Setor de ônibus pagava propina mensal de R$ 6 milhões a políticos do Rio, diz empresário

01:22 Política, Notícias 24/08/2018 - 21h01 Rio de Janeiro Embed

Joana Moscatelli

O empresário do setor de transporte Jacob Barata Filho disse nesta sexta-feira que as concessionárias de ônibus pagavam, mensalmente,  R$ 6 milhões  a políticos do Rio de Janeiro.

 

O objetivo era garantir apoio a projetos de interesse do setor e impedir que iniciativas contrárias pudessem prosperar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

 

Ele foi interrogado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, no âmbito da Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato no Rio.

 

Segundo Barata, o valor era viabilizado através de pagamento de um percentual extra de 1% do faturamento das empresas de ônibus à Federação DE Transportadoras de Passageiros (Fetranspor), que viabilizava o repasse do dinheiro.

 

Ainda de acordo com Barata, parte deste valor era entregue ao então presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani, e ao também deputado Paulo Melo, ambos dda cúpula do MDB fluminense. 

 

A defesa de Picciani negou que ele tenha recebido qualquer tipo de recurso ilicito de empresários do setor de transportes, e admitIU apenas pagamentos a título de doações legais de campanha.

 

Até o fechamento dessa reportagem, a defesa de Paulo Melo não se posicionou sobre as declarações de Barata Filho. Os dois deputados foram presos na operação Cadeia Velha, que apura o pagamento de propinas a parlamentares na Alerj,  para o favorecimento de interesses privados.

Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou.

Para registrar sua opinião, copie o link ou o título do conteúdo e clique na barra de manifestação.

Você será direcionado para o "Fale com a Ouvidoria" da EBC e poderá nos ajudar a melhorar nossos serviços, sugerindo, denunciando, reclamando, solicitando e, também, elogiando.

Denúncia Reclamação Elogio Sugestão Solicitação Simplifique