MPs que reduziam áreas preservadas da Amazônia são vetadas pelo presidente Temer

02:07 Política, Notícias 19/06/2017 - 16h34 Brasília Embed

Renata Martins

O presidente Michel Temer vetou duas medidas provisórias que reduziam áreas preservadas da Amazônia. O anuncio foi feito nesta segunda-feira. Pelo Twitter, o presidente Michel Temer respondeu a modelo Gisele Bundchen – que se posicionou contra as propostas na rede social e ao WWF Brasil.

 

A ONG colocou um balão de 30 metros na Esplanda dos Ministérios pedindo o veto presidencial. A MP 756 foi vetada integralmente. A medida modificava os limites da Floresta Nacional e do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará. Uma área do Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina também seria modificada.

 

A proposta aprovada pelo Congresso Nacional retirava a proteção de mais de 700 mil hectares de Unidades de Conservação – quase o dobro do tamanho da área proposta inicialmente pelo governo federal.

 

Outra MP, a 758, foi vetada parcialmente. Ela também altera os limites do Parque Nacional do Jamanxim, e da Área de Proteção Ambiental do Tapajós para a passagem da Estrada de Ferro 170, chamada de Ferrogrão.

 

Dois itens foram vetados, entre eles o que cria, no município paraense de Trairão, a Área de Proteção Ambiental Rio Branco.

 

Entre as razões para os vetos, o presidente citou manifestação do Ministério do Meio Ambiente. De acordo com a pasta, as modificações propostas alteram substancialmente o regime de proteção das unidades de conservação, com potencial de comprometer e fragilizar a preservação ambiental em uma região sensível da Amazônia Brasileira e do estado de Santa Catarina.

 

Agora, cabe ao Congresso Nacional, que aprovou as propostas, acatar, ou não, o veto presidencial.

 

Para o Instituto Socioambiental, o veto não garante a proteção das florestas. Isso por que, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou que o governo vai enviar novamente o conteúdo original da MP 756 em forma de projeto de lei, em regime de urgência. Com isso, a proposta de reduzir os limites área de unidades de conservação deve voltar a ser apreciada por deputados e senadores.

 

* Matéria atualizada às 19h25 para complemento de informações.