Mais de 10% dos inquéritos abertos no STF tem relação com hidrelétricas do Rio Madeira

02:31 Política, Notícias 14/04/2017 - 17h53 Brasília Embed

Renata Martins

Oito dos 76 inquéritos autorizados pelo STF para investigar pessoas citadas nas delações da Odebrecht estão relacionados às Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, construídas no Rio Madeira.

 

Apesar das obras estarem em Rondônia, a propina teria sido distribuída a políticos de diversas regiões do país.

 

Serão investigados: os senadores do PMDB Romero Jucá, de Roraima; Edison Lobão, do Pará; Valdir Raupp, de Rondônia; Ivo Cassol do PP de Rondônia e Aécio Neves do PSDB de Minas Gerais. Além dos deputados federais Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo, João Carlos Bacelar, do PR da Bahia, e Paulinho da Força, do Solidariedade de São Paulo.

 

Somados, os valores indicados pelos delatores como propina para favorecer a Odebrecht de alguma forma nos projetos do Rio Madeira passam de R$ 80 milhões.

 

Um dos casos citados no acordo de colaboração, o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Henrique Valladares, relata que a empreiteira, vencedora da licitação de Santo Antônio, acreditava estar sendo prejudicada no projeto de Jirau.

 

Por conta disso, em 2008, a empresa procurou o então deputado do PMDB do Rio de Janeiro, Eduardo Cunha para operar os interesses do consórcio formado pela Odebrecht e a Construtora Andrade Gutierrez junto a outros parlamentares.

 

Cunha teria se beneficiado com parte do dinheiro e repassado outra parte aos parlamentares com influência no governo, que viraram alvos de inquéritos. Fachin também encaminhou as delações para que a Justiça Federal analise o caso de Cunha, que não tem foro privilegiado.

 

Segundo os delatores, a empresa também pagava para garantir a aprovação de propostas em tramitação no Congresso, em matérias que gerariam impacto na atuação das hidrelétricas.

 

Todos os parlamentares negam as acusações dos delatores.

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