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Da tradição das festas juninas à capital do sertanejo, Brasília reúne culturas e estilos musicais

03:51 Cultura, Especiais 27/02/2020 - 15h15 Brasília Embed

Victor Ribeiro

Documentos do Arquivo Público do Distrito Federal registram festas juninas em Brasília desde o comecinho dos anos 60.

 

Naquela época, o São João oficial da nova capital ocorria na plataforma superior da Rodoviária de Brasília - atualmente Rodoviária do Plano Piloto.


Mas, a tradição era forte mesmo em Taguatinga e Ceilândia, como lembra o pesquisador João Carlos Amador, autor da série de livros “Histórias de Brasília”.

 

Assim como o Carnaval e a Festa dos Estados, era o momento de confraternizar e lembrar as origens.

 

Afinal, festa junina é uma tradição que começou na passagem da Idade Antiga para a Idade Média, como forma de expandir a fé católica. Chegou ao Brasil com os portugueses e se espalhou pelo país, ganhando a cara de cada região.


Talvez, a festa junina tenha sido a primeira manifestação cultural com a cara de Brasília.

 

Quando os candangos se encontraram no meio do Brasil, traziam tantas formas diferentes de festejar São João, que criaram um jeito único de dançar quadrilha. Foi o que o presidente nacional do Movimento Junino, Hamilton Tatú, contou, em 2019, à Rádio Nacional.

 

Os grupos de quadrilha se esforçam para manter a tradição longe das influências de modismos. Mas, isso é muito difícil.

 

Com o tempo, as festas juninas absorveram influências de outras manifestações culturais, principalmente da música sertaneja e, mais recentemente, do funk e do sertanejo universitário.


A música sertaneja também faz parte da história do Distrito Federal desde a época da construção da capital, mas estava restrita à periferia.

 

Na monografia de graduação “Brasília Sertaneja”, o jornalista André Nascimento Vaz conta que, durante quatro décadas, a música sertaneja não teve muita projeção e espaço entre o público brasiliense. Eram músicas passadas de pai para filho, principalmente por quem veio de Minas Gerais e Goiás.


A popularização veio na virada do ano 2000, antecipando uma tendência nacional. Foi quando nomes tradicionais, como Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó, João Paulo e Daniel e Leandro e Leonardo ganharam projeção, tanto nos meios de comunicação quanto nas casas noturnas.


Novos artistas aproveitaram a onda e criaram um novo estilo: o sertanejo universitário. E hoje é difícil passar um dia em Brasília sem ouvir Gusttavo Lima, Luan Santana, Maraia e Maraísa, Simone e Simária, Marília Mendonça, Naira Azevedo, entre outros. Em eventos que movem milhões de reais, esses artistas costumam arrastar multidões a shows sempre lotados no DF.


Brasília se transformou na capital da música sertaneja.


Mas não era capital do rock?


Com produção de Graziele Bezerra. 

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