Testemunha nega acusação de incêndio contra brigadistas no Pará

03:01 Meio Ambiente, Notícias 27/12/2019 - 17h51 Brasília Embed

Renta Martins

Um homem que testemunhou em investigação de incêndio criminoso em Alter do Chão disse que trecho de depoimento contra brigadistas foi em tom de brincadeira.

 

O depoimento está no inquérito da Polícia Civil do Pará que indiciou cinco pessoas, entre elas, quatro membros da Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão. Elas são acusadas pelo incêndio em área de proteção ambiental do município de Santarém, em setembro deste ano.

 

Mas João Carlos Leitão, uma das testemunhas, nega que tenha acusado os brigadistas. Em entrevista nessa quinta-feira (27), ao programa cartas na mesa, da rádio guarani FM, de Santarém, ele citou aos apresentadores Miguel Oliveira e Jota Ninos, o que disse no depoimento.

 

Durante a entrevista, João Carlos, que é militar da reserva e presidente do Instituto Cidadão Pró Estado do Tapajós, afirma não saber quem foi responsável pelos incêndios em Alter do Chão. A delegacia de Santarém acusa o grupo de provocar incêndios para conseguir financiamento de organizações internacionais.

 

Os quatro brigadistas chegaram a ser presos preventivamente, por dois dias, na operação “Fogo do Sairé”, da Polícia Civil do Pará, em novembro.

 

Uma outra investigação, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal não aponta para a participação de brigadistas ou organizações da sociedade civil, e sim, para a atuação de grileiros como possível causa de desmatamento e queimadas na região.

 

Os procuradores da República pediram que o caso fosse repassado às autoridades federais, bem como o acesso ao inquérito, mas a justiça estadual negou o pedido. Em nota, a defesa dos brigadistas afirma que a declaração da testemunha é mais uma prova da ilegalidade, da arbitrariedade e da injustiça dessa investigação. Disse também que espera o arquivamento do processo contra eles.

 

O inquérito que indicia os voluntários pelo incêndio foi protocolado no Fórum Criminal de Santarém há uma semana. A Polícia Civil não retornou nosso contato.

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