Campanha do governo contra IST estimula jovens a procurar imagens das doenças na internet

02:33 Saúde, Notícias 31/10/2019 - 17h58 Brasília Embed

Victor Ribeiro

A partir desta sexta-feira começa uma nova campanha para a prevenção das chamadas IST, infecções sexualmente transmissíveis, que antigamente eram conhecidas como DST. A ação do Ministério da Saúde é inédita, porque ocorre fora de épocas consideradas críticas, como o Ano Novo e o Carnaval.


A campanha, voltada para jovens de 15 a 29 anos, incentiva a população a procurar imagens das doenças causadas por essas infecções.


Para o diretor do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST do Ministério da Saúde, Gerson Pereira, ver o que acontece com as pessoas infectadas é fundamental para que a pessoa reconheça se foi infectada e procure tratamento.


“A ideia da campanha é fazer com que os jovens conheçam doenças, seus sinais e sintomas. E que o diagnóstico precoce é mais fácil quando a pessoa conhece a doença. As doenças são graves e podem levar à morte”.


O tratamento para as infecções sexualmente transmissíveis é oferecido gratuitamente no SUS, Sistema Único de Saúde. Com a desinformação sobre prevenção, a oferta de medicamento e a evolução farmacêutica, que oferece remédios com cada vez menos efeitos colaterais, o número de pessoas que usam camisinha tem reduzido nos últimos anos.


Pesquisas recentes feitas pelo próprio Ministério da Saúde e por universidades públicas indicam que, entre os jovens, a porcentagem daqueles que dizem fazer sexo sem preservativo varia entre 40% e 60%. É muita gente.


O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destaca a importância da prevenção.


“Se eu perguntar para um conjunto de população a importância da camisinha, todos vão falar que é muito importante, que previne doença. Se você pergunta se usou... entre a informação e a ação existe um gap. O desafio que foi colocado é: como a gente faz com que esta informação, que a maioria já tem, como ela se trona ação. Então você tem que colocar a consequência do não uso”.


A campanha de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis custou R$ 15 milhões e fica no ar durante um mês e meio, desta sexta-feira até o dia 15 de dezembro.

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