Empresários são indiciados por fraude na liberação de créditos na Caixa Econômica Federal

03:02 Política, Notícias 15/06/2018 - 21h56 Brasília Embed

Kariane Costa

No núcleo empresarial, o relatório policial sobre a Operação Cui Bono entregue à 10 ª Vara de Justiça em Brasília, aponta a participação em esquema  de corrupção o empresário,  Henrique Constantino,  ex- sócio da Gol, filho do empresário Nenê Constantino.


Também foram indiciados Marcos Antonio Molina dos Santos, executivo do Grupo Marfrig, e Joesley Batista Mendonça, sócio da J&F. Todos são acusados de associação criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.



Os irmãos e sócios do antigo Grupo Bertin, hoje chamado de grupo Heber também foram indiciados pelos mesmos crimes. São eles: Reinaldo Bertin, Natalino Bertin e Silmar Bertin.



Entre as provas apontadas pela Polícia Federal estão mensagens eletrônicas, documentos, anotações, contratos e também depoimento e as delações premiadas de alguns dos citados.

 

Ainda de acordo com o relatório, as empresas  pagaram   propina em troca da liberação de financiamentos  da Caixa Econômica Federal de 2011 a 2015.

 

No caso do grupo Constantino, o valor  pago de propina seria de  R$ 6 milhões para a liberação de financiamento de  R$ 350 milhões para a empresa BR vias, ligada ao grupo.

 

As empresas da família Bertin teriam pago R$ 57 milhões em troca de liberação de créditos da caixa econômica que chegariam a  R$ 2 bilhões. Hoje, o grupo Bertin tem dividas que somam R$ 8 bilhões, e tem um pedido de recuperação judicial.

 

Já executivos ligados à empresa Marfrig  teriam desembolsado R$ 9 milhões para conseguir a liberação de crédito  R$ 300 milhões junto à Caixa.

 

O  valor mais alto, segundo a Polícia Federal, foi pago por Joesley Batista. Teriam sido  R$ 129 milhões em troca da liberação de um empréstimo, com a Caixa Econômica, de  R$ 2,7 bilhões.

 

Todos esse valores teriam sido pagos ao operador financeiro Lúcio Funaro, que hoje cumpre prisão domiciliar, e fechou acordo de delação premiada. Funaro  afirmou ter  repassado a proprina para o núcleo politico e gerencial da Caixa Econômica,  aponta o relatório.

 

Em nota, a defesa de Marcos Molina afirmou que o empresário assinou termo de compromisso de reparação de dados investigados na Operação Cui Bono. Mas destacou que não se trata de admissão de culpa.

 

A defesa do empresário Joesley Batista reafirma que ele é colaborador da Justiça e que isso foi essencial para celeridade e eficácia da investigação criminal.

 

A defesa de Henrique Constantino afirmou que ele segue colaborando com as autoridades para o total esclarecimento dos fatos. A empresa Gol informou que o empresário não está mais no Conselho da Companhia. A reportagem não conseguiu contato com os advogados dos irmãos Bertin e aguarda resposta da Caixa Econômica Federal.

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