Dilma afirma que criação do Banco do Brics consolida o bloco

02:22 Internacional, Notícias 08/07/2015 - 21h31 Copenhague (Dinamarca) Embed

Giselle Garcia

A presidenta Dilma Rousseff, em encontro bilateral com o presidente russo, Vladimir Putin, em Ufa, na Rússia, disse que a sétima cúpula do Brics, que começou nesta quarta-feira (8), “será um momento especial para o bloco, que se consolidará com a criação do Novo Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas”.

 

Sobre a relação entre Brasil e Rússia, Dilma destacou a área que os dois países devem buscar desenvolver o comércio bilateral, que tem potencial de crescimento.

 

A afirmação foi reforçada por Putin, que enfatizou o crescimento de 15% no comércio entre os países do Brics em 2014 e disse estar confiante de que a tendência será mantida.

 

Mais cedo, o presidente russo manteve encontros bilaterais com os líderes da China, Índia e África do Sul. Para o líder russo, a cúpula é uma oportunidade de mostrar ao Ocidente que Moscou não está isolada, mesmo com a suspensão do país do grupo G8 – as nações mais industrializados do mundo –, por causa da anexação da Crimeia, em março do ano passado.

 

A cúpula, que ocorre em uma das mais belas regiões russas, nas encostas dos Montes Urais, prossegue durante toda esta quinta-feira (9).

 

Na agenda prioritária dos líderes está o acordo sobre o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do Brics ou Banco do Brics, que entrou em vigor na última semana. Eles vão discutir detalhes sobre o funcionamento da nova instituição, que terá sede em Xangai, na China.

 

O banco, que começa a operar no ano que vem, terá capital inicial de US$ 50 bilhões, divididos em partes iguais entre os membros. Com ele, os países-membros do Brics esperam reduzir o domínio do FMI e do Banco Mundial sobre o sistema financeiro global e criar espaço para outras moedas, além do dólar americano, no comércio internacional.

 

A instituição financiará projetos de infraestrutura nos países do Brics, mas as operações podem ser estendidas a países em desenvolvimento que desejem fazer empréstimos.

 

A cúpula também servirá para discutir ações de cooperação econômica e comercial entre os países do bloco, englobando setores como energia e infraestrutura. O Brics representa um quinto da economia mundial e 40% da população do planeta.

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