Suicídio de adolescentes ainda é tabu social a ser enfrentado, diz Unicef

03:22 Saúde, Notícias 20/11/2019 - 17h15 Brasília Embed

Maíra Heinen

Há 30 anos, crianças e adolescentes de todo o mundo ganhavam um tratado que assegurava o direito a ter direitos. Cento e noventa e seis países assinaram, em 20 de novembro de 1989, a Convenção Sobre os Direitos da Criança, o documento mais ratificado da história.

 

Os grandes desafios eram, por exemplo, a mortalidade infantil, crianças fora da escola e a violência. Atualmente, esses enfrentamentos continuam, mas as crianças também passam por novos problemas que vão desde as mudanças climáticas, o mau uso da internet, até problemas mentais.

 

Alguns temas ainda são tabu. É o caso do suicídio.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa é a terceira maior causa de morte de adolescentes entre 15 e 19 anos e ocorre tanto em países pobres, quanto em países ricos. No Brasil, nos últimos dez anos, o número de suicídios na faixa etária entre 10 e 19 anos passou de 714 para 1.047.

 

O coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef no Brasil, Mário Volpi, aponta que os maiores índices brasileiros de suicídio entre crianças e adolescentes ocorrem na população indígena.

 

A adolescente Nívia Maria tem 18 anos e é moradora da comunidade do Coque, no Recife, Pernambuco. Ela conhece adolescentes que já tentaram tirar a vida. Para ela, a sociedade tenta impor padrões que o adolescente muitas vezes não consegue suportar e isso deve ser falado dentro das escolas.

 

Sofia Soraya Pinho, de 15 anos, moradora de Palmas, no Tocantins, também acredita que uma solução é abrir espaço de fala nas escolas. Para ela muitos tentam o suicídio por falta de apoio em dificuldades ou crises de ansiedade.

 

O Unicef estuda dados e reúne informações sobre esse problema que atinge crianças e adolescentes em todo o mundo.

 

No relatório lançado este mês, por ocasião dos 30 anos da Convenção dos Direitos da Criança, uma das saídas apontadas é o investimento nas janelas de oportunidade, que são a primeira infância e a adolescência.

 

A entidade acredita que se existir investimentos e respeito aos direitos, principalmente nessas faixas etárias, muitos problemas graves como o suicídio serão minimizados.

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