Ministério Público cobra estrutura e funcionamento de arenas olímpicas no Rio

03:28 Política, Notícias 23/05/2017 - 18h04 Rio de Janeiro Embed

Tâmara Freire

O Ministério Público Federal quer que o poder público se comprometa com um plano de legado que realmente garanta a utilização das arenas contruídas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos no ano passado. O abandono das estruturas foi o assunto de uma audiência pública realizada pelo órgão nesta segunda-feira (22).

 

De acordo com o procurador Leandro Mitidieri, o plano de legado entregue pouco antes do início dos jogos, após uma ação pública ser ajuizada, não foi satisfatório e sequer está sendo cumprido.

 

Em dezembro do ano passado, após o fracasso do plano inicial de realização de uma parceria público-privada para administrar as arenas olímpicas, a Prefeitura repassou a gestão de quatro arenas do Parque Olímpico da Barra para a União, ficando com outras três e com o Parque Radical de Deodoro. Já o Complexo Esportivo de Deodoro permanece sob tutela do Exército.

 

Durante a audiência, o presidente da Autoridade de Governaça do Legado Olímpico, órgão criado pelo governo federal, após a dissolução da Autoridade Pública Olímpica, Paulo Márcio Dias Melo prometeu apresentar novo planejamento de uso das arenas no dia 14 de junho.

 

Já a Prefeitura afirmou que não é prioridade neste momento seguir com o projeto de desmontar a Arena do Futuro e o Estádio Aquático e utilizar as estruturas para construir quatro escolas, mas garantiu que a Arena Carioca 3 está sendo utilizada já o Parque Radical de Deodoro segue sem previsão de reabertura, conforme explicou a subsecretária municipal de Esportes e Lazer, Patrícia Amorim.

 

presidente da Superintendência de Desportos do Rio de Janeiro, Leonardo de Moraes também garantiu que uma nova licitação para administrar o Estádio do Maracanã deve ser feita ainda este ano.

 

Atualmente, o governo do estado está em litigio com o consórcio que venceu a licitação para administrar o estádio, Mas enquanto uma nova administradora não é escolhida, as empresas precisam continuar com o serviço, conforme determina liminar expedida em janeiro.