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Praças de Brasília devem ser ocupadas como espaços públicos, diz pesquisador

03:59 Cultura, Especiais 20/02/2020 - 16h41 Brasília Embed

Victor Ribeiro

Quando a gente fala em praças de Brasília, quase sempre a primeira que vem à cabeça é a dos Três Poderes. É em torno dela que ficam as sedes do Judiciário, o Supremo Tribunal Federal; do Legislativo, o Congresso Nacional; e do Poder Executivo, o Palácio do Planalto. Os prédios estão dispostos em um triângulo equilátero, com distâncias iguais entre si.


O pesquisador João Carlos Amador, autor da série de livros “Histórias de Brasília”, destaca que, aos poucos, a Praça dos Três Poderes foi perdendo sua função de local de convivência para se tornar mais um monumento.

 

Subindo o Eixo Monumental, encontramos a Praça Municipal ou do Buriti. Em torno dela se organizam os Três Poderes do Distrito Federal: o Tribunal de Justiça, a Câmara Legislativa e o Palácio do Buriti. 


No fim dos anos 1960, a Novacap plantou um buriti na Praça Municipal. A primeira muda não vingou, mas a segunda está lá até hoje. Resistiu até a um ato de vandalismo, em 1992, quando um homem usou um machado para tentar derrubar a árvore. Foi necessário instalar quatro cabos de aço para manter o buriti de pé. No fim do ano passado, a CEB instalou uma iluminação especial de led e o buriti se consolidou como monumento de Brasília.


Subindo mais um pouco o Eixo Monumental chegamos a um dos lugares mais fantásticos de Brasília. É na Praça do Cruzeiro que a gente, que mora aqui, vai encontrar o pessoal para assistir ao pôr-do-sol mais lindo que eu já vi.

 

Se não fosse no Parque da Cidade, Eduardo e Mônica certamente teriam se encontrado na Praça do Cruzeiro.


Muita gente passa no entorno dessas três praças. Mas poucas vezes usa a praça, em si.

 

João Carlos Amador comentou sobre a necessidade de nos apropriarmos das praças enquanto espaços públicos.

 

Mas tem uma praça que se aproxima bastante dessa ideia. Lá tem feirinha, aulas de dança, shows, uma estação de metrô, assembleias de trabalhadores e protestos. E, provavelmente, recebe bem mais gente que as outras três praças juntas. É a Praça do Relógio, em Taguatinga, uma das mais frequentadas e queridas desse quadradinho.


Ela é mais antiga que o nome. Até os anos 70, se chamava Praça Central.

 

O nome Praça do Relógio surgiu porque, depois de visitar a cidade, um japonês dono uma fábrica de relógios decidiu presentear o DF com um relógio de quatro faces, em cima de uma torre de 15 metros de altura.


Ao longo dessas quase cinco décadas, dependendo de que lado do relógio você visse, o tempo passava diferente. Não tinha nada a ver com teorias da física, mas com a falta de manutenção por parte do governo local.

 

Uma pena, né?


O importante é que a gente sempre teve muito orgulho daquela praça. E hoje torcemos para que ela volte a ser um lugar seguro para encontros e diversão, mesmo depois que o sol já tiver desaparecido no horizonte.

 

Com produção de Graziele Bezerra, da Rádio Nacional, em Brasília, Victor Ribeiro.

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