Refugiadas relatam abuso sexual na jornada até a Europa

01:31 Internacional, Notícias 18/01/2016 - 20h26 Bonn Embed

Aline Moraes

O intenso fluxo de pessoas que fogem de guerras, de perseguições e da pobreza em busca de refúgio na Europa criou uma crise política e humanitária. E as mulheres que fazem a perigosa e cansativa jornada para alcançar o território da União Europeia sofrem ainda mais. Relatório publicado nesta segunda-feira (18) pela Anistia Internacional aponta que governos e agências de ajuda humanitária não estão garantindo nem os direitos básicos às refugiadas.

 

O estudo se baseou em entrevistas com 40 mulheres que saíram da síria e do Iraque, passaram pela turquia, Grécia e países dos Bálcãs, até chegarem ao Oeste Europeu, com a Alemanha como principal destino. Todas elas disseram que se sentiram inseguras e ameaçadas durante a viagem, inclusive nos campos de refugiados já na Europa.

 

Há relatos de exploração financeira e abuso sexual por traficantes de pessoas, agentes de segurança e outros refugiados. A falta de infraestrutura separada por sexo nos centros de recepção, como banheiros e dormitórios, aumenta ainda mais o risco. A Anistia classificou como vergonhoso que isso esteja se passando inclusive em solo europeu e apontou a criação de rotas de migração legais e seguras como passo importante para evitar situações degradantes, que afetam homens e, sobretudo, mulheres e crianças.

 

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