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Atualizado: 4 minutos 35 segundos atrás

Dólar fecha no maior valor em 20 dias após queda nos juros

qui, 06/08/2020 - 19:46

A redução dos juros básicos para o menor nível da história e divulgação de dados de emprego no Brasil e nos Estados Unidos fizeram o dólar fechar no maior valor em 20 dias. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (6) vendido a R$ 5,343, com alta de R$ 0,049 (+0,93%). A cotação está no maior valor desde 17 de julho, quando tinha fechado em R$ 5,382.

No mercado de ações, o dia foi marcado por ganhos. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira) subiu 1,57% e encerrou aos 104.126 pontos, influenciado pela divulgação de lucros de empresas menos afetadas pela pandemia que o inicialmente previsto. A queda na taxa Selic também contribuiu para a alta na bolsa.

Ontem (5), o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu a Selic (juros básicos da economia) para 2% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos estimulam a fuga de capitais financeiros do Brasil, pressionando o dólar para cima. Por outro lado, a perda de rentabilidade de investimentos de renda fixa estimula mais pessoas a investir na bolsa, apesar do risco do mercado acionário.

Empregos

O número de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos caiu na semana passada. Apesar do recuo, o fato de quase 1,2 milhão de pessoas terem requerido o benefício indica estagnação no mercado de trabalho da maior economia do planeta. Isso pressionou o dólar, que subiu em relação às moedas de países emergentes, principalmente o real brasileiro e a lira turca.

No Brasil, o dia foi marcado pela divulgação de dois indicadores de trabalho. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a taxa de desemprego fechou o segundo trimestre em 13,3%. O índice subiu 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

O Ministério da Economia também divulgou as estatísticas de seguro-desemprego. Segundo a pasta, o número de pedidos caiu para 570,54 mil na segunda quinzena de julho.

* Com informações da Reuters

Senado aprova limitação temporária da taxa de juros do cartão

qui, 06/08/2020 - 19:45

O Senado aprovou hoje (6) o Projeto de Lei (PL) 1.166/2020, que limita as taxas de juros de cartão de crédito e cheque especial em até 30% ao ano. A limitação, segundo projeto, valerá até o fim do estado de calamidade pública, em virtude da pandemia do covid-19. O projeto segue para a Câmara dos Deputados.

O projeto original, do senador Alvaro Dias (Podemos-PR), estabelecia teto de 20% ao ano para todas as modalidades de crédito ofertadas por meio de cartões de crédito e cheque especial. Mas o relator, Lasier Martins (Podemos-RS), apresentou um substitutivo no seu relatório, fixando em 30%. No caso das fintechs, o limite sobe para 35% ao ano.

“O foco é proteger os detentores de cartões de crédito e de cheque especial, atormentados com juros rotativos estratosféricos, que possam se sentir aliviados neste particular, ao menos no período da pandemia. Já chegam as virulências da doença e da crise econômica”, afirmou Lasier em seu relatório.

Segundo o senador, países como Portugal, Espanha, Alemanha e Itália já trabalham com limitadores de teto na taxa de juros. “Na América Latina, em que não há limitação, ainda assim as médias de juros giram em torno de 40% a 55%, bem abaixo dos valores praticados no Brasil”.

Segundo dados retirados do site do Banco Central, as taxas de juros anuais do cartão de crédito rotativo são variadas, chegando até 790%. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, pratica uma taxa de 181,40% ao ano; o Bradesco, de 245,05%; o Itaucard., de 291,11%, e o Banco do Brasil, de 213,43%.

Fórmula E: português vence de novo e Di Grassi assume vice-liderança

qui, 06/08/2020 - 19:32

Lucas Di Grassi assumiu a vice-liderança da temporada 2019/2020 do Mundial de Fórmula E. O brasileiro da equipe Audi chegou em terceiro na etapa desta quinta-feira (6), a segunda das seis provas no aeroporto de Tempelhof, em Berlim (Alemanha), para finalizar a atual edição. A vitória foi do português Antônio Félix da Costa, da Techeetah, que disparou na ponta do campeonato de pilotos da categoria de carros elétricos.

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. P O D I U M ——> 🏆

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Di Grassi, que estava em oitavo na classificação antes da etapa desta quinta, foi a 57 pontos e está empatado com o belga Stefan Vandoorne, da Mercedes. As chances de título do brasileiro, campeão na temporada 2016/2017, porém, são muito remotas. Ele precisa tirar uma diferença de 68 pontos para Félix da Costa em quatro corridas, sendo que, a cada prova, pontuam os 10 primeiros colocados, além dos pilotos que registram a pole position e a volta mais rápida.

“O foco é tentar ganhar performance e nos aproximarmos dos carros da Techeetah, que, no momento, estão em outro nível. Se queremos pensar em vitória em qualquer uma das quatro provas finais, precisamos dar esse passo à frente. Temos pouco tempo, mas vamos trabalhar os dados colhidos nesta quinta e sexta-feira (7) e tentar avançar no desenvolvimento do carro”, declarou Di Grassi, em comunicado após a segunda corrida na capital alemã.

Não foi só o traçado da prova de quarta-feira (5) que se repetiu na quinta. Outra vez, Félix da Costa venceu marcando a pole e mantendo a liderança durante todo o tempo. A diferença é que a volta mais rápida foi de Vandoorne. O belga até ameaçou o terceiro lugar de Di Grassi, mas o piloto da Audi segurou a pressão dele e do holandês Robin Frinjs, da Envision, para garantir o 32º pódio da carreira na categoria. O suíço Sebastian Buemi, da Nissan, ficou em segundo.

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Os outros brasileiros passaram longe da zona de pontuação. Sérgio Sette Câmara, da GEOX Dragon, terminou em 18º em sua segunda corrida na Fórmula E, e ainda está zerado no campeonato. Felipe Massa, da Venturi, ficou sem energia e acabou em 21º. O vice-campeão mundial de Fórmula 1 em 2008, até o momento, somou um ponto na temporada e está em 19º na classificação.

A Fórmula E segue em Berlim até a próxima semana, com mais quatro etapas, marcadas para domingo (9), segunda (10), quarta (12) e quinta-feira (13). A cada duas provas, muda-se o layout da pista. A maratona foi a saída encontrada pela categoria para concluir a temporada, que havia sido interrompida em março, após somente quatro corridas, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Covid-19: Brasil tem 98,4 mil mortes e 2,9 milhões de casos

qui, 06/08/2020 - 19:32

O balanço diário do Ministério da Saúde divulgado hoje (6) totalizou 98.493 mortes desde o início da pandemia. Desde ontem, foram registrados pelas secretarias locais de saúde 1.237 óbitos. Ontem (5), o sistema marcava 97.256 mortes. Ainda há 3.544 óbitos em investigação.

O número acumulado de casos da doença chegou a 2.912.212. Nas últimas 24 horas, o painel do órgão recebeu a notificação de 53.139 novos casos das autoridades locais de saúde. Até ontem, a pasta havia contabilizado 2.859.073 pessoas infectadas desde o início da pandemia. 

De acordo com o Ministério da Saúde, há 766.059 pacientes em acompanhamento, e 2.047.660 pessoas recuperadas da doença.

Covid-19 nos estados

Os estados com mais mortes por covid-19 são: São Paulo (24.448), Rio de Janeiro (13.941), Ceará (7.893), Pernambuco (6.828) e Pará (5.835). As Unidades da Federação com menos falecimentos pela pandemia são: Tocantins (428), Mato Grosso do Sul (458), Roraima (538), Acre (552) e Amapá (594).

Já em termos de casos, São Paulo lidera (598.670), seguido por Bahia (183.690), Ceará (183.301), Rio de Janeiro (174.064) e Pará (162.822). A Bahia ultrapassou o Ceará e assumiu a segunda colocação no ranking.

Os estados com menos pessoas infectadas até o momento são Acre (21.263), Mato Grosso do Sul (29.101), Tocantins (29.539), Roraima (34.929) e Amapá (37.735). O Acre consolidou a posição de estado com menos casos. Nas últimas semanas, essa posição era ocupada por Mato Grosso do Sul.

Boletim epidemiológico covid-19 - Ministério da Saúde
Covid-19 no mundo

De acordo com o mapa da universidade Johns Hopkins, os Estados Unidos lideram o ranking novo coronavírus com 4.870.367 casos acumulados e 159.864 mortes por covid-19 desde o início da pandemia. O Brasil ocupa a segunda posição. Em terceiro lugar na lista de países com maior registro da doença está a Índia com 1.964.536 casos acumulados. E o México está entre os três países com o maior número de mortes provocadas pelo novo coronavírus, 49.698.

Conmebol aprova protocolo de saúde para Libertadores e Sul-Americana

qui, 06/08/2020 - 19:16

As competições continentais na América do Sul já estão agendadas para voltar, mas diante da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) aprovou novas regras para evitar a propagação da doença. O protocolo permite que membros de delegações de clubes visitantes entrem nos países da América do Sul sob rígidas normas sanitárias pelo período de 72 horas. Além disso, contarão com autorização expressa para comparecer em sessões de treinamento e em jogos da Libertadores e da Sul-Americana. A primeira competição retorna em 15 de setembro, enquanto a segunda em 27 de outubro.

A entidade também modificou os regulamentos dos torneios, nesta quinta-feira (6), através de reunião por videoconferência entre os dirigentes do continente.

A Conmebol vai permitir, apenas nesta edição, que jogadores possam representar mais de dois clubes nas competições. Além disso, um jogador que mudou de clube poderá retornar à equipe original na mesma edição do torneio.

As mudanças aprovadas anteriormente preveem a inclusão de jogadores, desde a fase de grupos. A incorporação no novo clube pode ocorrer em qualquer etapa da competição. A entidade aprovou ainda a inclusão da regra de cinco substituições por equipe em cada partida, orientação da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para o recomeço em todos os campeonatos do mundo para evitar o desgaste físico, após longo período de inatividade dos atletas. Em relação à arbitragem, os trios poderão ter árbitros de diferentes nacionalidades e, em casos necessários, foi autorizada a possibilidade de que os árbitros sejam do país local.

Covid-19: estudo sobre casos no Brasil inicia nova fase em 133 cidades

qui, 06/08/2020 - 18:34

O estudo Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil (Epicovid19-BR), coordenado pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com o Ministério da Saúde, anunciou o início da quarta etapa de testes que irá abranger 133 cidades do país. A pesquisa ocorrerá de 20 a 23 de agosto e será financiada com recursos do programa Todos pela Saúde, do ministério.

O estudo é a maior pesquisa populacional em andamento no mundo a estimar a prevalência de coronavírus. “Os números de casos de infecção, internações e mortes por coronavírus se mantêm altos dia-após-dia no Brasil. Neste momento, precisamos das melhores evidências para embasar ações, preservar a saúde e prevenir mortes evitáveis de brasileiros”, destacou o epidemiologista e coordenador geral do estudo, Pedro Hallal.

Resultados

As três primeiras etapas, realizadas de 14 a 21 de maio, 4 a 7 e 21 a 24 de junho, entrevistaram cerca de 90 mil pessoas. Com base nos primeiros resultados, o estudo estimou que existem cerca de seis casos reais não notificados para cada um oficialmente confirmado. De acordo com a pesquisa, de cada cem pessoas infectadas, uma vai a óbito no Brasil.

A pesquisa documentou ainda que, em um mês, a prevalência (proporção de pessoas contaminadas) dobrou na população: os percentuais passaram de 1,9% (1,7% a 2,1%, pela margem de erro), na primeira etapa, para 3,1% (2,8 a 4,4%), na segunda, e alcançaram 3,8% (3,5% a 4,2%), na última etapa. Nesse mesmo intervalo de tempo, o distanciamento social (percentual de pessoas que ficaram em quarentena em casa) caiu de 23,1% para 18,9% dos entrevistados.

Desigualdade

A pesquisa identificou também diferenças grandes da prevalência da doença entre regiões brasileiras, grupos étnicos e socioeconômicos. Na reigão Norte, segundo o estudo, 10% da população, em média, têm ou já teve covid-19; no Sul, esse percentual está em torno de 1%. Os 20% mais pobres apresentaram o dobro do risco de infecção em comparação aos 20% mais ricos. O grupo mais vulnerável, os indígenas, tiveram risco de infecção cinco vezes maior do que os brancos.

“Mostramos que os pobres e os indígenas são os grupos mais vulneráveis, que requerem ainda mais atenção de políticas de saúde pública”, disse Hallal.

A pesquisa apontou ainda que as crianças têm a mesma chance de se infectar com o novo coronavírus do que uma pessoa adulta. 

Sintomas

Segundo o estudo, aproximadamente 90% das pessoas infectadas com o novo coronavírus apresentaram sintomas. Os cinco mais frequentes, relatados por cerca de metade dos entrevistados com anticorpos para a covid-19, foram: dor de cabeça (58%), alteração de olfato ou paladar (57%), febre (52,1%), tosse (47,7%) e dor no corpo (44,1%).

Atletismo: em São Paulo, atletas retomam atividades de olho em Tóquio

qui, 06/08/2020 - 18:17

Desde a última segunda-feira (03), o NAR (Núcleo de Alto Rendimento Esportivo), localizado na zona sul de São Paulo, está reaberto para a prática esportiva. É lá que está treinando, desde então, um grupo de oito velocistas sob orientação do técnico Katsuhico Nakaya. Fazem parte da equipe Vitória Rosa e Eduardo de Deus. Ela tem o índice olímpico para os 200 metros rasos. Já ele está classificado à Olimpíada na prova dos 110 metros com barreiras.

“Conforme os protocolos, temos aproximadamente duas horas para usar a pista, três vezes por semana”, disse o treinador à Agência Brasil. A volta ocorre após quatro meses, período que o espaço ficou fechado por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Para Nakaya, o fundamental nesse momento é evitar lesões: “Na pista sintética, podemos voltar aos trabalhos específicos. Mas é importante fazer isso de forma gradativa. Esse contato com a pista é muito mais intenso. Então estamos indo aos poucos”. Segundo o treinador, os equipamentos de peso ainda não estão disponíveis e o espaço só pode receber 20% da sua capacidade.

Nakaya diz também que, antes mesmo da reabertura, a equipe já estava conseguindo fazer algumas atividades no Parque do Ibirapuera, em São Paulo: “No início da pandemia, os trabalhos eram feitos em casa. Mas depois de cerca de três meses, passamos a usar esse espaço aberto, bem arborizado, lá no Parque. Tem um gramado bem nivelado. Conseguimos fazer bastante coisa de aceleração e de potência aeróbica”.

O treinador explicou o trabalho que pretende fazer com a velocista Vitória Rosa. Ela já tem o índice para os 200 metros (22s72), deve conseguir também a marca dos 100 metros (11s15) e participará do revezamento 4x100 metros. “A Vitória já atingiu um nível muito alto. Daqui para frente, é detalhe. A questão é focar diretamente nas deficiências da corrida. Podemos ter ganhos significativos nas marcas trabalhando dessa forma”, declarou.

Enquanto isso, a preparação com o barreirista Eduardo de Deus é focada na parte física. Com a marca de 13s3, ele alcançou o índice para a prova dos 110 metros com barreiras. “Tecnicamente, ele é muito bom. Isso é excelente. Porque a parte mais difícil de aperfeiçoar é justamente essa. Mas, na parte física, ainda preciso trabalhar com ele. Se o atleta melhora um milésimo no salto de cada uma das dez barreiras, lá no final vai ter um ganho significativo no tempo”, diz o treinador.

Ana Cláudia Lemos, Jailma Sales de Lima, Ana Carolina Azevedo, Vinícius Catai, Kaio Lira e Alan Gusmão também estão na equipe que trabalha no NAR.

A janela para obtenção dos índices olímpicos será reaberta em dezembro. No Brasil, conforme calendário divulgado pela Confederação Brasileira da modalidade (CBAt), devem ocorrer pelo menos duas competições nesse mês. O Grande Prêmio Brasil, no dia 6, e o Troféu Brasil Caixa, entre os dias 10 e 13. Os dois torneios ainda não têm locais definidos. Katsuhico Nakaya trabalha para que a equipe chegue bem no final do ano para colocar mais atletas nos Jogos Olímpicos de Tóquio: “Tudo indica que as competições serão em Bragança Paulista, mas ainda dependemos da confirmação oficial”.

Atletas em Portugal

Com essa reabertura gradual dos locais de treinamento, o experiente treinador considera que esse não é o melhor momento para enviar a equipe para Portugal, dentro da Missão Europa. “Falei com eles. Claro que essa é uma decisão individual. Hoje em dia podemos trocar ideia pela internet. Isso facilita. Mas, na minha opinião, acho que o melhor é ficar aqui. O espaço no NAR é o ideal para trabalharmos. E tem vários outros espaços que estão reabrindo aqui no Brasil”. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a CBAt projetam, para a segunda quinzena de agosto, o envio de alguns representantes da modalidade, que fazem parte do Programa de Preparação Olímpica, para treinar em Rio Maior, em Portugal, dentro da Missão Europa do COB.

Estado do Rio chega a 174 mil casos e quase 14 mil mortes por covid-19

qui, 06/08/2020 - 17:53

O estado do Rio de Janeiro atingiu 174.064 pessoas infectadas e 13.941 mortas pelo novo coronavírus. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6), pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). São 1.385 casos e 86 óbitos a mais registrados em 24 horas, desde ontem. Há outros 971 óbitos em investigação e 155.312 pacientes se recuperaram da doença.

A capital lidera o número de casos confirmados, com 75.517 pessoas infectadas desde o início da pandemia. Entre os demais municípios com maior número de casos, estão São Gonçalo (9.106), Niterói (9.079), Duque de Caxias (6.533), Macaé (5.931), Nova Iguaçu (4.330), Angra dos Reis (3.976), Volta Redonda (3.867), Itaboraí (3.452), Campos dos Goytacazes (3.242), Teresópolis (2.757), Belford Roxo (2.623), Magé (2.563), São João de Meriti (2.414) e Maricá (2.285).

A liderança no número de mortes também é da capital, com 8.540 óbitos. Em seguida, entre os municípios com maior número de mortes, estão São Gonçalo (598), Duque de Caxias (590), Nova Iguaçu (446), São João de Meriti (330), Niterói (309), Campos dos Goytacazes (228), Belford Roxo (222), Itaboraí (171), Magé (165), Petrópolis (146), Mesquita (142), Volta Redonda (132), Nilópolis (131), Angra dos Reis (119), Macaé (119), Itaguaí (96), Teresópolis (89) e Cabo Frio (89).

Ao vivo: Bolsonaro assina MP para viabilizar vacina contra covid-19

qui, 06/08/2020 - 17:39

Neste momento, no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro assina medida provisória destinando recursos para viabilizar a fabricação de vacina contra o novo coranavírus (covid-19) no país.

A vacina contra a covid-19 foi desenvolvida pela Universidade de Oxford (Inglaterra) e está sendo testada no Brasil por meio de uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Acompanhe ao vivo

 

Secretário adianta pontos da estratégia de vacinação para covid-19

As primeiras 30,4 milhões de doses vão chegar em dois lotes: metade, 15,2 milhões, em dezembro e a mesma quantidade em janeiro. “Com o avanço da ciência, acreditamos que, em dezembro, talvez, já passemos o ano novo de 2021 com pelo menos 15,2 milhões brasileiros vacinados para covid-19 e possamos juntos construir essa nova história da saúde pública do nosso país”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia.

Além desses dois lotes, mais 70 milhões de unidades da vacina serão disponibilizadas gradativamente, a partir de março de 2021. O medicamento está sendo desenvolvido pela farmacêutica britânica AstraZeneca, em conjunto com a Universidade de Oxford, e já se encontra em fase de testes clínicos em vários países, incluindo o Brasil.

 

Vacina de Oxford pode ser distribuída este ano, diz Astrazeneca

A vacina contra o covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, com testes no Brasil, poderá ficar disponível à população ainda este ano. A afirmação foi feita por Maria Augusta Bernardini, diretora-médica do grupo farmacêutico Astrazeneca. O grupo anglo-sueco participa das pesquisas da universidade inglesa em parceria com Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Esperamos ter dados preliminares quanto a eficácia real já disponíveis em torno de outubro, novembro”, disse Bernardini. Segundo ela, apesar de os voluntários serem acompanhados por um ano, existe a possibilidade de distribuir a vacina à população antes desse período.

“Vamos sim analisar, em conjunto com as entidades regulatórias mundiais, se podemos ter uma autorização de registro em caráter de exceção, um registro condicionado, para que a gente possa disponibilizar à população antes de ter uma finalização completa dos estudos”, acrescentou, destacando que os prazos podem mudar de acordo com a evolução dos estudos.

Nova Friburgo vai ganhar Centro de Pesquisa e Inovação em EPIs

qui, 06/08/2020 - 17:25

O município serrano de Nova Friburgo ganhará um Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Esses equipamentos têm sido usados por profissionais da área de saúde que atuam na linha de frente da pandemia da covid-19.

O objetivo é garantir qualidade aos produtos feitos no Brasil e dar suporte à indústria para adaptação de linhas de produção, uso de tecnologia e capacitação.

O projeto foi um dos contemplados pelo edital Ação Emergencial Projetos para Combater os Efeitos da Covid-19, do governo fluminense, e terá apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Vinte e três pesquisadores estão engajados no projeto, sob a vice-coordenação do professor do Instituto de Saúde de Nova Friburgo, da Universidade Federal Fluminense (ISNF/UFF), Cláudio Fernandes.

Fragilidades

De acordo com Fernandes, foram percebidas deficiências no processo de qualidade no mercado de EPIs. Segundo ele, os materiais disponíveis no Brasil não são adequados.

“Apesar de o marco regulatório brasileiro prever que as empresas sejam registradas e mantenham a qualidade, ainda não existe no Brasil um processo de vigilância dessa qualidade. A gente não tem feito isso de maneira ativa. A crise da covid expôs ainda mais esse problema”, disse o professor.

Há fragilidade nos materiais disponíveis tanto para proteção de médicos, enfermeiros, dentistas, fisioterapeutas, entre outros profissionais da saúde, como também da população que, segundo ele, vai precisar usar máscara de barreira ainda durante muito tempo.

O segundo aspecto negativo é a concentração de produção em um único país (China), o que torna a indústria muito dependente do mesmo fornecedor.

Cláudio Fernandes destacou que o Brasil tem capacidade tecnológica para fazer conversão industrial e aplicar também suas experiências nesse campo. “Nova Friburgo está recepcionando essa ideia”.

O município serrano fluminense tem mais de 1,3 mil empresas da área têxtil e, particularmente, da moda íntima. “É claro que isso não é suficiente, porque a EPI é outra expertise”, reconheceu Fernandes. Mas existem similaridades em alguns aspectos que permitem uma conversão tecnológica mais ágil.

Em Nova Friburgo estão situados dois grandes polos de pesquisa que reúnem setores de saúde, microbiologia, imunologia, biologia voltada às necessidades humanas da UFF, e o polo de engenharia da Uerj, com química de polímeros, têxteis, entre outros setores.

Expectativa

O projeto aguarda a liberação dos recursos pela Faperj. A ideia é que o centro de pesquisa possa iniciar os trabalhos até o final deste ano, dada a urgência da pandemia.

No momento, está sendo feito o levantamento tanto das tecnologias empregadas atualmente quanto das demandas das secretarias municipais de Saúde sobre o uso de EPIs.

Atualmente, 180 empresas do Polo de Moda Íntima de Nova Friburgo já estão fabricando 11 milhões de máscaras de barreira de tecido por mês para a população.

Fernandes lembrou que as indústrias têxteis têm enxergado potencial para agregar valor a determinados tipos de tecidos. O intuito é que eles possam ter um uso maior na área de máscaras para o setor da saúde.

Um dos elementos mais importantes na confecção de uma máscara do tipo N95, cuja capacidade de filtração chega a 98%, é um filtro chamado meltblow, que fica situado entre as camadas externa e interna do artigo. De acordo com o professor, apenas duas empresas no mundo fabricam o meltblow. Com isso, a disponibilidade do produto é bastante reduzida e o preço, em geral, elevado. As máscaras de algodão utilizadas no cotidiano têm proteção entre 50% e 70%.

As indústrias têxteis da região estão avaliando produzir alternativas ao meltblow, que tenham as mesmas condições de proteção, mas que sejam tecidos novos e competitivos, inclusive, no mercado internacional.

Fernandes acredita que, com apoio do novo centro de pesquisa, as empresas terão mais capacidade de chegar a esse estágio. E não só para fabricar máscaras, mas capotes, macacões, gorros, aventais, uma série de outros equipamentos de proteção para os profissionais da saúde.

Integração

As universidades do Rio de Janeiro que participam do projeto vão se integrar com as indústrias que desejarem realizar uma adaptação para produção de EPIs de maior qualidade voltados a equipes de saúde.

Com o centro de pesquisa, as universidades conseguem prestar um serviço ao gestor público, avaliando a qualidade de produtos que estão no mercado, bem como dando suporte à indústria que queira fabricar um produto melhor, desenvolver sua linha de produção, fazer adaptações e capacitar a equipe.

Detalhes como a costura ultrasônica, por exemplo, que não deixa perfurações na máscara que possam permitir a passagem ou vazamento de elementos, são fundamentais na confecção de EPIs para a saúde.

O professor disse ainda que, após a implementação, o novo centro de pesquisa vai poder comparar os produtos e avaliar a evolução do setor.

Estão engajados no projeto o Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo (Sindvest), o Polo de Moda do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), as empresas Quipo e Media Glass, especializadas em inteligência artificial, bigdata e telemedicina, e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), por meio do projeto da Rede de Empresas Fluminenses contra Efeitos da Covid-19.

Arana projeta boa estreia do Atlético-MG contra o Fla no Brasileirão

qui, 06/08/2020 - 17:09

Após a vitória por 3 a 0 sobre o América e a conquista da vaga na final do Campeonato Mineiro na noite de ontem (5), o Atlético volta todas as suas atenções para a estreia no Campeonato Brasileiro. O primeiro confronto não é nada fácil, a equipe pega o Flamengo, domingo, às 16h (horário de Brasília), no Maracanã.

Mesmo enfrentando o atual campeão brasileiro e da Libertadores, o Atlético quer sair do Rio de Janeiro com os três pontos. Para o lateral-esquerdo Guilherme Arana, o Galo precisa manter a pegada do estadual para começar a Série A bem.

“O pensamento é o mesmo. Claro que Estadual é um campeonato de mata-mata e o Brasileiro é de pontos corridos, mas o pensamento é o mesmo, o trabalho é o mesmo, a intensidade nos treinos é a mesma e temos que manter essa conduta jogo após jogo. Já estamos pensando no Flamengo. Ontem, estávamos pensando no América. O dever foi cumprido e chegamos à final. Agora vamos mudar o chip e pensar no Flamengo para fazer um grande jogo”, disse em entrevista coletiva na Cidade do Galo.

Ouça na Rádio Nacional

A partida contra o Flamengo é cercada de expectativa. O Rubro-Negro é o grande favorito para levantar o caneco novamente. Por outro lado, o Atlético fez muitas contratações, renovou a equipe e deposita esperança no técnico Jorge Sampaoli. Mesmo com menos tempo de entrosamento que o adversário de domingo, Guilherme Arana acredita no resultado positivo.

“A gente já tá trabalhando há um bom tempo, a gente já sabe há um bom tempo que a estreia seria contra o Flamengo. A gente tem que jogar do jeito que a gente em jogando. A gente sabe a forma que o nosso professor quer que a gente jogue. Temos que ir lá, fazer nosso papel, dar nosso máximo e sair com a vitória. Claro que o Flamengo é uma grande equipe, porém no nosso time chegou bastante gente, jogadores de qualidade, estamos nos sentindo cada vez melhores. É ir lá, fazer um bom jogo e, se Deus quiser, sair com um resultado bom”.

Arana é um lateral-esquerdo conhecido por subir muito ao ataque. Enfrentar Rafinha, Éverton Ribeiro e Gabigol, que gostam de atuar pelo lado direito ofensivo, poderia prender um pouco mais o jogador do Galo? Ele responde.

“São jogadores de muita qualidade, todos nós conhecemos, mas meu jogo é defender e também chegar ao ataque. Tenho que fazer meu jogo que é defender bem, chegar na frente bem e é isso que eu vou fazer”.

A torcida atleticana acredita em uma ótima temporada do Galo em 2020 e, quem sabe, o título brasileiro. Guilherme Arana enumera as principais características da equipe que fazem o torcedor ficar mais confiante.

“É um grupo muito forte. Temos um treinador muito capacitado, uma comissão muito capacitada também. Estamos treinando há um bom tempo e com a volta dos jogos a primeira impressão foi muito boa, por ter ficado um bom tempo sem jogar. Jogo após jogos vamos nos aperfeiçoando cada vez mais. O ponto forte do Atlético é que é um time, teoricamente, jovem, com muita velocidade e muita disposição. Quando perde a bola a gente tem que ter a mesma mentalidade de atacar, todos com vontade de pegar a bola de novo para chegar ao gol do adversário, essa é a nossa qualidade”.

O Atlético se reapresentou nesta quinta-feira (6) pela manhã para um treino regenerativo após a vitória por 3 a 0 sobre o América, na semifinal do Estadual. A curiosidade da partida contra o Flamengo é que, pela primeira vez em 2020, o Galo vai enfrentar uma equipe da série A do Brasil. Os tradicionais rivais estaduais América e Cruzeiro estão na série B. Pela Copa do Brasil, o Galo foi eliminado na segunda fase pelo Afogados (PE). Na Copa Sul-Americana, ainda pela primeira fase, o Atlético não passou pelo Unión Santa Fe, da Argentina.

Bombeiros combatem fogo na Serra dos Órgãos pelo terceiro dia seguido

qui, 06/08/2020 - 17:08

O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro trabalha, pelo terceiro dia consecutivo, no combate a um incêndio florestal de grandes proporções que atinge o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso), que tem 20.024 hectares protegidos nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim, na região serrana do estado.

Hoje (6), mais dez profissionais de juntaram aos 70, incluindo bombeiros militares, guarda-parques, brigadistas e agentes de órgãos externos que já atuavam ontem na operação de combate ao fogo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o trabalho é feito em duas frentes para extinguir as chamas na área de proteção ambiental. A operação contra com o apoio de 16 viaturas e um helicóptero que tem sido usado para jogar água nos locais atingidos.

Segundo os bombeiros, as causas do incêndio continuam desconhecidas, mas ontem havia suspeita de que o fogo pode ter começado com a queda de um balão. Participam da ação no Parnaso integrantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Defesa Civil e da Guarda Civil de Petrópolis.

Ontem a estimativa era de que cerca de 100 hectares tinham sido atingidos pelo incêndio. Hoje a área pode ter chegado a 200 hectares.

Parnaso

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos é uma unidade de conservação federal de proteção integral, subordinada ao ICMBio, com a intenção de preservar amostras representativas dos ecossistemas nacionais.

Criado em 30 de novembro de 1939, o Parnaso é o terceiro parque mais antigo do país. É um local que costuma ser procurado para a prática de esportes de montanha, como escalada, caminhada, e rapel e para visitas às cachoeiras. Conforme o ICMBio, o parque tem a maior rede de trilhas do Brasil, com mais de 200 quilômetros em todos os níveis de dificuldade: desde a trilha suspensa, acessível até a cadeirantes, à pesada Travessia Petrópolis-Teresópolis, com 30 quilômetros de subidas e descidas pela parte alta das montanhas.

De acordo com o ICMBio, o parque abriga mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas pela ciência, 462 espécies de aves, 105 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis, incluindo 130 animais ameaçados de extinção e muitas espécies endêmicas que só ocorrem no local.

O ICMBio informou que o incêndio foi detectado na manhã da terça-feira (4) na parte alta do parque na trilha da travessia Petrópolis X Teresópolis na área do Chapadão, próximo da Pedra do Morro do Açu.

STF: teto constitucional incide sobre soma de pensão e aposentadoria

qui, 06/08/2020 - 16:52

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (6) que o teto constitucional para remuneração no serviço público incide sobre a soma de aposentadoria e pensão por morte recebidos pelos servidores públicos. Com a decisão, o valor dos ganhos não pode ultrapassar R$ 39,2 mil, valor do salário dos ministros da Corte, que foi definido pela Constituição como teto. 

A decisão não se aplica aos casos nos quais a Constituição autorizou a acumulação de cargos públicos, como os casos de professores e de profissionais de saúde. Nesses casos, por uma decisão anterior do STF, o teto incide separadamente nos pagamentos. 

A questão foi decidida em um recurso da União no processo envolvendo uma servidora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) que recebe sua aposentadoria e uma pensão por morte do marido. Na época em que o caso deu entrada na Justiça, a servidora ainda trabalhava e acumulava a pensão com o salário. 

No julgamento, por 7 votos a 3, prevaleceu o voto do relator, ministro Marco Aurélio. Para o ministro, o limite deve ser considerado para o pagamento dos benefícios. “Em um país em que tantos necessitam de teto, alguns querem fugir do teto constitucional”, disse. 

Pela tese definida no julgamento, ocorrendo a morte após promulgação da Emenda Constitucional 19/1998, quando houve mudanças nas regras da administração pública, “o teto incide sobre o somatório de remuneração ou provento e pensão percebida por servidor".

O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e o presidente, Dias Toffoli, ficaram vencidos na votação e entenderam que o teto incide separadamente sobre cada tipo de pagamento.

Custo da cesta básica caiu em 13 capitais no mês de julho, diz Dieese

qui, 06/08/2020 - 16:50

No mês de julho, o custo da cesta básica caiu em 13 das 17 capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nas outras quatro capitais, o custo subiu.

Entre as capitais analisadas, a cesta básica mais cara encontrada foi a de Curitiba, onde o preço médio estava em torno de R$ 526,14; seguida por São Paulo, com custo médio de R$ 524,74. A cesta mais barata era a de Aracaju, com preço médio de R$ 392,75.

Em Curitiba, o preço da cesta cresceu 3,97%, o que também ocorreu em Florianópolis, com crescimento de 0,98%, Campo Grande, 1.01%, e Recife crescimento de 0,18%.

Coleta

Por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Dieese suspendeu a coleta presencial de preços e começou a coletar os preços por meio de telefone, aplicativos de entrega, email e consultas na internet. Com a dificuldade para coletar esses dados, a amostra teve que ser reduzida. Somente na capital paulista a coleta continua sendo feita de forma presencial.

“Entretanto, é importante levar em consideração que as variações devem ser relativizadas, uma vez que os preços médios observados são resultado não só da atual conjuntura, mas do fato de não ter sido possível seguir à risca a metodologia da pesquisa. Sem a coleta presencial, os preços podem estar subestimados ou superestimados”, explicou a entidade, ressaltando que os dados captados pela internet referem-se em geral às grandes redes varejistas com lojas online. Outro problema que pode interferir no preço é o fato de que os produtos podem ser de marcas diferentes das que eram habitualmente coletadas na pesquisa presencial.

Salário mínimo

Com base na cesta mais cara do país, o valor do salário mínimo em dezembro, necessário para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, teria que ser de R$ 4.420,11, o que corresponde a 4,23 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.045.

Hospital das Clínicas de Campinas começa testes de vacina contra covid

qui, 06/08/2020 - 16:20

O Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) iniciou hoje (6) os testes clínicos da vacina contra o novo coronavírus (covid-19). Os trabalhos estão sendo conduzidos pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Além de Campinas, outros cinco centros iniciam nesta semana as testagens da nova vacina. Ao todo, os experimentos serão feitos em 12 locais selecionados em todo o país, seis deles em São Paulo.

No Hospital das Clínicas de Campinas os testes serão feitos com 500 voluntários. Os recrutados receberão duas doses da vacina em um intervalo de 14 dias, sendo que, metade vai receber um placebo (substância semelhante à vacina, mas sem efeito real). A partir da aplicação, eles serão monitorados por um ano pelo centro de pesquisa para avaliar se os que foram imunizados desenvolveram mais proteção contra o vírus do que aqueles que receberam o placebo.

A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus, inativo. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

O Instituto Butantan deve concluir em outubro ou novembro os testes com cerca de 9 mil voluntários em centros de pesquisas de seis estados: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Na China, o produto já foi testado em mil pessoas após ter apresentado bons resultados nos experimentos com macacos.

Chamada de Coronavac, a vacina começou a ser testada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, em 21 de julho.

Agentes prisionais tiveram saúde mental abalada na pandemia,

qui, 06/08/2020 - 15:50

Pesquisa feita entre policiais penais e agentes prisionais de todo o país revelou que a maioria deles, 73,7%, relatam ter a saúde mental afetada por causa da pandemia de covid-19 e que o apoio institucional para lidar com essas emoções chegou a 5,1% deles. 

De acordo com a segunda fase da pesquisa Pandemia de Covid-19 e os Agentes Prisionais e Policiais Penais no Brasil, na percepção de 82,2% dos agentes prisionais, as tensões entre presos aumentaram após o início da pandemia.

A pesquisa foi feita pelo Núcleo de Estudos da Burocracia, da Fundação Getúlio Vargas (NEB/FGV) por meio de entrevista online a 613 profissionais da polícia penal de todas as regiões do Brasil, entre os dias 15 de junho e 1º de julho. Foram coletadas informações sobre a percepção dos profissionais sobre os impactos da pandemia de covid-19 no seu trabalho, no seu bem-estar e nas relações com os presos.

"É um tipo de trabalho para o qual não existe home office, eles não podem ficam em casa, precisam continuar fazendo o trabalho presencial e isso os coloca em um risco muito grande de serem contaminados e ao mesmo tempo de serem um vetor de transmissão porque no sistema penitenciário a doença não existe a não ser que entre, a não ser que alguém leve. E agora as visitas estão suspensas. Esses profissionais são o único vetor de transmissão possível caso não haja ninguém contaminado lá dentro", afirmou uma das coordenadoras da pesquisa, Gabriela Lotta.

Segundo a pesquisa, entre os motivos para o aumento da tensão entre os detidos, os profissionais apontam a falta de contato com os familiares, de informações sobre o cenário real da pandemia, o medo de se contaminarem, a má alimentação e o isolamento. “Se pensarmos na perspectiva deste trabalhador, a situação é muito crítica. Ele trabalha em um lugar sabidamente insalubre, com superlotação e já sob tensão na normalidade. Durante a pandemia, estas condições se agravam, gerando alto sofrimento, ansiedade e stress”, analisa Gabriela.

O medo de contrair o novo coronavírus é o sentimento predominante nas duas fases da pesquisa, sendo que neste momento 80% dos respondentes relatam temer a contaminação."Nós tivemos um crescimento do número de presos contaminados, de presos que já morreram e de policiais penais nessas duas situações". A maioria (87%) dos agentes penitenciários afirmaram conhecer um colega de trabalho que foi diagnosticado com covid-19 e 67,8% conhecem algum preso que contraiu a doença. "Isso mostra que provavelmente temos uma enorme subnotificação também nos dados de contágio no sistema prisional".

Quando questionados sobre se sentirem preparados para lidar com a pandemia da covid-19, 69% dos entrevistados disseram não se sentirem aptos ou em condições emocionais. Entre as razões para esse sentimento está o fato de que 48,8% dos entrevistados receberam Equipamento de Proteção Individual (EPI).

"Isso mostra uma realidade muito ruim em que temos mais de 50% dos profissionais comprando sua própria máscara ou sem utilizar dentro do sistema prisional. Esse dado também mostra que os estados não estão consolidados com a ideia de que o sistema precisa ter equipamento, ou não está fornecendo, o que onera esse funcionário ao ter que comprar esse equipamento e nós não sabemos a qualidade do que ele mesmo compra".

A pesquisa revelou ainda que só 12,1% dos entrevistados receberam treinamento para enfrentar o novo coronavírus, o que segundo Gabriela, é importante porque a pandemia muda radicalmente a tipo de trabalho de quem está dentro do presídio. "Ele precisa se afastar, precisa trabalhar com novas metodologias para fazer escolta, revista ou qualquer tipo de interação com o preso. Se ele não tem treinamento isso significa que ele está sendo exposto a experimentações, a procedimentos que não são baseados em evidências e que podem aumentar a contaminação".

Gabriela destacou também que a testagem, que seria essencial nesse tipo de atividade, só foi feita por 23% desses trabalhadores. "Isso varia nos estados, mas ainda assim o estado que testou mais foi 40%. Esse profissional não pode entrar no presídio se estiver contaminado. O teste é uma forma de tirar da linha de frente um agente que esteja doente assintomático, por exemplo, e que pode levar a doença para dentro".

Os agentes prisionais relatam na pesquisa que houve, de sua parte, mudança nas interações com os presos (85,3%) e nas dinâmicas de trabalho (80,4%), com aumento de protocolos pessoais de higiene, distanciamento dos colegas de trabalho e aumento da demanda de serviço por causa da redução dos servidores na ativa. O distanciamento ou frieza e o medo com relação aos presos são os sentimentos mais comuns, respectivamente, para 49% e 47% dos respondentes.

Captação da poupança bate recorde para meses de julho

qui, 06/08/2020 - 15:30

Aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19). No mês passado, os investidores depositaram R$ 27,14 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, informou nesta quinta-feira (6) o Banco Central. Em julho do ano passado, os brasileiros tinham sacado R$ 1,61 bilhão a mais do que tinham depositado.

O resultado de julho é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Com o resultado do mês passado, a poupança acumula entrada líquida de R$ 111,58 bilhões nos sete primeiros meses do ano.

A aplicação tinha começado o ano no vermelho. Em janeiro e fevereiro, os brasileiros retiraram R$ 15,93 bilhões a mais do que depositaram. A situação começou a mudar em março, com o início da pandemia da covid-19, quando os depósitos passaram a superar os saques.

O interesse dos brasileiros na poupança se mantém apesar da recuperação da bolsa de valores nos últimos meses e da melhora das condições de outros investimentos, como títulos do Tesouro. Nos dois primeiros meses da pandemia, as turbulências no mercado financeiro fizeram investidores migrar para a caderneta.

Rendimento

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu mais recursos mesmo com os juros básicos em queda. Com as recentes reduções na taxa Selic, o investimento está rendendo menos que a inflação.

Nos 12 meses terminados em julho, a aplicação rendeu 3,12%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que serve como prévia da inflação oficial, atingiu 2,13%. O IPCA cheio de junho será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) amanhã (7).

Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 1,63% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com a atual fórmula, a poupança renderia 1,4% este ano, caso a Selic de 2% ao ano, definida ontem (5) pelo Banco Central, estivesse em vigor desde o início do ano. No entanto, como a taxa foi sendo reduzida ao longo dos últimos meses, o rendimento acumulado será um pouco maior.

Histórico

Até 2014, os brasileiros depositaram mais do que retiraram da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões.

Órgãos assinam termo de cooperação sobre acordos de leniência

qui, 06/08/2020 - 15:17

O Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério da Justiça e da Segurança Pública e o Ministério Público Federal assinaram um termo de cooperação técnica sobre ações de combate à corrupção, em especial sobre a realização de acordos de leniência com empresas acusadas de desvio de recursos públicos. A construção do acordo foi coordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e a assinatura acorreu em solenidade realizada por videoconferência.

O instrumento do acordo de leniência foi criado pela chamada Lei Anticorrupção e trata da responsabilização administrativa e civil de empresas pela prática de atos contra a administração pública. O objetivo do acordo é identificar outros envolvidos na infração e devolver os valores desviados aos cofres públicos.

Com a assinatura do termo de cooperação, o TCU passa a participar das negociações conduzidas pela CGU, AGU e MPF na celebração dos acordos e poderá estimar os danos ao erário e sugerir novas tratativas, a partir das informações compartilhadas pelos demais órgãos. Entretanto, CGU e a AGU poderão firmar o acordo mesmo sem o aval do tribunal, caso não seja possível alcançar consenso nas negociações complementares.

De acordo com o documento, as instituições também poderão estabelecer a compensação ou abatimento de multas pagas pelas empresas em crimes previstos por mais de uma lei, para evitar pagamentos ou cobranças em duplicidade.

No termo assinado, os órgãos públicos se comprometem a agir de forma coordenada, respeitando suas respectivas atribuições e competências. “Sem isso, se geram insegurança jurídica, conflitos interinstitucionais, sobreposição de atuações, insuficiência ou vácuos na atuação estatal, impunidade e desproporcionalidade na punição das pessoas físicas e jurídicas. Enfim, não se garante a justa prevenção e combate à corrupção”, diz o documento.

No andamento de investigações, se MPF, Polícia Federal ou TCU constatarem a participação de empresa em crimes, deverão acionar a CGU e a AGU para eventual aplicação dos termos da lei anticorrupção. Caso a CGU constate o envolvimento de pessoas físicas nos delitos, deverá informar o MPF e a PF para atuação em matéria penal, bem como a AGU e o MPF para apuração em matéria de improbidade administrativa. As comunicações, entretanto, só deverão ocorrer se não colocarem as investigações em risco.

Após a celebração do acordo de leniência, a CGU e a AGU compartilharão as informações e documentos fornecidos pela empresa colaboradora. Esses dados, que não poderão ser usados para punir a companhia pelos mesmos atos ilícitos, poderão levar à responsabilização das pessoas físicas ou jurídicas envolvidas e apuração de eventual dano não resolvido pelo acordo de leniência.

Diretor do Instituto Butantan defende confiabilidade de vacina chinesa

qui, 06/08/2020 - 14:59

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, rechaçou nesta quinta-feira (6) questionamos sobre a confiabilidade da Coronavac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech. Ao citar que a farmacêutica AstraZeneca, responsável pela chamada vacina de Oxford, que também deve ser produzida no Brasil, pela FioCruz , também tem um grande laboratório no país asiático, ele ressaltou que não há motivos para preocupação em relação à nacionalidade da vacina.

“A gente tem que lembrar que o nosso telefone Apple é feito na China e são feitos inúmeros outros produtos industriais, inclusive as grandes farmacêuticas todas têm grandes laboratórios e grandes investimentos na China. A China é um país que tem um investimento muito pujante hoje em ciência. É uma ciência que se ombreia com qualquer outro país de mundo e muitas vezes em termos de volume até superior.  Não há motivos para descaracterizar ou desconsiderar uma vacina pelo fato dela ter sido desenvolvida inicialmente na China”, ressaltou Covas ao participar da Comissão Externa da Câmara dos Deputados que acompanha as ações de enfrentamento à pandemia.

Fase três

Nesse momento o Butantan, comanda a fase três dos testes na qual são feitos os ensaios clínicos que são os estudos de um novo medicamento em seres humanos. A fase clínica serve ainda para validar a relação de eficácia e segurança do medicamento e também para validar novas indicações terapêuticas.  As primeiras duas fases foram feitas na China. A testagem coordenada instituto brasileiro terá a participação de 9 mil voluntários e deve ser concluída entre o final de outubro e o início de novembro. Dos 12 centros de pesquisa selecionados no Brasil, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP iniciaram a pesquisa no mês passado.

O contrato com a farmacêutica chinesa permite ao Butantã começar a produzir e envasar a Coronavac a partir de outubro deste ano. Se a vacina for aprovada, a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala industrial tanto na China como no Brasil para fornecimento gratuito ao Sistema Único de Saúde. Os passos seguintes são o registro do produto pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária - e fornecimento da vacina em todo o Brasil o que está previsto para janeiro de 2021.

Segundo o gerente geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, que também participou do debate, apesar da flexibilização que houve na resolução que normatiza o registro de medicamentos e vacinas que serão utilizadas no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, a comprovação da eficácia e a segurança são imprescindíveis nesse processo. Entre outros aspectos, para conceder o registro, a Anvisa precisa saber, por exemplo, se a vacina é segura, por quanto tempo tem eficácia e se será necessária dose de reforço.

Custo

O Butantan como instituto público não vende vacina, fornece para o Ministério da Saúde e para outros órgãos públicos internacionais e recebe ressarcimento por isso. Sobre o custo da vacina, o pesquisador afirmou que como os testes ainda não foram concluídos não é possível estimar o custo final da dose, mas adiantou “É inadmissível que tenhamos custos acima do que já têm sido anunciado no panorama nacional e internacional. Qualquer que seja o custo final dessa vacina, ela deverá estar nesse patamar ou abaixo do acordo que o próprio Ministério [ da Saúde] anunciou com a AstraZeneca”, garantiu.

América Latina

Outro ponto destacado pelo diretor do Instituto Butantan, é que já há conversas com outros países para fornecimento da Coronavac. Nesse sentido há memorando de intenções com a Argentina, além de conversas com a Colômbia, com a Organização Pan-Americana da Saúde e com um órgão americano. “A perspectiva é que o Butantan em parceria com a Sinovac possa ser um grande provedor de vacinas para a América Latina”, afirmou.

Tenistas brasileiros embarcam domingo para se juntar à Missão Europa

qui, 06/08/2020 - 14:47

Hora de fazer a malas para os tenistas João Menezes, Thomaz Bellucci, Beatriz Haddad Maia e Carolina Meligeni que embarcam no próximo domingo (9) com destino à Lisboa (Portugal). O quarteto vai se juntar a outros 74 atletas brasileiros convocados pela Missão Europa. A iniciativa do Comitê Olímpico do Brasil (COB) visa dar segurança para atletas olímpicos treinarem em países europeus, onde a disseminação do novo coronavírus (covid-19) esteja controlada.

A sede dos tenistas em Portugal será o Centro de Treinamento de Rio Maior, a pouco mais de 70 quilômetros da capital Lisboa. O espaço oferece duas quadras de piso duro. O grupo treinará por 15 dias, sob comando do técnico André Podalka.  Pré-classificado aos Jogos de Tóquio (Japão) ao conquistar o ouro no Pan de Lima (Peru) no ano passado, João Menezes é só entusiasmo. "Essa viagem surge num momento importante, pois estamos treinando há mais de três meses no mesmo lugar, em Itajaí (SC). Mudar de ares, treinar com pessoas diferentes, vai ser muito bom", disse o tenista em entrevista ao site da Confederação Brasileira de Tênis (CBT).

Atualmente em 185º lugar no ranking da ATP,  Menezes já teria vaga assegurada em Tóquio. Mas o que vale será a colocação dele em 7 de junho do ano que vem, quando fecha a janela de classificação. O brasileiro terá de estar entre os 300 primeiros do mundo para ter a chance de competir em Tóquio. 

A dupla Carol Meligeni e Luisa Stefani faturaram o bronze no Pan de LIma (Peru), no ano passado - Pedro Ramos/rededoesporte.gov.br/Direitos Reservados

Quem também não vê a hora de chegar a  Portugal é a Carolina Meligeni, semifinalista de simples e bronze nas duplas no Pan de LIma.  A tenista, 402ª do ranking da WTA, diz estar feliz por  "treinar fora do Brasil, perto de outros atletas, em um centro com outro esportes, com todo mundo focado na Olimpíada".

Além dos quatro tenistas, o Brasil já conta com outros 74 atletas de sete modalidades (judô, natação, nado artístico, ginástica artística, ginástica rítmica, vela e boxe) em Portugal, distribuídos pelas sede Rio Maior, Cascais, Coimbra e Sangalhos. Segundo o COB, até dezembro mais 200 atletas brasileiros estarão na Europa. O custo da iniciativa é de aproximadamente R$ 13,4 milhões.

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