No mesmo dia de protestos pelo país, ministro da Educação vai à Câmara explicar bloqueio de verbas

03:43 Política, Notícias 15/05/2019 - 19h21 Brasília Embed

Kariane Costa

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, veio ao Congresso  para falar sobre o contingenciamento de recursos na área da educação.

 

Durante 30 minutos o ministro explicou aos parlamentares  o bloqueio de verbas de universidades públicas e institutos federais.

 

Weintraub apresentou dados sobre a educação para mostrar que o ensino no Brasil está longe de atingir metas e reforçou mais uma vez que não tem corte na educação e sim contingenciamento.

 

Ele insistiu que, quando o cenário econômico brasileiro melhorar,  os recursos serão liberados. E disse que o governo atual não é responsável pelo contingenciamento e sim os governos anteriores.

 

Weintraub insistiu que o bloqueio atinge 3,4% do orçamento das universidades federais.

 

Um dos momentos de tensão foi quando o ministro lembrou o tempo em que era bancário e pagava imposto sindical. Ele chegou a citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que, na época em que trabalhava no Banco Santander, o ex-presidente chegou a ligar no banco para pedir a demissão de uma colega.

 

Deputados como Otto Alencar Filho, do PSD, e Professora Dorinha, do Democratas, pediram para que o ministro reveja medidas do contingenciamento.

 

Já o líder da oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon, do PSB, disse que a medida é uma tentativa de perseguir as universidades.

 

Os deputados da base defenderam o ministro. O líder do governo, deputado Major Vitor Hugo, do PSL, citou uma pesquisa da CNI na qual os brasileiros aprovam as políticas de educação.

 

A vinda do ministro do Congresso coincide com as manifestações que estão correndo nesta quarta-feira, em várias cidades, em protesto contra o contingenciamento no orçamento da educação.

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