Projeto vai levar internet mais rápida ao interior do Amazonas

02:36 Pesquisa e Inovação, Notícias 23/03/2015 - 21h37 Brasília Embed

Maira Heinen

Moradores de regiões remotas do Amazonas podem ter, em aproximadamente dois anos, acesso a uma internet rápida e de qualidade. A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e o Exército Brasileiro são parceiros no projeto Amazônia Conectada, que vai instalar uma infraestrutura de fibra óptica no interior do Amazonas.

 

Grande parte da internet global está baseada na utilização de cabos de fibra ópticas marinhos. Na Amazônia, até o final de abril, um experimento piloto, em 10 quilômetros do Rio Negro, está adaptando essa tecnologia para os rios do estado. Uma segunda etapa deve levar os cabos entre os municípios de Coari e Tefé. Juntas, as duas etapas vão custar ao Exército cerca de R$15 milhões.

 

O diretor-geral da RNP, Nelson Simões, espera que até o fim deste ano, os parceiros tenham uma base para instalar a nova estrutura de internet de forma ampla.

 

Sonora: “A ideia é que este ano a gente consiga ter todos os subsídios e elementos para poder projetar o que seria uma iniciativa ampla, que possa se estender por vários rios da região, e ser desenvolvida não só por essas organizações, que estão trabalhando agora, como a RNP, o Exército e o governo do estado, mas também provedores”.

 

O projeto Amazônia Conectada deve possibilitar à população do interior do estado serviços de redes de dados com a mesma qualidade de Manaus e o melhoramento de atividades de ensino e pesquisa, telemedicina, ensino a distância e ações ligadas à saúde, segurança pública, trânsito e turismo.

 

A estimativa da RNP é que 7 milhões de moradores do Amazonas sejam beneficiados. Nelson Simões comenta as diferenças entre a internet via satélite, existente hoje na região, e a estrutura de fibra óptica.

 

Sonora: “Comparar o uso de quem está na Amazônia hoje, acessando internet por satélite, com nós, nos grandes centros que temos internet banda larga, fibra óptica chegando nas instituições e nas casas, é comparar uma coisa que é extremamente lenta e ineficiente com algo que a gente já se acostumou a ter à mão”.

 

Até 2017, outros sistemas serão desenhados para a implantação de cabos subfluviais nos principais rios da bacia amazônica, o que deve levar conectividade para milhares de habitantes das cidades ribeirinhas.

 

A reportagem tentou contato com representantes do Exército, mas não obteve retorno.

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