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Carnaval de Salvador tem 58 blocos inspirados na cultura afro

04:16 Cultura, Notícias 17/02/2015 - 10h48 Salvador Embed

Sayonara Moreno

Os blocos afro são as marcas culturais de Salvador, porque mantêm a ligação com as raízes africanas. Neste Carnaval, 58 blocos que trazem a cultura africana desfilaram pelos circuitos mostrando a beleza negra, musicalidade, religiosidade e, por que não, o apelo social?

 

A Banda Didá, fundada em 1993, saiu nas ruas levando a campanha “Vá na Moral ou vai se dar mal”. Compostos apenas por mulheres, tanto a banda como o bloco levaram ao público a mensagem de empoderamento feminino, deixando bem claro que as mulheres têm direitos e que qualquer tipo de violência contra elas, deve ser denunciado.

 

A diretora do grupo e percussionista da Banda Didá, Vivian Queiroz, conta que, somente em cima do trio, são 14 mulheres tocando músicas relacionadas a temas africanos. No meio da multidão, quase 60 delas, vestidas de amarelo e dourado, somam à musicalidade afro, com o batuque dos tambores. Vivian explica que as cores das vestimentas são uma homenagem à religiosidade africana.

 

SONORA

 

Maria de Fátima vive há 7 anos em cima de uma cadeira de rodas. Ela explica que depois de muito tempo resolveu ir ao carnaval, mas fez questão de sair no bloco da banda Didá, por se sentir uma mulher capaz de se divertir, mesmo com dificuldades de locomoção.

 

SONORA

 

Outro bloco que já é tradição na folia baiana é o 'Filhos de Gandhi'. Somente homens desfilam, vestidos de branco e azul, também trazendo mensagem de paz e resgatando as culturas afro e hindu. Há 66 anos de carnaval soteropolitano, os Filhos de Gandhi trazem à folia deste ano, o tema “Águas Sagradas” para lembrar as ligações religiosas entre o Brasil, a Índia e os países africanos. O guru do bloco, Valdemar de Souza, está há 32 anos no grupo. Ele conta que o bloco surgiu como forma de pregar a paz, mas lamenta que ainda exista intolerância religiosa, principalmente contra religiões de matrizes africanas.

 

SONORA

 

O bancário, Marcos Vinícius sai no bloco, há nove anos, e reforça a mensagem de paz, quando explica o que é ser Filho de Gandhi. Ele revela o significado da grande quantidade de colares que os homens levam no pescoço, durante os desfiles. Já é tradição do bloco exclusivamente masculino, trocar os adereços por beijos, durante a folia.

 

SONORA


Os blocos afro, em Salvador, desfilam nos principais circuitos da cidade, mas é na Avenida Carlos Gomes, no centro da capital baiana, que eles trazem o batuque, arrastando multidões que fazem questão de conhecer um pouco da cultura africana, que cai nas graças da população e de turistas do mundo todo.

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