Marun diz que multa por bloqueio de rodovias chega a R$ 100 mil; PF pede prisões

03:01 Política, Notícias 26/05/2018 - 16h52 Brasília Embed

Dayana Vítor

A Polícia Federal abriu inquéritos para investigar empresários do transporte de cargas e supostos envolvidos na paralisação dos caminhoneiros.

 

A Justiça analisa pedidos de prisão pela prática de locaute, quando um empresário impossibilita o empregado de cumprir as atividades.

 

As informações foram divulgadas pelo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, neste sábado (26)  após reunião do gabinete de monitoramento no Palácio do Planalto.


SONORA: A Polícia Federal para investigar essas suspeitas, empresários suspeitos serão investigados, serão intimados, segundo nos informou o diretor-geral da polícia, o dr. Rogério Garollo, a Polícia Federal já tem inquéritos abertos para investigar essas suspeitas. Empresários suspeitos serão convocados, serão intimados segundo nos informou na reunião o diretor-geral da polícia, o dr. Rogério Garollo, que também nos informou que já existem pedidos de prisão, que já conseguiram informações suficientes para alicerçarem pedidos de prisão que estão aguardando manifestação da Justiça.

 

Além disso, Marun afirmou que as multas para quem não desobstruir as vias já estão sendo aplicadas. As transportadoras que não liberarem o tráfego terão que pagar  R$100 mil por hora e os caminhoneiros  R$10 mil. Ele ainda explicou que os motoristas do governo federal poderão ser convidados para dirigir os caminhões. Desde sexta-feira (25), quando foi publicado o decreto de garantia da lei e da ordem, homens das Forças de Segurança ajudam no trabalho de desbloqueio das estradas.

 

Segundo o ministro, durante a reunião o presidente Michel Temer mostrou-se preocupado com a possibilidade de faltar itens para hospitais e tratamentos médicos.

 

SONORA: O presidente está muito preocupado com a questão de vidas humanas, nós temos a questão do sistema também de transporte de órgão transplantados, tratamento de água para hemodiálise, aonde os estoques que permitem o ainda funcionamento são reduzidos, e onde se faz emergencial o abastecimento.

 

Marun garantiu que o governo vai continuar a negociar com os caminhoneiros. Na quinta-feira, o governo e representantes da categoria assinaram um acordo para uma trégua de 15 dias.

 

O governo se comprometeu a manter a redução de 10% no preço do diesel pelo período de 30 dias, a realizar aumentos do combustível apenas a cada 30 dias, a manter zerada a alíquota da Cide e outras 9 medidas.

 

No entanto, a Abcam, Associação Brasileira de Caminhoneiros, que representa mais de 600 mil motoristas, não aceitou a proposta. Mas na sexta-feira (25), divulgou comunicado orientando os caminhoneiros a desobstruírem as vias, mas mantendo manifestações pacíficas.

 

Até as onze e meia da manhã deste sábado, 544 pontos de interdição nas rodovias tinham sido liberados para o tráfego. No entanto, ainda existiam 596 bloqueios, segundo a Polícia Rodoviária Federal.