Ministério Público pede condenação de Crivella por improbidade administrativa

02:25 Política, Notícias 12/07/2018 - 15h12 Rio de Janeiro Embed

Raquel Júnia

O Ministério Público do Rio entrou com uma ação civil pública na Justiça contra o prefeito do Rio Marcelo Crivella por improbidade administrativa em função do evento protagonizado pelo prefeito no ultimo dia 4 de julho, no qual ele oferece facilidades a lideranças evangélicas no acesso à políticas públicas.

 

A ação foi protocolada na noite desta quarta-feira. O processo tem como base um inquérito iniciado em agosto de 2017 pela 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania, para apurar possível desrespeito à liberdade religiosa e à laicidade do município.

 

No texto da ação, a promotora Glaucia Maria da Costa Santana, cita outras investigações já feitas pelo MP sobre condutas da prefeitura, como um censo religioso realizado dentro da Guarda Municipal e a realização de eventos da irgreja universal do reino de Deus, da qual Crivella é bispo licenciado nas escolas públicas.

 

A ação destaca a oferta de vantagens pessoais feitas pelo prefeito no evento chamado Café da Comunhão, realizado no Palácio da Cidade.

 

A fala do prefeito na ocasião é considerada pela promotora como escandalosa ao oferecer agilidade em cirurgias, o que vai de encontro as diretrizes do Sistema Único de Saúde, que prega igualdade e universalidade, entre outras irregularidades.

 

A ação também afirma que Crivella feriu a legislação eleitoral ao fazer campanha antecipada para o candidato a deputado federal Rubens Teixeira, também do PRB, presente no evento.

 

O MP pede à justiça que determine ao prefeito que cumpra 12 determinações sob pena de afastamento do cargo, entre elas, que não utilize a maquina publica para defesa de interesses pessoais ou de seu grupo religioso, que se abstenha também de determinar que servidores públicos municipais privilegiem determinada categoria para acesso aos serviços público de qualquer natureza, entre outras.

 

O pedido inclui ainda a condenação do Réu a ressarcir danos morais difusos no valor estimado em R$ 50o mil . Procurada, a assessoria de imprensa da prefeitura do Rio  respondeu apenas que ainda não foi notificada sobre a ação.