Estudantes desocupam plenário da Câmara de Vereadores de São Paulo

01:53 Política, Notícias 11/08/2017 - 17h10 São Paulo Embed

Nelson Lin

Pouco mais de 48 horas depois de terem ocupado o plenário da Câmara de Vereadores de São Paulo, estudantes e representantes de movimentos sociais deixaram o lugar pela porta da frente.

 

A saída foi acompanhada de palavras de ordem contra o prefeito João Dória, que, segundo eles, tem planos de privatização de equipamentos públicos. Em manifesto, lido em forma de jogral, eles criticaram a administração paulistana.

 

Na tarde de quinta-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo deu prazo de 5 dias para que os estudantes deixassem a casa. Mas, segundo eles, a decisão de antecipar a saída estaria no acordo firmado com a Câmara dos Vereadores.

 

Entre os pontos acordados estava a realização de uma audiência pública e o encaminhamento para votação em plenário do projeto de lei que propõe um plebiscito na cidade sobre o programa de privatização da prefeitura.

 

Em entrevista coletiva, depois da saída dos estudantes, o presidente da Câmara, Vereador Milton Leite, do Democratas, negou que a proposta será encaminhada ao plenário.

 

O vereador também acusa os jovens de terem depredado mesas, cadeiras e portas do plenário e que a Polícia Civil foi acionada. Já as vereadoras Sâmia Bomfim, do PSOL, e Juliana Cardoso, do PT, acusaram o presidente da casa de machismo já que elas não puderam entrar no plenário enquanto ocupado, ao contrário do vereador Eduardo Suplicy, também do PT. 

 

Milton Leite disse que elas não tinham autorização de entrada. Elas disseram que vão apresentar recursos contra o presidente por tê-las impedido de acessar o local de trabalho.