobre a investigação conduzida, mas até o fechamento da matéria não houve resposta.

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