Representatividade feminina na política ainda é baixa, avalia especialista

02:23 Política, Notícias 08/10/2018 - 21h09 Brasília Embed

Ana Luísa Praser

A representatividade de mulheres na política brasileira continua baixa. Apenas uma mulher vai disputar o segundo turno das eleições para governador no Brasil.


Fátima Bezerra, do PT, que atualmente é senadora, pleiteia a vaga no Rio Grande do Norte. Dos 13 estados que elegeram candidato no primeiro turno, nenhuma mulher foi escolhida para o comando do executivo estadual.


Se Fátima se eleger, a bancada feminina vai reduzir ainda mais a partir de 2019, já que ela deixará o Congresso para ser governadora.  Em seu lugar, assume um suplente do sexo masculino.


Tradicionalmente, o Congresso é ocupado por homens. Os números confirmam essa tendência. No Senado, foram eleitos no último domingo, sete representantes do sexo feminino, do total de 81 senadores, o que significa menos de 13% do quórum da Casa.  Isso quer dizer que 20 unidades da federação elegeram exclusivamente homens.


Já na Câmara, os números, ainda que melhores, dão continuidade à baixa elegibilidade feminina: das 513 vagas, apenas 77 serão preenchidas por mulheres, o que corresponde a 15% do total de deputados federais.


Houve um aumento de 51%, em relação a 2014, quando foram eleitas 51 deputadas federais.


Para o cientista político Valdir Pucci, apesar da baixa representatividade, ter mulheres na política demonstra uma mudança de cultura.

 

Os partidos com mais mulheres eleitas para a Câmara são: PT, com 10 deputadas, PSDB, com 9, e PSL, com 7. As demais estão espalhadas em quase vinte outros partidos.

 

Para tentar aumentar a participação feminina na política, desde 1997, a lei eleitoral exige que partidos e coligações respeitem a cota mínima de 30% de mulheres na lista de candidatos para as Câmaras dos deputados e Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais.

 

E se a representatividade entre os eleitos ainda é tímida, entre os eleitores brasileiros faz bastante diferença. Dos mais de 147 milhões de eleitores brasileiros, as mulheres são maioria, 52 e meio por cento, o que corresponde a 77,3 milhões de votos.