Barco hospital de Rondônia atraca no município de Surpresa nesta sexta-feira

02:24 Saúde, Notícias 14/11/2019 - 21h43 Brasília Embed

Larissa Abreu*

A Unidade de Saúde Social Fluvial Walter Bártolo, o chamado Barco Hospital, já começou os atendimentos às comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas do Vale do Guaporé, em Rondônia.


O barco, que fica ancorado no município de Guajará-Mirim, a pouco mais de 300km de Porto Velho, saiu em missão no dia 4 deste mês para prestar diversos tipos de serviços médicos e sociais para pessoas que moram em áreas de difícil acesso no estado.


Entre eles, atendimentos odontológicos, clínica geral, vacinação, exames laboratoriais, emissão de documentos e assistência social.


A unidade já passou pelas comunidades de Deolinda, Barranquilla, Soltério e Ricardo Franco. Nesta sexta-feira, segue viagem até o distrito de Surpresa, onde deve ficar por quatro dias, devido à alta demanda de pacientes. A previsão é que ele retorne no próximo dia 20.


Segundo a Coordenadora da Gerência em Programas Estratégicos da Secretaria de Saúde, Annelise Medeiros, o barco fica ancorado às margens do rio Guaporé, onde a maioria dos moradores vão em busca de atendimento. Em alguns casos a equipe médica vai até a casa dos pacientes.


Ela destaca a importância da ação para as comunidades que precisam se deslocar até o município vizinho Guajará-Mirim para ter acesso aos serviços básicos de saúde. Geralmente, o percurso pode levar até 6 horas.

 

“A gente leva o atendimento resolutivo. Porque vai a consulta, os meios de diagnóstico e o tratamento – se precisar só de medicação. Se precisar de algo mais especializado a gente tem que encaminhar. E o barco faz as remoções. Tem duas ambulanchas que durante a missão, se houver alguma necessidade de deslocamento para prestar socorro, elas fazem”.

 

O Barco Hospital está em sua décima missão pelas comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas de Rondônia. Neste ano, mais de 4,2 mil pacientes foram atendidos, 729 exames laborais realizados e mais de 8 mil medicamentos distribuídos.

 

*Estagiária sob supervisão de Leandro Martins

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