Human Rights Watch diz que Venezuela viola os direitos de manifestantes; governo não comenta

03:09 Internacional, Especiais 19/05/2018 - 10h18 Brasília Embed

Kariane Costa

A Venezuela está na mira da Human Rights Watch, organização não governamental ligada à defesa dos direitos humanos. 

 

De acordo com um relatório divulgado em parceria com a ONG venezuelana Foro Penal, as autoridades do país violam os direitos de manifestantes críticos ao governo e opositores políticos.

 

Recentemente, a Human Rights Watch lançou uma campanha internacional contra a prisão arbitrária de ativistas que protestam contra o governo de Nicolás Maduro.

 

Sonora: “Chegou a hora de nos levantarmos. Mas para isso precisamos de ajuda.”

 

Ano passado, o país enfrentou uma onda de protestos que resultou em pelo menos 124 mortes. Vídeos divulgados na página da Human Rights Watch denunciam a violenta repressão e pedem a libertação dos presos políticos, que, segundo o  Foro Penal, da Venezuela,  são   234.

 

Sonora: “Já tínhamos visto brutalidade policial na Venezuela no passado, mas o que não tínhamos visto ainda e estamos vendo agora são esses casos de prisões arbitrárias por parte do serviço de inteligência, dos quais os presos são abusados brutalmente nos centros de detenção.”

 

A repercussão das violações dos direitos humanos sensibilizou o documentarista e ativista baiano Dado Galvão. Hoje ele é o idealizador do projeto Missão Ushuaia. Em parceria com o jornalista venezuelano Carlos Javier, que é autor do livro Testemunhos da Repressão.

 

Sonora: “Então, eu tive a ideia de mandar pra ele a bandeira do Mercosul e recolher, nessa bandeira, a assinatura de e mensagens de venezuelanos, isso foi em novembro de 2015. E agora a gente vai reencontrar a bandeira e se encontrando com o Carlos, em Roraima.”

 

A ideia é que, além de cartas que serão entregues às autoridades dos países-membros do Mercosul, se dê mais visibilidade aos presos políticos no país, como conta Carlos  Javier.

 

Sonora: “Eu relato a história de 16 pessoas que tiveram os direitos humanos violados, sofreram torturas nas prisões e descrevo também cada uma das mortes que ocorreram nesses locais, que foram em um total de 49.”

 

Os dois vão se encontrar em Roraima na próxima semana. A entrada, nas dependências dos acampamentos, para as filmagens já foi autorizada pelo Exército brasileiro.

 

Em agosto, o Mercosul suspendeu a Venezuela aplicando o Protocolo de Ushuaia, um acordo que permite ao bloco suspender um membro quando há uma "ruptura da ordem constitucional".

 

A reportagem procurou a embaixada da Venezuela e eles não quiseram se posicionar sobre o tema.

 

 

* Produção: Marcelo Brandão, da Agência Brasil

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