Operação Ross: PF investiga suposto pagamento de propina a parlamentares

02:56 Política, Notícias 11/12/2018 - 13h20 Brasília Embed

Graziele Bezerra

Os senadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, do PSDB, e Agripino Maia, do DEM, além dos deputados Benito da Gama e Cristiane Brasil, do PTB, e Paulinho da Força, do Solidariedade, foram alvos da Operação Ross.


Deflagrada nesta terça-feira (11), a ação investiga o pagamento de propina da JBS para a campanha eleitoral de 2014.
 

A Polícia Federal apura informações prestadas em depoimento por empresários do frigorífico que teriam pago propina de cerca de R$ 100 milhões a Aécio Neves para comprar apoio político.
 

Os parlamentares citados na ação teriam recebido parte do dinheiro, em troca do apoio para a campanha de Aécio à presidência em 2014.
 

Com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos parlamentares, em oito estados e no Distrito Federal. Os envolvidos também foram intimados a prestar esclarecimentos à Justiça.



Os mandados de busca e apreensão envolveram apartamentos de Aécio Neves e sua irmã, Andrea, no Rio de Janeiro, assim como no de Cristiane Brasil, também na capital fluminense.
 

Em São Paulo, o imóvel de Paulinho da Força está na mira, assim como os apartamentos de Aécio e de Anastasia, em Belo Horizonte.
 

Os mandados foram expedidos também para imóveis de Agripino Maia e Benito Gama, em Natal e Salvador.
 

O nome da Operação Ross é referência ao explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo, na Antártida, fazendo alusão às notas fiscais frias investigadas, emitidas para disfarçar o esquema de propina.
 

Por meio de nota, a defesa de Aécio esclareceu que o senador sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos e que os recursos relatados pelos delatores da JBS foram contribuições eleitorais feitas à campanha do PSDB em 2014 e devidamente registradas na Justiça Eleitoral.
 

O senador Antonio Anastasia informou também por nota que desconhece o motivo pelo qual teve seu nome envolvido nessa história e que, em toda sua trajetória, ele nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém.


Já o deputado Paulinho da Força chamou de "ridícula" a acusação e informou que o Solidariedade já apoiava Aécio Neves desde a criação do partido, em 2013.



O senador José Agripino negou que tenha sido alvo de busca em qualquer de seus endereços e que, enquanto presidente nacional do Democratas, buscou doações para o partido, seguindo a legislação eleitoral vigente.
 

Não conseguimos contato com os outros citados na reportagem.

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