Especial: Cazaquistão comemora independência tendo um só líder no poder há 25 anos

03:09 Internacional, Notícias 28/12/2016 - 07h23 Astana, Cazaquistão Embed

Manuela Castro, Enviada Especial da TV Brasil

Quando o Cazaquistão decretou a independência em 1991, veio à tona o projeto de mudança da capital do país. A antiga sede do poder, Almaty, não tinha para onde crescer e ainda fica perto da fronteira, local considerado pouco estratégico. Também sofre com terremotos e inundações por causa do derretimento da neve da cordilheira. A solução, então, foi transferir a sede para um novo local, Astana.

 

Quando foi escolhida para ser a capital, Astana tinha uma população de 300 mil pessoas. Mas a caçula cresceu: hoje, a capital mais nova do mundo tem 1 milhão de habitantes.

 

Em poucos anos, Astana ganhou ares de metrópole. Os arranha-céus imponentes com arquitetura futurista lembram Dubai, mas a grande inspiração veio de um lugar distante: Brasília. As avenidas largas, as quadras com prédios baixos, retangulares, e a Esplanada dos Ministérios são bem familiares. Em 1997, seis anos depois da independência do país, Astana foi declarada a capital do Cazaquistão. Como Brasília, Astana foi projetada para atender às necessidades da administração.

 

Nursultan Nazarbayev é o primeiro presidente do Cazaquistão e o único. Desde a independência do país, há 25 anos, Nursultan Nazarbayev venceu todas as eleições presidenciais, que são realizadas a cada cinco anos. Em 2015, foi reeleito com 98% dos votos. Fomos às ruas de Astana para questionar tamanha popularidade do chefe da nação. Os moradores dizem que ele é preocupado com as questões sociais e com a economia do país. Alguns dizem, no entanto, que os candidatos da oposição são muito fracos. Na Conferência dos 25 anos da independência da República do Cazaquistão, líderes de vários países associaram o crescimento na nação ao governo de Nursultan.

 

Observadores das Nações Unidas (ONU) já acompanharam as eleições do país e chegaram à conclusão que elas transcorrem dentros dos princípios democráticos e da legislação. Não há limites para a reeleição no Cazaquistão. Mesmo com 76 anos de idade, Nursultan continua favorito para as próximas eleições.

 

* O especial sobre os 25 anos do fim da União Soviética e a independência do Cazaquistão será publicado em quatro reportagens até a próxima sexta-feira (30)

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