Eduardo Paes afirma não conhecer esquema de compra de votos para Rio sediar Olimpíadas

02:59 Política, Notícias 20/06/2018 - 08h10 Rio de Janeiro Embed

Fabiana Sampaio

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes negou ter qualquer conhecimento sobre compra de votos para que o Rio fosse escolhido sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

 

Ele foi ouvido nessa terça-feira (19), na operação Unfair Play, pelo juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato, como testemunha de defesa do ex-governador Sérgio Cabral e de Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro.

 

A operação investiga suposto esquema de suborno a membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) no processo de escolha da capital fluminense como cidade olímpica.

 

O ex-prefeito afirmou que participou de uma parte importante da campanha, a do último ano da candidatura do Rio, em 2009, quando assumiu o mandato, e que nunca ouviu nada a respeito e nem via possibilidade de haver conversas de conteúdo não diplomático.

 

Paes disse ter participado de algumas reuniões, que esteve com todos os eleitores do COI, mais de cem, e que o processo é muito mais amplo e aberto do que o da Fifa para a Copa do Mundo.

 

Ele afirmou que o grande argumento da campanha era geopolítico, da América Latina nunca ter tido uma Olimpíada, e de ser uma oportunidade para o COI de transformação da cidade-sede, já que as outras concorrentes, Chicago, Madri e Tóquio, ja tinham tudo.

 

O ex-prefeito ressaltou ainda que existia, na época, um projeto de país e que o Brasil vivia um bom momento, com crescimento econômico e a projeção internacional do ex-presidente Lula, o que ajudou a campanha.

 

Sobre Carlos Arthur Nuzman, Paes afirmou que sempre teve uma relação um pouco conflitante com o ex-dirigente, mas destacou que ele foi o protagonista de todo o processo.

 

Apesar de ter sido ouvido na condição de testemunha, Paes foi questionado pelo juiz Bretas se teria recebido vantagens das empresas que participaram das Olimpíadas, o que também negou. O ex-prefeito disse ainda que tinha uma relação institucional com o ex-governador Cabral e que trabalhou muito não apenas com ele, mas com vários outros políticos.

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