PF investiga propagação de mensagens contra candidatos pelo WhatsApp

02:21 Política, Notícias 21/10/2018 - 14h16 Brasília Embed

Juliana Cézar Nunes

A Polícia Federal instaurou neste sábado inquérito para investigar a disseminação de mensagens pelo WhatsApp referentes aos candidatos à Presidência da República.

 

O pedido de investigação foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela solicitou que a Polícia Federal apure o possível uso de esquema profissional por parte das campanhas, com o propósito de propagar notícias falsas, as chamadas fake news.

 

Também neste sábado o ministro do Tribunal Superior Eleitoral Luís Felipe Salomão determinou a suspensão da transmissão de propaganda eleitoral veiculada na televisão nos dias 16 e 17 de outubro pela Coligação O Povo Feliz de Novo – do PT/PCdoB e PROS.

 

O ministro considera que a propaganda infringiu a legislação eleitoral por incitar medo na população ao sugerir que se o candidato Jair Bolsonaro for eleito vai perseguir e torturar eventuais opositores políticos.

 

Na segunda-feira, o presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, afirmou que o partido ingressará com uma ação na Procuradoria-Geral da República. Bebianno diz que Bolsonaro também é vítima de notícias falsas.

 

Nos últimos dias, jornais publicaram matérias segundo as quais empresas de marketing digital, custeadas por empresários que apoiam o candidato do PSL, estariam disseminando conteúdo em milhares de grupos do aplicativo.

 

Na sexta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral abriu processo depois de ação ajuizada pela candidatura de Fernando Haddad. Ao rebater as acusações, pelo Twitter, Jair Bolsonaro afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e afirmou que o PT está sendo prejudicado pela “verdade”.

 

As matérias dos jornais apontaram uma rede de empresas contratadas para efetuar os disparos em massa. Os contratos, que chegariam a R$ 12 milhões, seriam bancados por empresários próximos a Bolsonaro.

 

Para a procuradora-geral da República Raquel Dodge, o quadro de possível interferência na formação de opinião dos eleitores, com atuação de empresas a partir de mensagens de ofensa aos dois candidatos, “afronta a integridade do processo eleitoral”.