Cientistas políticos comentam desafios de Haddad e Bolsonaro para o segundo turno

02:23 Política, Notícias 08/10/2018 - 18h31 São Paulo Embed

Samanta do Carmo

A bancada do PSL na Câmara dos Deputados, com 51 parlamentares, atrás apenas do PT, com 56, foi um dos resultados surpreendentes após as eleições deste domingo. Na opinião do cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas, Sérgio Praça, isso dá vantagem no segundo turno para o candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro.


O fato do PT ter eleito governadores em primeiro turno não gera benefício para Fernando Haddad, na avaliação de Juliano Griebeler, professor de Ciência Política do Ibmec.


Juliano comenta que Bolsonaro é quem tem mais a perder neste segundo turno e, por isso, precisa evitar erros, como frases polêmicas. Para Marco Aurélio Nogueira, professor de ciência política da Unesp, Bolsonaro terá de moderar seu discurso e o de seus apoiadores, assim como reduzir atos simbólicos, como a super-exposição de armas, se quiser evitar perda de eleitores por causa de extremismos.


No caso de Fernando Haddad, Marco Aurélio também avalia que o desafio é flexibilizar o discurso, o que significa diminuir a influência do ex-presidente Lula e da máquina partidária do PT para alcançar os eleitores não petistas, mas disponíveis para serem convencidos.


 

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