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Atualizado: 5 minutos 9 segundos atrás

São Caetano perde patrocínio e luta para seguir na Superliga feminina

4 horas 13 minutos atrás

Além de ter enfrentado a pior temporada da história, com apenas uma vitória em 22 jogos na Superliga 2019/2020, o São Caetano sofreu outro baque após o encerramento antecipado do campeonato. No mês passado, o clube, que é um dos mais tradicionais do país na modalidade, com mais de 50 anos de história e tendo participado de todas as edições da elite da Superliga desde sua criação, na temporada 1994/1995, recebeu a confirmação de que o patrocinador não renovaria a parceria que já estava em vigor desde 2012.

O grupo hospitalar, que começou a apoiar financeiramente a equipe de Osasco durante a última temporada, decidiu não renovar o contrato, que venceu em 12 de junho. “Tivemos uma redução grande do investimento já nessa última temporada. Por isso, entramos com um time muito jovem. Entendemos o lado do patrocinador, que foi buscar coisas melhores para ele. Somos muito agradecidos pelos anos de parceria. Mas não morremos, não”, disse, à Agência Brasil, a supervisora da equipe, Marina Miotto.

“Estamos com o trabalho das categorias de base andando normalmente aqui na cidade. Temos o apoio, na medida do possível, do município. A questão agora é saber qual competição vamos disputar”, afirma.

Dentro de quadra, o São Caetano, que encerrou a temporada na última posição, foi rebaixado para a Série B da Superliga. Porém, o clube ainda aguarda as definições por parte da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para definir o futuro. “Muito tem se falado sobre uma possível junção do Flamengo com o Sesc/RJ, não sei também como está a equipe do Itajaí, que foi a segunda colocada na Superliga B e ganhou a vaga na elite. Nem mesmo a divisão de acesso foi disputada até o final. Enfim, tem muita coisa em aberto. Existe a possibilidade de seguirmos na elite. Mas, o certo é que, na elite ou na divisão de acesso, vamos ter um time. Não vamos parar. Já mantivemos vários contatos com empresas para buscar um novo apoiador”, diz Miotto.

O técnico Fernando Gomes, que seguirá à frente da equipe na próxima temporada, afirmou que esses dois passos são fundamentais para a continuação do trabalho. “A Superliga B dá um pouco mais de tempo para buscarmos um apoiador, pois começa apenas em janeiro. Enquanto isso, a Superliga A geralmente começa em novembro. Em termos de valores, para uma equipe se manter em um bloco intermediário na Superliga A vai precisar de R$ 2,5 milhões. Já na Superliga B, com R$ 1 milhão o time consegue brigar pelo acesso, ficando entre os dois primeiros colocados”, informou o técnico.

Outra preocupação do comandante é o grupo de jogadoras. “Hoje, se você falar de atletas, temos apenas até a categoria infantojuvenil, 16 ou 17 anos. Talvez uma ou outra juvenil consigamos manter com a verba que temos. Agora, para formar uma equipe adulta, falta muita coisa”, lamentou o técnico. Em meio a tantas indefinições, Marina Miotto tem uma certeza: “Vai ser um ano no qual o São Caetano vai brigar pela sobrevivência. Na Superliga A, devemos ter seis meses de jogos. Se jogarmos a divisão de acesso, serão três meses. Vamos aguardar essas definições para montar nosso plantel”.

Setor nacional da cachaça prevê retração acima de 21% em 2020

4 horas 17 minutos atrás

Estudo da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International estima para o setor da cachaça no Brasil, este ano, queda de 21,7% em volume total, incluindo vendas em supermercados, bares e restaurantes, em função da pandemia do novo coronavírus. Antes da crise, o setor previa expansão de 1,5%. 

Falando hoje (7) à Agência Brasil, o diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), Carlos Lima, admitiu que o cenário pode ser ainda pior, uma vez que o estudo do Euromonitor projetava uma quarentena de dois meses e meio, para uma queda do Produto Interno Bruto (PIB, que é a soma dos bens e serviços produzidos no país) em torno de 5%. Mas a pandemia já está se estendendo por quase quatro meses, sem ainda definição para um retorno à normalidade, e os economistas indicam para o PIB retração superior a 9%. “A gente acha que pode ter um cenário ainda mais pessimista”, concordou Lima.

Outras empresas de pesquisa de mercado colocam que o consumo de bebidas alcoólicas no mundo deve cair cerca de 12% em 2020 e que uma retomada aos patamares anteriores só acontecerá em 2024. “É para mostrar quanto o segmento de bebidas alcoólicas mundialmente vem sendo impactado pela questão da pandemia, da covid”, disse o diretor executivo do Ibrac.

Para enfrentar a pandemia, as empresas do setor nacional de cachaça têm adotado diferentes estratégias para continuar produzindo durante a pandemia. “Dependendo do estado e do porte de empresa, foram estratégias diferentes”, disse Lima. O Ibrac teve casos de empresas do setor que paralisaram suas atividades. Estudo feito pela entidade estima que mais de 65% das empresas tiveram redução superior a 50% das vendas. “Tudo depende do porte da empresa, do canal que a empresa tinha como seu principal canal de vendas. Por exemplo, empresas que focavam muito a venda em bares e restaurantes, com o fechamento desses empreendimentos as vendas praticamente acabaram e tiveram que focar em outros pontos de venda, como supermercados e atacadistas”.

Lei seca

Segundo Carlos Lima, o setor da cachaça acabou sendo impactado por outro movimento, que foi a Lei Seca, implantada em alguns estados e municípios, proibindo a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas no período de pandemia. “Isso também afetou as empresas”. Lima destacou que não houve uma “receita de bolo” para as empresas enfrentarem a crise. E muitas não superaram.

Lima vê também com preocupação a possibilidade de crescimento do mercado ilegal de bebidas com a aplicação da Lei Seca, como ocorreu no México, no último mês de maio, onde mais de 100 pessoas morreram ao ingerirem produtos clandestinos, sem controle e contaminados. Lembrou que além dos prejuízos à saúde, o mercado clandestino traz outros problemas, como a evasão fiscal, ou seja, a perda de arrecadação de impostos pelo governo. De acordo com estudo sobre o Mercado Ilegal de Bebidas Alcoólicas, elaborado pela Euromonitor International e divulgado pelo Ibrac no ano passado, em 2017, o Brasil deixou de arrecadar R$ 10 bilhões com o mercado ilegal.

MPMEs

O setor é formado, em sua maioria, por micro, pequenas e médias empresas. Muitas delas não trabalhavam com o comércio eletrônico e tiveram que se estruturar para fazer vendas pela internet. “Tem sido um trabalho de reinvenção do setor para conseguir sobreviver, assim como os demais setores, nesse momento de pandemia. Cada empresa seguiu um caminho diferente para tentar se reinventar nesse momento”.

O setor da cachaça respondia pela geração de 600 mil empregos diretos e indiretos. O número de postos de trabalho caiu, entretanto, durante a pandemia da covid-19, admitiu Carlos Lima. O Ibrac, entretanto, ainda não tem estimativa de quanto a pandemia afetou o setor, na área do emprego. Com a crise, várias empresas foram obrigadas a demitir funcionários, outras fizeram redução de jornada e, consequentemente, de salários, para tentar atravessar a crise. Muitas pequenas e médias empresas ficaram na expectativa do apoio do governo federal por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). “Muitas empresas buscando linhas de financiamento e de crédito através do Pronampe para poderem sobreviver e manter um mínimo de estruturas básicas”.

São 951 produtores de cachaça e 611 de aguardente registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, distribuídos em 835 municípios, segundo o estudo A Cachaça no Brasil - Dados de Registro de Cachaças e Aguardentes, lançado no ano passado pelo ministério.

Volta ao consumo

O diretor executivo do Ibrac analisou que a flexibilização das atividades econômicas que está ocorrendo em alguns municípios e estados, com a reabertura de bares e restaurantes, não significa uma volta à normalidade para os fabricantes brasileiros de cachaça. “Não quer dizer, necessariamente, que você vai ter uma volta do consumo nesses pontos de venda. Eu acho que a reabertura de bares e restaurantes ainda é um início que precisa ser observado como isso vai acontecer”. Para Carlos Lima, será um trabalho gradual de reconquistar consumidores. Ele diz acreditar que existe um desafio de retomada de confiança e de construção de confiança em vários setores, neste momento da pandemia. “Acho que vai ser um trabalho longo que a gente vai ter pela frente”.

Lima salientou que outro grande desafio está atrelado à reforma tributária, que o governo federal quer aprovar neste segundo semestre. O tema é caro para o segmento de bebidas alcoólicas e, em especial, para os setores da cachaça e de destilados, que temem aumento da tributação, além das dificuldades geradas pela pandemia. Carlos Lima informou que o segmento da cachaça tem cerca de 70% do valor das vendas em impostos diretos, como PIS/Cofins, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Considerando impostos diretos e indiretos, o peso para o setor alcança 82%.

O diretor executivo do Ibrac afirmou que um dos caminhos para as empresas agora é investir nas vendas digitais. Ressaltou, porém, que o mundo digital, “nem de longe, vai chegar ao volume de vendas que supermercados, bares e restaurantes representam para o setor da cachaça”. Somente bares e restaurantes representam 70% das vendas da bebida.

O setor da cachaça possui 7% de participação do mercado brasileiro de bebidas alcoólicas, em volume, enquanto a cerveja, primeira colocada, detém 87%. A cachaça representa mais de 72% do mercado de destilados.

Brasil recebe carregamento recorde de 11,8 milhões de máscaras

4 horas 25 minutos atrás

Uma aeronave da companhia aérea Latam chegou hoje (7) a São Paulo transportando mais 11,8 milhões de máscaras cirúrgicas de procedência chinesa. O voo trouxe a maior quantidade de insumos para combate à pandemia transportado de uma única vez no Brasil.

A carga faz parte da encomenda de equipamentos de proteção individual (EPIs) feita pelo Ministério da Saúde, com a coordenação operacional viabilizada pelo Ministério da Infraestrutura. Segundo os registros dos ministérios, essa é a 35ª remessa de mais de 40 previstas. 

“No início da crise, assumimos um desafio logístico imenso para ajudar o Ministério da Saúde com o abastecimento de EPIs para todas as regiões do Brasil. Uma verdadeira operação de guerra foi montada e, de modo contínuo, estamos transportando 960 toneladas de equipamentos no total. É uma vitória silenciosa do governo federal que está ajudando a garantir as condições necessárias para o enfrentamento da pandemia”, informou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Segundo nota divulgada pelo ministério, 220 das 240 milhões das máscaras compradas foram recebidas, sendo uma parte do equipamento do tipo N95 - a mais eficaz máscara médica descartável disponível no mercado.

O voo anterior da Latam que transportou insumos vindos da China para o Brasil chegou no dia 2 de junho e trouxe cerca de 9,2 milhões de máscaras para serem distribuídas entre estados e municípios.

Pesquisa aponta desigualdade no uso de tecnologias por empresas

4 horas 48 minutos atrás

A utilização de tecnologias da informação e comunicação (TICs) já alcança percentuais expressivos em empresas no país, mas o emprego dessas soluções técnicas ainda é desigual dependendo do tipo e do porte das firmas.

As conclusões estão na pesquisa TIC Empresas 2019, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.Br), vinculado ao Comitê Gestor da Internet. Foi analisada uma amostra de 7 mil empresas de todo o Brasil.

Entre as companhias ouvidas no levantamento, 54% relataram ter website e 78% contas em redes sociais. Os índices variam, respectivamente, para 51% e 77% no caso das pequenas e 89% e 90% nas grandes.

As redes sociais mais comuns são Facebook (62%), mensageiros como Whatsapp ou Telegram (54%), Instagram ou Snapchat (44%) e Linkedin (15%). Entre 2017 e 2019, as redes que mais cresceram em uso pelas empresas foram os serviços de mensageria.

Comércio eletrônico

O comércio eletrônico é praticado por 57% dos negócios avaliados. Os principais canais para a venda de produtos online são os serviços de mensageria como o Whatsapp e FB Messenger (42%), seguidos por redes sociais como Facebook, Instagram e Snapchat (20%) e websites próprios das empresas (16%). A compra pela internet é mais comum, sendo informada por 70% das companhias entrevistadas.

Já o recurso da publicidade foi relatado por 36% das empresas analisadas. O índice se mantém independentemente do porte. Mas há variação por setor, com essa ferramenta de promoção sendo mais comum em negócios de alojamento e alimentação (50%), informação e comunicação (46%) e artes, culturas, esportes e recreação (44%).

Conexão

O levantamento mostrou que 67% das companhias se conectam por fibra ótica, 54% por via linha telefônica (DSL), 51% por cabo (redes usadas para serviços de TV paga, por exemplo) e 46% por conexão móvel, como 3G ou 4G. 

O índice de conexão por fibra ótica, a tecnologia mais robusta, é menor em empresas pequenas (65%) do que nas grandes (91%).

Em 2015, o principal tipo de conexão era a linha discada (70%), seguida por fibra ótica (46%), modem móvel (43%) e cabo (37%). A velocidade também aumentou. A proporção de empresas com conexões de um mpbs a 100 mbps foi de 35% para 53%, entre 2015 e 2019.

Serviços na nuvem

O uso de e-mail no ambiente corporativo foi relatado por 39% das empresas avaliadas. Entre as pequenas, o percentual cai para 36%, enquanto nas grandes sobe para 63%. O armazenamento de arquivos ou bancos de dados em servidores externos (na chamada nuvem) foi informado por 28% dos negócios ouvidos, indo para 36% nos pequenos e 54% nos grandes. Já os chamados softwares de escritório (que auxiliam em tarefas de gestão, por exemplo) fazem parte da realidade de 22% das empresas pequenas e de 37% das grandes.

A coleta massiva e processamento inteligente de dados para análises e predições, o chamado big data, foi informado por 4% das empresas que possuem computador. De acordo com o estudo, o índice fica abaixo de países europeus como Espanha (11%), Noruega (15%) e Finlândia (19%).

Senado aprova convite a Mourão para debater Conselho da Amazônia

5 horas 13 minutos atrás

O Senado aprovou hoje (7) um convite ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, para que ele preste informações sobre a Amazônia. Mourão é coordenador do Conselho Nacional da Amazônia Legal. A aprovação ocorreu de forma simbólica e unânime. A previsão é que Mourão participe da sessão remota, por videoconferência, na próxima terça-feira (14).

“Acho que será um grande debate, para que o vice-presidente esclareça as ações do plano de combate ao desmatamento da Amazônia e, ao mesmo tempo, quais contribuições podemos dar para que as ações possam ser efetivas”, disse a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), autora do requerimento.

Segundo o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que presidia a sessão, Mourão teria se colocado à disposição para o debate. Os acertos de data e hora para essa sessão estariam sendo acertadas entre Mourão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o líder do governo na casa, Fernando Bezerra (MDB-PE).

Presidente do Barcelona diz que retorno de Neymar é pouco provável

5 horas 17 minutos atrás

O presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, afirmou nesta terça (7), em entrevista à rádio espanhola RAC-1, que a contratação do atacante brasileiro Neymar é muito pouco provável no atual momento, no qual os times de futebol têm de lidar com prejuízos provenientes da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“É pouco provável uma negociação assim, pois a situação de todos os times na Europa é muito difícil (…). Todos estão vendo como se reestruturar após a pandemia”, declarou o dirigente ao ser perguntado sobre um possível retorno do atacante brasileiro, que atualmente está no PSG.

Durante a conversa, Bartomeu também comentou os rumores de que o craque argentino Lionel Messi poderia deixar a equipe catalã, pois ainda não renovou o seu contrato, que expira no dia 30 de junho de 2021.

“Vejo Messi querendo continuar. Ele sempre disse que deseja se aposentar no Barça, e estou convencido de que isso acontecerá”, declarou o dirigente.

Justiça nomeia peritos para conferir serviços de hospitais de campanha

5 horas 19 minutos atrás

A 5ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro nomeou, hoje (7), dois peritos para conferir a execução do contrato de gestão da organização social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) ao governo do estado do Rio de Janeiro, no contexto da pandemia da covid-19. A OS foi contratada em março para erguer e gerir sete hospitais de campanha no estado, mas denúncias de irregularidades e atrasos fizeram com que a maior parte das unidades nem fosse inaugurada.

Em despacho publicado hoje (7), a Justiça nomeou o engenheiro civil André Luiz Lang e a clínica médica Carla de Souza Salomão para o trabalho. Eles têm cinco dias para aceitarem o convite e apresentarem propostas de honorários, que serão pagos pelo Iabas.

Em nota, a OS informou que pediu a perícia à Justiça para obter a produção antecipada de provas de que cumpriu suas obrigações no contrato referente aos hospitais de campanha.

"A medida é o instrumento jurídico mais adequado para preservar a tempo a verdade dos fatos, diante do risco de que, com a futura desmobilização dos hospitais de campanha (por natureza, provisórios) se torne praticamente impossível ao Iabas comprovar que prestou com correção os serviços firmados em contrato, apesar das inúmeras dificuldades externas surgidas no curso da realização dos trabalhos", inforou o Iabas na nota.

Os hospitais de campanha estaduais foram prometidos pelo governo para 30 de abril, porém o contrato, firmado com dispensa de licitação pela a Secretaria de Estado de Saúde com o Iabas, no valor de mais de R$ 800 milhões, vem sendo questionado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e o Tribunal de Contas do Estado. O ex-secretário de saúde à época, Edmar Santos, responde por improbidade administrativa e, no mesmo processo, o ex-subsecretário Gabriell Neves foi preso em maio.

Passados mais de dois meses, o contrato com o Iabas foi rompido pelo governo do estado, que assumiu a administração dos dois hospitais que conseguiu inaugurar: o do Maracanã e o de São Gonçalo.

Curitiba oferece transporte específico para profissionais de saúde

5 horas 20 minutos atrás

A prefeitura de Curitiba disponibilizou uma linha específica para trabalhadores da saúde durante a pandemia. O intuito é proteger os profissionais de saúde, evitando o contato com outros cidadãos durante o deslocamento até as unidades de saúde. Diariamente, 9,5 mil trabalhadores da área utilizam o transporte na capital paranaense.

Podem acessar os ônibus não somente empregados de carreiras típicas de saúde – como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem – como trabalhadores em atividades de apoio aos serviços de saúde, como limpeza, alimentação e atendimento administrativo. Para isso, devem apresentar documentação que confirme a ocupação aos fiscais instalados nas estações.

A linha faz apenas um trajeto, do Terminal Rodoviário Pinheirinho até a Praça Rui Barbosa. Segundo Companhia de Urbanização de Curitiba - Urbs, a escolha da linha se deveu ao fato das regiões cobertas pelos locais do trajeto contarem com diversos estabelecimentos de saúde, como hospitais, clínicas e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Segundo Ogeny Maia Neto, presidente da Urbs, foi feito um estudo cruzando dados do cartão transporte com documentos para traçar o perfil do usuário por hora e tipo de atividade. Foi identificado que durante a pandemia o segundo tipo principal de profissional foram profissionais da saúde.

Foram então iniciadas medidas específicas, com a preferência nos embarques nos ônibus no transporte público, pois há limitação de capacidade. No dia 26 de junho, passou a funcionar a linha específica.

“Como verificamos boa demanda criamos linha especial. Há um embarque às 6h e outro às 7h. São os horários onde mais profissionais de saúde entram. O retorno é às 18h e 19h. Temos um pico que poderá ser estendido para 17h, mas vamos avaliar se há demanda”, explica o presidente da companhia responsável.

Pandemia acelera digitalização de atendimento ao público

5 horas 22 minutos atrás
Mais de 800 modalidades de atendimento do serviço público federal podem ser acessadas por computador ou celular. Mais de 200 desses procedimentos, um quarto do total, foram transformadas ou criados em plataformas digitais após março, o mês de início da pandemia provocada novo coronavírus no Brasil.

“A pandemia gerou um senso de urgência ainda maior”, descreve Luis Felipe Monteiro, secretário de Governo Digital, do Ministério da Economia. Segundo ele, a necessidade de distanciamento social provocou a interrupção de funcionamento de muitas agências de atendimento presencial da administração pública federal em diferentes cidades e estados, conforme determinação local.

Entre os novos serviços estão a solicitação e acompanhamento do Auxílio Emergencial de R$ 600, a comunicação sobre voos cancelados no exterior à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e os registros de mediação e instrumentos coletivos de trabalho. Entre os serviços tornados digitais está a solicitação do seguro-desemprego por empregados domésticos.

De acordo com Monteiro, das 3,6 mil modalidades de serviços disponíveis no portal gov.br, 58% já são digitais e 42% ainda precisam ser feitas presencialmente ou por telefone. A meta descrita na Estratégia de Governo Digital 2020-2022 é que ao final desse período todas as modalidades de serviço público possam ser feitas eletronicamente.

O número de usuários individuais inscritos no portal já ultrapassou a casa dos 70 milhões. O login único no gov.br permite acesso a modalidades diferentes de serviço como solicitações junto ao INSS, inscrição de carteira de trabalho digital ou requerimentos relativos à habilitação para dirigir.

Mais simples e menos burocrático

A avaliação da Secretaria de Governo Digital é que a iniciativa torna as demandas do cidadão mais simples e a resolução menos burocrática, o que gera economia e permite o realocamento de pessoal do serviço público. “A transformação digital dos serviços faz com que o atendimento ao cidadão seja menos intensivo em mão de obra e passe a ser intensivo em tecnologia.”, assinala Luis Felipe Monteiro.

“Naturalmente, esse processo está liberando servidores públicos que estão no atendimento presencial, e esses servidores passam a ser realocados em atividades mais complexas”, complementa, ao prever que não será necessário substituir servidores aposentados por novos concursados em igual proporção.

Em sua visão, “nós não precisamos de servidores públicos para atividades operacionais como receber um papel, receber um formulário, carimbar um atestado. Isso a tecnologia faz de maneira mais rápida e melhor. Nós precisamos de servidores públicos para atividades intensivas de conhecimento - atividades analíticas que precisam de criatividade e reflexão sobre os problemas.” 

A estimativa da Secretaria de Governo Digital é de que em seis anos (2020-2025), R$ 38 bilhões deixem de ser gastos com a redução da burocracia por causa da redução de pessoal em atendimento presencial, e diminuição de custeio locação de espaços e compra de material (papel, por exemplo).

Outra estimativa é que que com menos tempo perdido na burocracia pelo cidadão comum, a sociedade economize mais de 149 milhões de horas por ano, convertidos em R$ 1,5 bilhões, que seriam gastas à espera do andamento de formulários e carimbos antes da digitalização.

Incêndio destrói área do Pantanal perto de Corumba

5 horas 54 minutos atrás

Há seis dias, bombeiros e brigadistas sul-mato-grossense lutam para apagar um incêndio de grandes dimensões que se espalhou pela vegetação pantaneira próxima a Corumbá (MS), a cerca de 420 quilômetros (km) da capital do estado, Campo Grande.

A seca atípica que já afeta o Pantanal dificultou o combate ao fogo, que se espalhou facilmente pela vegetação do entorno da Serra do Amolar, ameaçando a população ribeirinha e algumas propriedades  rurais existentes na região, distante cerca de 150 km do Parque Nacional do Pantanal – unidade de conservação criada em meio ao complexo de áreas protegidas e reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade.

Embora o foco principal do incêndio esteja a cerca de três horas de distância de barco da sede de Corumbá, na Serra do Amolar, a fumaça chegou a cruzar o Rio Paraguai e ser sentida na cidade - de onde, a noite, foi possível avistar as chamas ardendo ao longe.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou a ser controlado nas últimas horas. E, mantidas as atuais condições, deve ser extinto em breve. Ainda assim, esta manhã, ao menos cinco bombeiros, seis brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e quase uma dezena de funcionários de fazendas próximas que se voluntariaram se esforçavam para abrir aceiros (faixas de onde a vegetação é retirada de forma a deixar o terreno livre de material inflamável) e, assim, tentar conter a propagação do fogo.

“Devido à dificuldade de acesso ao local, estão sendo utilizados tratores e esteiras pertencentes aos fazendeiros da região para fazer os aceiros e, assim, tentar confinar o fogo, que já está praticamente controlado dentro desta área”, disse, à Agência Brasil, o tenente-coronel Fernando Carminati, do Corpo de Bombeiros estadual.

Segundo o militar, todo o maquinário pesado empregado teve que ser levado de balsa até o local, já que só é possível chegar a Serra do Amolar navegando a partir do Rio Paraguai – cuja proximidade não impediu que as equipes tivessem que recorrer a carros-pipas e mangueiras, já que a região está sendo afetada por uma estiagem poucas vezes vista para este período do ano.

“Houve chuvas em junho, mas bem abaixo do previsto, bem abaixo da série histórica”, comentou Carminati, demonstrando otimismo com a previsão de chuvas para a região a partir de amanhã (8). “Nossa expectativa é que, se tudo correr conforme o previsto, até amanhã, no máximo, este incêndio esteja apagado”, acrescentou Carminati antes de afirmar que os bombeiros ainda não sabem precisar o tamanho da área queimada e onde o incêndio se originou. Além disso, a causa do incêndio ainda terá que ser investigada.

“São vários focos de incêndio e a suspeita é que o fogo tenha sido provocado pela ação humana, já que não estava chovendo [e, portanto, nenhum raio atingiu a vegetação] quando as chamas surgiram. Mas só a investigação policial vai poder apontar a origem, pois, no momento, não sabemos se foi algo criminoso ou causado por negligência”, comentou o militar.

Já o diretor de relações institucional do Instituto Homem Pantaneiro, Angelo Rabelo, estima que mais de 20 mil hectares (cada hectare corresponde, aproximadamente, às medidas de um campo de futebol oficial) foram destruídos. Além disso, ele diz não ter dúvidas de que o fogo foi causado pela ação humana. Em parceria com o ICMBio, o instituto administra quase 300 mil hectares de área protegida na região.

Ontem, os bombeiros, brigadistas e voluntários conseguiram evitar que as chamas atingissem uma escola que atende em regime de semi internato a cerca de 50 crianças da região, funciona em uma fazenda e está fechada devido à pandemia da covid-19. As chamas chegaram relativamente próximas ao local, mas foram contidas sem causar danos às estruturas. De acordo com Rabelo, a Escola Jatobazinho fica próxima ao local a partir de onde, segundo ele, o fogo se espalhou.

Segundo o presidente do sindicato de produtores rurais de Corumbá, Luciano Leite, a região da Serra do Amolar é frequentemente atingida por incêndios. Para ele, o fato de ser proibido criar gado no local contribui para que o fogo se espalhe mais facilmente, já que, na seca, a vegetação rasteira cresce sem controle.

“O bombeiro, no Pantanal, é o boi. E nesta região não há produção de gado, por se tratar de uma reserva”, disse Leite. “Normalmente, estes incêndios ocorrem em agosto ou setembro. Este ano, o problema começou já no mês passado, quando o governo teve que mandar bombeiros. Para o município, esta situação é muito complicada, porque a fumaça vem toda para a cidade de Corumbá, que fica à margem do Rio Paraguai. A produção rural, no entanto, não é afetada, já que lá na reserva não há criação de gado [ou agricultura extensiva].”

Incêndio atinge o Pantanal no mês de julho. - Ascom/CBMMS

Já Angelo Rabelo, do Instituto Homem Pantaneiro, disse que, embora, em tese, Leite tenha razão quanto ao papel desempenhado pelo gado, na prática, ela não se aplica.

“Basta vermos que estes incêndios não estão ocorrendo nas reservas [de conservação], mas sim nas fazendas limítrofes, em área rural. Não há fogo dentro de nenhuma das cinco reservas ou do parque nacional que administramos e para os quais temos um plano preventivo”, afirmou Rabelo, assegurando que, na semana passada, policiais militares autuaram duas famílias ribeirinhas pelo uso de fogo para extração de madeira. “Temos denunciado que o manejo do fogo para extração de mel e de madeira tem sido a principal origem destes incêndios.”

Para Rabelo, ainda que os atuais focos de incêndio na Serra do Amolar sejam extintos nas próximas horas, a situação, no estado, é preocupante. Principalmente em função da seca. “Eu diria que, em alguns lugares, teremos um mês e um segundo semestre bastante intensos. “Inclusive, já estamos pedindo que parte da equipe de brigadistas do PrevFogo [do Ibama] seja mantida na região para facilitar o trabalho.”

A Agência Brasil entrou em contato com o Ibama e com a Polícia Militar do Mato Grosso do Sul e aguarda resposta.

Maia quer votar projeto que regulamenta Fundeb na próxima semana

5 horas 59 minutos atrás

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (7) que vai levar à votação no plenário, na próxima semana, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/15, que institui o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) permanente. Criado em 2006, o Fundeb é temporário, e será extinto em dezembro caso não seja votada uma nova regulamentação.

O Fundeb é a principal fonte de recursos da educação básica, respondendo por mais de 60% do financiamento de todo o ensino básico do país, etapa que vai do infantil ao ensino médio. O fundo é composto por recursos que provêm de impostos e transferências da União, estados e municípios. 

Atualmente, o governo federal aporta no Fundeb 10% do valor depositado por estados e municípios. A proposta em discussão na Câmara pretendia elevar o índice para 15% a partir de 2021 e aumentá-lo de forma escalonada, até 2026, a 20%. Mas o percentual foi alterado em função da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Com isso, a proposta que será colocada em votação é a de que o complemento seja de 12,5% a partir do ano que vem.

“Vamos votar semana que vem. Acho que o projeto está muito bom!”, disse Maia durante uma webconferência de uma corretora de investimentos. “É um texto que está com bastante unidade e acho que a gente vai avançar”, acrescentou.

Fake news

Maia disse que vai aguardar cerca de duas semana até colocar em votação o Projeto de Lei (PL) 2.630/2020, que propõe medidas de combate à propagação de notícias falsas, as chamadas fake news. Maia disse que nessas duas semana vai ouvir parlamentares e a sociedade para “amadurecer” a proposta.

“O debate foi feito no Senado, o senador [Ângelo] Coronel [relator no Senado do projeto de lei das Fake News] ouviu muita gente, a Câmara vai ouvir também. Eu não vou aprovar hoje ou amanhã, vamos trabalhar duas, três semanas para ouvir a sociedade, para que a gente possa aprovar o projeto”, disse.

Aprovado no Senado na semana passada, o projeto recebeu críticas. O argumento é que a proposta cerceia direitos fundamentais, ao prever a coleta em massa de registros de encaminhamentos de mensagens e a vinculação entre um número ativo de telefone celular e o uso de aplicativos de mensagem.

Maia defendeu a aprovação de um marco legal sobre o tema, que garanta a liberdade de expressão, mas que também tenha mecanismos para punir os financiadores de fake news. Segundo ele, o texto do Senado errou ao retirar os tipos penais para punir a prática.

“A única certeza que eu tenho é que não dá para ficar como está [sem aprovação de um marco legal]. É muito perigoso. Essa estrutura de robôs e fake news caminha muitas vezes para influenciar no resultado de eleições, para tentar ameaçar o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional”, afirmou.

CPMF

Rodrigo Maia voltou a criticar um possível retorno de um imposto sobre transações financeiras, como a CPMF. O tema voltou à tona após declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, minimizando as críticas à criação do tributo. Na avaliação do presidente da Câmara, o governo está apenas “no discurso” e não apresentou propostas concretas para melhorar a situação do país no período pós-pandemia.

“O governo não mandou a reforma tributária e fica insistindo com a CPMF. Então que mande a CPMF e eu acho que vai ser derrotado [no Congresso]”, afirmou Maia. “Estou tentando dizer ao governo que não tem voto para retomar a discussão da criação de novos impostos no Brasil, muito menos esse. Mas que mande a sua proposta, vamos fazer o debate”, acrescentou.

Quanto a reforma administrativa, Maia disse que não avança porque o governo também nunca encaminhou uma proposta e que o Parlamento não pode avançar sobre a competência do Executivo. Para o deputado, as duas reformas - administrativa e tributária - são importantes para sinalizar que os investidores possam olhar o ambiente de negócios no país no longo prazo.

Senado planeja primeiras sessões presenciais para agosto

6 horas 6 minutos atrás

Os senadores voltarão a se reunir presencialmente em agosto. A decisão foi tomada na reunião de líderes, realizada na manhã de hoje (7). Na reunião ficou decidido que em meados de agosto os senadores votarão a indicação de autoridades, como embaixadores. Nos encontros presenciais, serão tomadas medidas de segurança sanitária para funcionários e parlamentares.

Durante a reunião, ficou firmado ainda que a situação epidemiológica do país será observada até agosto. Caso não haja melhora no quadro, com redução de contaminações no país, essa agenda de encontros presenciais será adiada para setembro. Ficou acertado também que as votações remotas, a partir da segunda quinzena de julho, ocorrerão às quartas e quintas-feiras, ainda de maneira remota.

As votações de autoridades são uma demanda represada hoje no Senado, porque esse tipo de votação é secreta e requer a identificação biométrica do senador na hora do voto. Por isso, essas indicações deverão ser as primeiras votadas presencialmente. Desde 20 de março  que as votações de projetos e medidas provisórias são feitas por videoconferência. Ainda não há, até o momento, cronograma divulgado para outros tipos de votação presencial.

Além de embaixadores, também cabe aos senadores aprovar, por meio do voto, a escolha de ministros do Tribunal de Contas da União, integrantes de tribunais superiores, procurador-geral da República, chefes de missões diplomáticas e diretores de autarquias e de agências reguladoras.

Dentre as indicações pendentes está a de Nestor José Forster Junior para a embaixada dos Estados Unidos. Outras autoridades prontas para serem votadas são Ediene Santos Lousado, Moacyr Rey Filho e Marcos de Farias, todos para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), além de Hermano Telles Ribeiro, para a embaixada do Brasil no Líbano.

Petrobras anuncia reajuste de 5% para a gasolina nas refinarias

6 horas 10 minutos atrás

A Petrobras anunciou, nesta terça-feira (7), reajuste médio de 5% no preço do litro da gasolina vendida nas refinarias. O novo valor entra em vigor amanhã (8). O preço do diesel não sofreu reajuste.

Segundo levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre os dias 28 de junho e 4 de julho, o preço médio da gasolina comum nos postos de abastecimento do país foi de R$ 4,064. O preço médio do diesel S-500 ficou em R$ 3,147 e o etanol, em R$ 2,737. O valor do botijão de 13 quilos dokg gás de cozinha foi de R$ 69,85.

Os preços são referentes ao valor vendido para as distribuidoras a partir das refinarias. O valor final ao motorista depende do mercado, já que cada posto tem sua própria política de preços, sobre os quais incidem impostos, custos operacionais e de mão de obra.

“Nossa política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”, explica, em nota, a estatal.

Segundo a companhia, a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo A: gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel sem adição de biodiesel. “Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis."

Universidades e institutos federais do Rio planejam retorno das aulas

6 horas 28 minutos atrás
Sem aulas desde o dia 16 de março, apenas uma semana após o início do semestre letivo, universidades, institutos de ensino e colégios federais no Rio de Janeiro começam a planejar o retorno às atividades presenciais para quando a pandemia de covid-19 estiver mais controlada.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), desde meados de junho, as curvas de contágio desaceleraram e começam a demonstrar tendência de queda no número de novos casos e óbitos registrados por dia. Os números divulgados ontem (6) indicam que o estado acumula 121.870 casos de covid-19 e 10.698 óbitos decorrentes da doença.

O Grupo de Trabalho Pós-Pandemia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresentou um estudo que planeja a retomada das aulas de forma remota entre julho e setembro. Já foram retomadas atividades como colação de grau e defesas remotas e feitos estudos sobre a infraestrutura tecnológica da universidade e acesso dos estudantes e professores às ferramentas digitais. O levantamento indicou que 91% dos estudantes têm internet banda larga.

Para suprir a necessidade dos que não têm acesso à internet, a UFRJ lançou um edital para distribuir 13 mil kits de inclusão digital, com chip ou chip mais modem, e pacote de dados válido inicialmente por seis meses. Podem concorrer estudantes de graduação e pós-graduação que estejam com matrícula ativa e renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio.

O início das atividades presenciais ainda em julho depende da avaliação epidemiológica para segurança da comunidade acadêmica. Até setembro devem ser retomadas as aulas de forma remota na graduação e na pós-graduação e aulas presenciais nas disciplinas de pesquisa. As aulas serão ao vivo, mas ficarão gravadas e disponíveis para quem não puder acessar na hora. As áreas não essenciais continuam em trabalho remoto.

Entre outubro e dezembro devem ser reiniciadas as aulas presenciais em sistema de rodízio e híbrido com as aulas remotas, além de testagem e rastreabilidade de pessoas que apresentarem sintomas da doença. Em 2021 voltam as aulas e o trabalho presenciais, mantendo todas as medidas de segurança sanitária e testagem da comunidade universitária.

UFF, Unirio e Federal Rural

A Universidade Federal Fluminense (UFF) admite que não há condições sanitárias de retorno presencial no curto e médio prazos. Em meados de junho, a UFF definiu o planejamento das atividades acadêmicas emergenciais para os concluintes da graduação e implantou o período letivo especial.

Dessa forma, os prováveis formandos que quiserem podem cursar até quatro disciplinas a distância, com duração de dez semanas. As disciplinas com componentes práticos poderão ter a parte teórica adiantada, e os estágios obrigatórios terão o prazo de execução flexibilizado.

A UFF lançou dois editais para auxílio emergencial de inclusão digital para os concluintes beneficiários da assistência estudantil. As inscrições vão até o dia 17 deste mês e serão contemplados até 2 mil estudantes de pós-graduação stricto sensu e 8 mil estudantes da graduação. O estudante poderá escolher entre receber o valor mensal de R$100, um chip com modem ou apenas o chip com pacote de dados.

Além disso, a UFF está capacitando os professores em tecnologias e modelos pedagógicos de ensino remoto.

Na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), os três grupos de trabalho que estudam as possibilidades de atividade na instituição concluíram o relatório na semana passada, e a proposta será analisada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão no próximo dia 14.

Uma das propostas é investir em assistência estudantil para garantir a inclusão digital e as condições materiais a estudantes em vulnerabilidade socioeconômica. A recomendação do relatório é que as atividades administrativas e acadêmicas sejam realizadas preferencialmente de forma remota.

O relatório propõe também que um calendário suplementar para a retomada do ensino de graduação e de pós-graduação com novos formatos de atividades, aproveitamento de carga horária para os concluintes e uso de ambientes virtuais de plataforma livre.

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) está discutindo com a comunidade acadêmica ações de curto prazo propostas para os estudos continuados emergenciais. De dia 13 ao dia 17 deste mês, estará aberta uma audiência pública online para o envio de contribuições.

A proposta para o funcionamento do colégio e dos cursos de graduação e pós-graduação durante o período de pandemia deve levar em consideração questões com a proposição de um período letivo excepcional, com a maioria das disciplinas ofertadas de forma remota, prioridade para estudantes com previsão de concluir o curso no primeiro ou no segundo semestre de 2020 e garantia de acesso a cursos de capacitação para os docentes que declarem impossibilidade de atuação nas ações de curto prazo.

Está prevista também a oferta de suporte a tecnologias online aos professores que queiram usá-las, a criação e adaptação de atividades curriculares ao período excepcional e a garantia de acesso e acessibilidade às plataformas e recursos de tecnologia assistiva para estudantes e professores com deficiências.

Cefet e Pedro II O Colégio Pedro II fica sem aulas até o dia 12 deste mês - Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil

O Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) prorrogou até o dia 15 deste mês o período de suspensão das atividades presenciais. A instituição tem campus no Maracanã, em Angra dos Reis, Itaguaí, Maria da Graça, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Petrópolis e Valença e oferece ensino médio e técnico, cursos de graduação e de pós-graduação.

Foram formadas três comissões para tratar da pandemia. Uma delas prepara, junto à comunidade acadêmica, um diagnóstico sobre as condições estruturais, sociais e psicológicas para adoção de atividades remotas. As outras duas estudam as ações acadêmicas em função da pandemia, sendo uma para estudantes dos cursos de graduação e a outra para a educação profissional técnica de ensino médio.

O Colégio Pedro II fica sem aulas até o próximo dia 12.

Em portaria publicada na semana passada, a instituição, que atende desde a educação infantil ao ensino médio, técnico e cursos de pós-graduação, reiterou a “impossibilidade de substituição das aulas presenciais não ministradas na educação infantil e na educação básica, em 2020, por aulas remotas mediadas por recursos digitais ou as demais tecnologias de informação”.

A portaria fala em garantir 800 horas de aulas presenciais quando houver condições sanitárias para isso e autoriza atividades acadêmicas não presenciais inclusivas a partir de setembro. Também orienta a buscar orçamento para oferecer auxílio a famílias de estudantes em vulnerabilidade social.

O concurso para seleção de estudante para o ano de 2021 está suspenso, e as discussões sobre o certame serão retomadas em novembro.

Projeto Rota da Leitura arrecada mais de 4 mil livros em um mês

6 horas 29 minutos atrás

O projeto Rota da Leitura, lançado no dia 4 de junho pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj), completou um mês contabilizando 4.011 livros doados. O superintendente de Leitura e Conhecimento da Sececrj, Pedro Gerolimich, disse hoje (7) à Agência Brasil que o projeto vai continuar. “A gente aproveitou o período de pandemia (do novo coronavírus) , em que muitas pessoas estão arrumando a casa, e criamos o projeto como uma forma também de abastecer salas de leitura, bibliotecas comunitárias”.

O Rota da Leitura serve ainda ao Comitê Solidário da Cultura, criado pela secretária Danielle Barros, em que são colocados livros nas cestas de alimentos e produtos de limpeza distribuídos a famílias carentes. Desde março, no início das ações, o gabinete humanitário doou 1.565 livros.

O projeto Rota da Leitura será mantido com a expectativa de ampliar o número de livros arrecadados e a montagem de salas de leitura. Uma delas deverá ser inaugurada em breve em Vicente de Carvalho, zona norte do Rio de Janeiro, informou o superintendente. O estado tem mais de mil salas de leitura e bibliotecas comunitárias, embora muitos desses espaços informais tenham fechado devido à covid-19, destacou o superintendente.

Pedro Gerolimich anunciou que no dia 18 deste mês, o Comitê Solidário da Cultura vai desenvolver ação em frente ao mercado Feira Nova, em Anchieta, zona norte da cidade para trocar máscaras de proteção contra a covid-19 por um quilo de alimento não perecível. Os produtos vão compor as cestas que serão distribuídas à população contendo livros para incentivar a leitura. O movimento será repetido em outros locais do município. De início, serão disponibilizadas cinco mil máscaras para troca. “Depois, a gente espera ter mais máscaras para angariar alimentos e beneficiar mais famílias”, disse Gerolimich. “A cultura está supermobilizada tanto para grupos culturais como para movimentos solidários, sempre colocando na cesta um livro”, completou.

Inscrições

Desde sua criação, o Rota da Leitura já percorreu bairros das zonas sul, norte e oeste do Rio, divulgando a corrente solidária em prol do incentivo ao hábito da leitura. Os interessados em doar livros para o projeto podem entrar em contato pelo Whatsapp (21) 99906-3675 ou pela internet. Um carro da secretaria recolhe as doações.

São aceitos no roteiro a ser traçado dez livros, no mínimo, que podem ser de qualquer estilo. Os livros têm que estar em bom estado de conservação e não podem apenas ser didático, isto é, de caráter pedagógico utilizado nas escolas. Após higienização, o material será utilizado em ações em locais com baixos índices de leitura e pouca oferta de equipamentos culturais. Os doadores ganham um diploma de Amigo da Leitura.

Após o recolhimento dos livros nas casas dos doadores, a Superintendência de Leitura e Conhecimento da Sececrj faz a triagem de todo o material na Biblioteca Parque Estadual, realizando a higienização e classificando por segmento. Na lista de obras já doadas estão clássicos como “Mundo de Sofia”’ Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “O Pequeno Príncipe” e o 'best seller' “Uma Breve História da Humanidade”.

A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, tem carinho especial pelo projeto Rota da Leitura. “Ficamos felizes com a boa aceitação. São mais de quatro mil livros que serão importantes para incentivar a leitura em todo o estado. E reforçamos que as inscrições estão abertas e todos podem doar”, manifestou Danielle.

Regiões onde moradores dependem do transporte público têm mais covid

6 horas 44 minutos atrás

Um estudo do Instituto Pólis concluiu que a covid-19 tem se propagado com maior intensidade em regiões da capital paulista onde os moradores dependem mais de transporte público para trabalhar. A pesquisa foi elaborada em parceria com o Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LabCidade), vinculado à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP).

Para realizar a análise, os especialistas reuniram dados da SPTrans sobre a circulação de ônibus municipais; da Pesquisa Origem Destino de 2017, da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô de São Paulo); e registros do DataSUS, vinculado ao Ministério da Saúde. 

Do sistema DataSUS foram extraídas informações que documentaram, até 18 de maio, hospitalizações de pacientes com a covid-19 e Síndrome Respiratória Aguda e Grave (SRAG) não identificada e óbitos pós-internação. 

A associação dos indicadores permitiu aos pesquisadores mapear os pontos do município que apresentam maior número de internações. Na lista, destacam-se bairros como Capão Redondo, Cidade Ademar e Jardim Ângela, na zona sul; Brasilândia e Cachoeirinha, na zona norte; e Sapopemba, Cidade Tiradentes, Itaquera e Iguatemi, na zona leste.

Para o levantamento, foram consideradas somente pessoas que utilizam o transporte público para trabalhar, que não têm diploma universitário e que ocupam cargos não executivos. Tais critérios foram adotados porque se partiu do pressuposto de que, em geral, pessoas com nível superior, que trabalham por conta própria, ou seja, são profissionais liberais, ou que ocupam cargos executivos, aderiram ao home office, não precisando se deslocar até o local de trabalho.

Os pesquisadores observaram que, apesar de terem associado às taxas de infecção e mortalidade a de adesão ao transporte público, não se pode afirmar com certeza que o contágio ocorreu dentro dos veículos. Contudo, admitem, que é possível dizer que as pessoas mais expostas à doença têm sido as que precisam furar a quarentena para trabalhar.

"Se o maior número de óbitos está nos territórios que tiveram mais pessoas saindo para trabalhar durante o período de isolamento, temos que pensar tanto em políticas que as protejam em seus percursos, como ampliar o direito ao isolamento para as pessoas que não estão envolvidas com serviços essenciais mas precisam trabalhar para garantir seu sustento”, analisam.

O Instituto Pólis é uma organização não governamental voltado à produção de conhecimento sobre a cidade e a cidadania.

BC: superendividamento afeta de forma duradoura qualidade de vida

6 horas 57 minutos atrás

Clientes bancários superendividados nem sempre tornam-se inadimplentes, mas vivem em um ciclo vicioso de tomar mais crédito para conseguir pagar os empréstimos antigos e manter as contas em dia. A avaliação é de especialistas que participaram de seminário virtual para debater os resultados do Relatório de Endividamento de Risco no Brasil, elaborado pelo Banco Central (BC).

Segundo os dados do BC, no Brasil, a população com carteira de crédito ativa atingiu 85 milhões de tomadores em dezembro de 2019. Desse total, 5,4% ou 4,6 milhões de tomadores estavam em situação de endividamento de risco, ou seja, devem às instituições financeiras mais do que podem pagar.

O BC destaca que a população de renda média – entre R$ 2 mil e R$10 mil – e com idade acima de 54 anos é financeiramente mais vulnerável. “Tal recorte se justifica pelo maior nível de relacionamento bancário dessa população, com acesso a uma maior gama de produtos financeiros e a maiores limites de crédito”, diz o relatório.

No relatório o BC define como superendividamento “o resultado de um processo no qual indivíduos e famílias se encontram em dificuldade de pagar suas dívidas a ponto de afetar de maneira relevante e duradoura seu padrão de vida”. Segundo o BC, os endividados de risco podem estar simultaneamente superendividados. “Há possivelmente uma propensão a que os tomadores aqui identificados como endividados de risco se encontrem, simultaneamente, em situação de superendividamento ou que, eventualmente, possam chegar a esse estágio se ações preventivas e de correção não forem tomadas”, diz o relatório.

Comprometimento de renda

A juíza Caroline Santos Lima, coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e de Cidadania das Execuções Fiscais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), destacou que cidadãos com renda alta são os que mais acionam a Justiça, mas o superendividamento atinge a todas as classes sociais. “Nestes últimos 5 anos de tratamento e prevenção, observamos pessoas com renda elevada com nível de comprometimento de renda absurdo e com baixíssima qualidade de vida”, disse. Segundo ela, o acesso à informação e a advogados contribuem para que pessoas com alta renda procurem mais a Justiça. Entretanto, ela disse que é preocupante a situação de pessoas de todas as classes de renda, principalmente os idosos.

Ciclo vicioso

A defensora pública Patrícia Cardoso Maciel Tavares, coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, disse que o superendividamento geralmente começa com dívidas no cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor com débito em conta. “Como são linhas de crédito mais caras, o cliente acaba sendo aconselhado a trocar por dívida mais barata e aí troca por consignado”, disse. Ela acrescentou que como as parcelas do crédito consignado são pagos com o desconto no salário, o consumidor com a renda reduzida acaba voltando a recorrer a outro tipo de crédito para conseguir manter as contas em dia. “Como são formas automáticas de pagamento, não consegue parar de pagar para poder se reorganizar, com aconselhamento”, destacou Patrícia Tavares.

A defensora pública ressaltou ainda que as pessoas nesse ciclo de refinanciamentos têm a renda quase toda direcionada aos bancos. “Quando começa a renegociar, a pessoa sequer fica com o proveito da renegociação. Tudo que toma de crédito devolve no mesmo instante para a instituição financeira. É muito sórdido. Isso faz com que todo o dinheiro circulante desses milhões de superendividados fiquem somente em um setor da economia que é o setor financeiro, ao passo que poderia investir em comércio e serviços”, destacou.

Renegociações

Em meio à pandemia de covid-19, que tem levado à redução da renda de famílias, a renegociação de dívidas tem crescido. De acordo com dados do BC de maio, o saldo das operações de composição de dívidas, que é a renegociação de mais de uma modalidade de crédito em conjunto, chegou a R$ 50,448 bilhões em maio, crescimento de 6,6% no mês e de 40,6%, em 12 meses. As novas concessões chegaram a R$ 9,335 bilhões, em maio, com alta de 7,7% no mês e de 80,1%, em 12 meses.

O diretor de Autorregulação e Relações com Clientes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Amaury Oliva, disse que o superendividamento não traz benefícios para os bancos. “O endividamento excessivo é ruim para todos: cidadão, estado, os bancos”, argumentou. Ele afirmou que a inadimplência gera incerteza e eleva o risco de concessão de crédito, o que por consequência, torna os empréstimos mais caros. “Hoje a inadimplência responde por mais 37% do spread bancário [diferença entre taxa de captação de recursos pelos bancos e a cobrada dos clientes]”, disse.

Projeto de lei

O diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do BC, Maurício Moura, e Patrícia Tavares defenderam a aprovação do projeto de nº 3515, que tem o objetivo de prevenir e tratar o superendividamento.

Para a defensora pública, o projeto não tem as palavras “pandemia” e “urgente”, mas a crise gerada pelo novo coronavírus torna a aprovação da legislação uma “necessidade imperiosa”. Ela argumentou que as empresas receberam socorro para situações de crise e é preciso pensar também nas pessoas físicas, dando a elas condições de organizarem suas finanças.

Bruno Henrique vê Jorge Jesus focado para a final da Taça Rio

7 horas 10 segundos atrás

Véspera da final da Taça Rio contra o Fluminense, e o Flamengo precisa encarar uma surpresa. Jornais portugueses informam durante toda esta terça uma provável transferência de Jorge Jesus para o Benfica. O técnico rubro-negro é o favorito da torcida benfiquista para substituir Bruno Lage, que pediu demissão na última semana.

A notícia caiu como uma bomba na imprensa brasileira. Para se ter uma ideia, das 14 perguntas feitas ao atacante Bruno Henrique na coletiva de imprensa, concedida nesta tarde, cinco foram em relação ao treinador. O próprio Bruno Henrique ficou surpreso, mas respondeu sobre a possível saída de Jorge Jesus, e revelou o que pode influenciar no confronto da próxima quarta (8)

“Está saindo muito coisa aí pelo que estou vendo. Não sabia de tantas informações, mas acho que não afeta nada. O mister é um cara bem centrado, ele até briga quando ficamos voando nos treinos. Ele gosta que fiquemos centrados e focados no que estamos fazendo. Queremos e esperamos que ele fique, é um cara que é o comandante de nosso elenco, é o cara que nos dá toda atenção, nos deixa bem à vontade para fazer nosso trabalho. Cabe a ele olhar o que for melhor pra ele, para a família dele, para a vida dele, mas tenho certeza de que o mister está muito à vontade aqui no Flamengo”.

Jorge Jesus tem contrato com o Flamengo até maio de 2021. Segundo a imprensa portuguesa, o técnico seria contratado pelo Benfica com um salário de 7 milhões de euros por ano. O mister poderia deixar o rubro-negro após o fim do Campeonato Carioca.

Ouça na Rádio Nacional

A competição, por sinal, pode terminar nesta quarta. Se o Flamengo derrotar o Fluminense, será o campeão estadual, uma vez que venceu a Taça Guanabara e tem a melhor campanha no geral.

Atual campeão carioca, brasileiro e da Libertadores da América, o Fla é apontado como grande favorito. O tricolor ainda não marcou um gol sequer desde o retorno da competição, e o rubro-negro ainda não sofreu gol. Entretanto, Bruno Henrique pede cautela: “Clássico não tem favorito. Eles não fizeram gol desde a volta do campeonato, mas amanhã pode ser que façam. Tomara que não. Nosso time também não tomou gol e quer continuar assim. Temos totais condições de ganhar o título, mas sabemos que o Fluminense tem um time muito qualificado. Jogaremos da mesma forma que jogamos com qualquer equipe, mas jogo é jogado. Não sabemos o que pode acontecer, mas vamos entrar em campo ligados, focados para não ter surpresas”.

Flamengo e Fluminense se enfrentam nesta quarta-feira (8), no Maracanã, às 21h30min, pela final da Taça Rio. A decisão será transmitida pelo canal oficial do tricolor no Youtube, a FluTV.

Interior já responde por 70% dos novos casos de coronavírus em SP

7 horas 17 minutos atrás

Um balanço apresentado hoje (7) pelo secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo, Marco Vinholi, demonstrou que o interior paulista já é responsável por 70,87% dos novos casos de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, registrados no estado.

Dos casos registrados ontem em São Paulo, 12,47% foram na capital e 16,66% pelos municípios da Grande São Paulo, demonstrando o crescimento pelo interior. “Houve uma queda aguda na capital e queda um pouco mais leve na Grande São Paulo, e uma aceleração no interior do estado”, pontuou o secretário.

“O que a gente via, no início da pandemia até pouco tempo atrás, era uma curva que colocava majoritariamente os casos e óbitos [pelo novo coronavírus] na capital, seguido pela Grande São Paulo, com o interior em terceiro [lugar]. Quando verificamos os dados de ontem, por exemplo, e que tem sido uma constante, podemos verificar uma inversão dessa lógica, determinando interiorização da pandemia de forma mais contundente”, disse Vinholi.

Além disso, mais da metade [58,92%] dos óbitos registrados ontem no estado por covid-19 ocorreram em cidades do interior. A capital foi responsável por 17,85% das mortes, enquanto os municípios da Grande São Paulo responderam por 23,21% dos óbitos por coronavírus contabilizados ontem. “Essa curva vai se aproximando cada vez mais da lógica da população do estado, com crescimento dos casos e óbitos no interior e a redução na capital e também na Grande São Paulo”, detalhou Vinholi.

Nas 24 horas entre a divulgação do boletim desta segunda-feira e o de hoje, o estado contabilizou 9.638 novos casos, somando 332.708 casos confirmados do novo coronavírus. O estado também registrou 341 novos óbitos, chegando agora à soma de 16.475 mortes pelo coronavírus.

Isolamento

Segundo Vinholi, o estado de São Paulo vem apresentando uma certa estabilidade em sua taxa de isolamento social nas últimas três semanas, entre 46% e 47%, apesar do início gradual do processo de retomada econômica depois do fechamento das atividades comerciais para evitar a propagação do vírus. Apesar disso, o governo paulista sempre defendeu que uma taxa de isolamento considerada satisfatória seria acima de 55%, o que ajudaria a diminuir a propagação do vírus e evitar um colapso no sistema de saúde.

“Podemos verificar, de forma muito clara, a estabilidade no isolamento em São Paulo pós estabelecimento do Plano São Paulo [de retomada econômica]. O isolamento social, nessas últimas três semanas, teve uma estabilidade nas taxas de isolamento em algo próximo a 47%”, falou Vinholi.

Barcelona anuncia vitória sobre Santos em disputa jurídica por Neymar

7 horas 18 minutos atrás

O Barcelona divulgou nota nesta terça (7) informando que a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) deu ganho de causa ao clube espanhol na disputa jurídica travada com o Santos pela contratação de Neymar. O Peixe ainda não se pronunciou sobre a decisão.

🚨 ÚLTIMA HORA!

O Tribunal Arbitral do Esporte rejeitou integralmente o processo movido pelo @SantosFC na FIFA, no qual exigia do FC Barcelona o pagamento de 61.295.000 euros em indenizações, além de sanções esportivas, relacionadas com a contratação de @neymarjr. (segue 👇) pic.twitter.com/lDeCZszUWk

— FC Barcelona (@fcbarcelona_br) July 7, 2020

O Alvinegro Praiano exigia o pagamento de 61,29 milhões de euros (R$ 371,3 milhões), por entender que os pagamentos feitos pelo Barça à empresa que pertence a Neymar da Silva Santos, pai do atacante, que ajudaram a viabilizar a contratação, deveriam constar no valor total do negócio, fechado em maio de 2013. O clube paulista entrou com o processo em 2015, exatamente dois anos após a venda do jogador.

Pela transferência, o Santos recebeu 17,1 milhões de euros (R$ 56 milhões, na cotação da época), tendo que dividir o valor com os fundos DIS e Teisa, que detinham 45% dos direitos econômicos, ficando com os 55% restantes. Já à empresa de Neymar pai, os europeus pagaram 40 milhões de euros (R$ 128,6 milhões, também na cotação da época).

No comunicado, o Barcelona diz que, no entendimento do CAS, o contrato entre Santos e Neymar foi encerrado “por mútua concordância” e que o clube espanhol “não infringiu nenhum acordo de transferência quando pagou uma quantia adicional ao pai do jogador e à sociedade N&N”. Ainda segundo a nota, a Corte Arbitral do Esporte teria avaliado que o Barça “não se comportou de maneira fraudulenta quando firmou um pré-contrato com Neymar Jr, nem quando assinou o acordo de transferência com o Santos”.

Por fim, o posicionamento do time europeu diz que o Santos terá que pagar ao Barcelona os custos do processo: 20 mil francos suíços (R$ 114 mil).

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