Bolsonaro defende liberação do porte de armas e criação do ministério da Economia

02:03 Política, Notícias 07/09/2018 - 06h40 São Paulo Embed

Eliane Gonçalves

O plano de governo de Jair Bolsonaro, do PSL, promete privatização de estatais, imunidade para a polícia e transfere para o setor privado a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico.

 

O powerpoint com 81 páginas faz elogios ao liberalismo econômico e dá destaque à segurança pública.

 

O programa defende temas polêmicos como o excludente de ilicitude, ferramenta jurídica que garantiria imunidade aos policiais que não poderiam mais ser julgados por ações violentas. Policiais mortos em serviço passam a ser heróis nacionais.

 

O programa também defende a redução da maioridade penal, o fim do sistema de progressão de penas e a reformulação do estatuto do desarmamento com a liberação do porte de arma.

 

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Na educação, Jair Bolsonaro diz que a prioridade deve ser o ensino fundamental. Cursos superiores, além de pesquisa e desenvolvimento tecnológico ficariam a cargo de empresas privadas. Também propõe avaliar a implantação de ensino fundamental à distância para áreas rurais.

 

Apesar de defender o direito à propriedade privada, o programa propõe um credenciamento universal dos médicos para que sejam convocados a trabalhar pelo SUS.

 

O candidato propõe a fusão do ministério da fazenda, do planejamento e da indústria e comercio exterior em uma única pasta, o ministério da economia. E defende a autonomia do Banco Central. Para reduzir a dívida pública, o programa propõe vender imóveis da união e privatizar estatais, inclusive a Petrobrás.

 

Para a previdência, a ideia é criar um sistema de contas de capitalização individuais. Mas o programa não detalha qual será a fonte de recurso para criar o fundo que manteria as aposentadorias e pensões do atual sistema previdenciário.

 

Jair Bolsonaro tem 63 anos e é capitão do exército na reserva. Está no sétimo mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro. Em 27 anos no Congresso Nacional apresentou cerca de 170 projetos de lei, dos quais dois foram aprovados. 

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