Secretário de Estado dos Estados Unidos discute com rei saudita desaparecimento de jornalista

01:58 Internacional, Notícias 16/10/2018 - 20h23 Washington (EUA) Embed

Paola de Orte

Aumenta a pressão sobre a Arábia Saudita pelo desaparecimento do jornalista Jamal Kashoggi. o jornalista, crítico do governo saudita, morava nos Estados Unidos, escrevia para o The Washington Post e desapareceu há duas semanas depois de ter ido ao consulado saudita em Istambul para conseguir documentos para se casar. Oficiais turcos acreditam que ele foi morto dentro do prédio.

 

Nesta terça, o presidente da Turquia, Recep Erdogan, disse que materiais tóxicos encontrados no consulado saudita foram cobertos com tinta. a afirmação foi feita depois que a polícia turca revistou o prédio. a busca durou nove horas e entrou na madrugada.

 

Nesta terça, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, disse que o país vai ampliar as investigações e deve vasculhar veículos do governo saudita e também a casa do cônsul geral do país.

 

o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, desembarcou na capital saudita, Riad, nesta terça. ele foi enviado ao país pelo presidente Donald Trump para tratar da questão.

 

Pompeo se encontrou com o rei Salman e com o príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman, que pode estar por trás do desaparecimento do jornalista. a mídia americana publicou na semana passada que ele teria planejado atrair Jamal para a viagem para poder prendê-lo na Arábia Saudita. 

 

Agora, as especulações vão ainda além. apesar de a Arábia Saudita ter negado as acusações de que o jornalista teria morrido dentro do consulado, tanto a rede CNN quanto o jornal New York Times dizem que o país está se preparando para reconhecer que ele foi sim morto dentro do consulado, em meio a um interrogatório.

 

Em resposta à reação internacional ao caso, o gerente de um veículo de mídia saudita, Turki Aldakhil, chegou a ameaçar os Estados Unidos de mexer nos preços do petróleo internacional. o país é o maior exportador de petróleo do mundo.

 

Nesta terça, o porta voz para Direitos Humanos da ONU, Rupert Colville, pediu para que os sauditas suspendam a imunidade diplomática dos lugares e das pessoas envolvidas no caso.

 

já o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves le Drian, disse que o caso levanta questões sérias, como a proteção da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa.