MPF denuncia 24 pessoas por fraudes na área de saúde no Rio

02:02 Política, Notícias 08/08/2018 - 20h08 Rio de Janeiro Embed

Fabiana Sampaio

O Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra 24 pessoas por crimes na área da saúde do estado do Rio, envolvendo o Into, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.

 

Entre os denunciados estão o ex-secretário de Saúde do Rio no governo Sérgio Cabral, Sérgio Côrtes, os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita e o executivo da General Electric Daurio Speranzini Junior.

 

A ação é um desdobramento das Operações Fatura Exposta e Ressonância,  da Lava Jato no Estado, que aprofundaram as investigações de uma organização criminosa responsável por corrupção, fraudes à licitação, cartel e lavagem de capitais em contratos entre o Into e o governo do Rio.

 

O texto afirma que, “após exaustiva investigação, as Operações Calicute e Eficiência conseguiram demonstrar como a organização criminosa comandada por Sérgio Cabral atuou para praticar atos de corrupção e lavagem de dinheiro que desviaram mais de 100 milhões de dólares dos cofres públicos, mediante engenhoso processo de envio de recursos oriundos de propina para o exterior”.

 

Três dos denunciados, Speranzini, Iskin e Estellita, receberam, nesta quarta-feira, ordem de soltura do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles estavam presos desde 4 de julho, por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

 

Ao soltar Speranzini, Mendes considerou que Bretas não demonstrou de forma suficiente como o investigado poderia continuar a cometer crimes, uma vez que já mudou de emprego.

 

Na época, ele era presidente-executivo da divisão de saúde da Phillips. No caso de Iskin e Estellita, o ministro considerou não haver argumentação suficiente para justificar os decretos de prisão preventiva.

 

Por determinação do ministro, os três executivos não poderão se comunicar com outros investigados e estão proibidos de deixar o país, devendo entregar seus passaportes em 48 horas.

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