Garotinho se recusa a passar por exames com médicos do MP

02:14 Geral, Notícias 21/11/2016 - 21h31 Rio de Janeiro Embed

Nanna Pôssa

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho não aceitou ser examinado por médicos do Ministério Público sem a presença do seu advogado. Os peritos compareceram ao hospital particular Hospital Quinta D’Or por determinação do juiz eleitoral Campos dos Goytacazes, Glaucenir Silva de Oliveira, que desconfiou do médico que acompanha o político.

 

Garotinho foi preso na última quarta-feira sob suspeita de compra de votos na última eleição. Por determinação do Tribunal Superior Eleitoral ele está custodiado fazendo tratamento no hospital particular.

 

Segundo laudo divulgado nesta segunda-feira, os dois peritos do Grupo de Apoio Técnico Especializado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro tiveram acesso aos documentos médicos.

 

No hospital, os peritos falaram da necessidade de dele ser examinado. Garotinho respondeu que não aceitaria ser examinado sem a orientação de seu advogado.  Os agentes da Polícia Federal afirmaram que Garotinho, por decisão judicial, estava incomunicável. Por isso peritos entenderam que o exame direto seria inadequado naquele momento.

 

Com base na documentação técnica e em conversa com os médicos do hospital, os peritos responderam ao juíz que Garotinho tinha 60% de obstrução na coronária e por isso colocou um stent. Os peritos disseram ainda que o tempo esperado de internação, em casos semelhantes é de 24 horas na unidade intensiva e de 48 no hospital.

 

O último boletim divulgado pelo hospital afirma que o paciente evoluiu bem e tem quadro estável. Após a realização da cirurgia cardíaca no domingo. 

 

Garotinho teve sua prisão decretada na quarta-feira passada sob a acusação de prática de compra de votos, por do uso eleitoral do programa assistencial Cheque-Cidadão, da prefeitura de Campos, no norte fluminense. Garotinho é secretário de Governo do município, onde sua esposa, Rosinha Garotinho, é prefeita.

 

O criminalista Fernando Augusto Fernandes, responsável pela defesa de Garotinho,diz que a prisão “é arbitrária, ilegal e baseada em fatos que não ocorreram”.

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