Estudo mostra que habitats diferentes têm protegido biodiversidade da Amazônia

02:08 Pesquisa e Inovação, Notícias 16/01/2020 - 15h29 Brasília Embed

Maíra Heinen

A manutenção de habitats diferentes é fator de proteção da biodiversidade na Amazônia. Essa é uma das conclusões de um estudo sobre répteis, realizado pelo Instituto Mamirauá, na reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, região central do estado do Amazonas.

 

A pesquisa, conduzida pelo biólogo Iury Cobra, fez um levantamento das espécies de répteis e as respectivas quantidades em diferentes áreas, coletando dados em florestas de terra firme e também em áreas alagáveis, também chamadas de várzeas.

 

Em um ano de coleta na unidade de conservação, foram identificados 512 indivíduos de cobras e lagartos que totalizaram 39 espécies identificadas na terra-firme e 30 nas matas alagadas de várzea.

 

A percepção é de que a área tem conseguido manter o processo evolutivo da biodiversidade, por ter um perfil de mosaico.

 

A comparação entre animais de terra firme e várzea também é importante porque pode mostrar como a mesma espécie habita ambientes diversos e pode se adaptar, demonstrando a influência do ambiente nos comportamentos dos indivíduos.

 

De acordo com o pesquisador, os estudos apontaram um padrão já conhecido pelos cientistas para os ambientes amazônicos: a terra-firme tem mais espécies e a várzea, maior quantidade de animais.

 

Os resultados mostram que a complementariedade das áreas diversas determinam a população das espécies na região, daí a importância da conservação de áreas diferentes entre si.

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