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Em busca de refúgio no Brasil, congolesa relata saída forçada de país africano marcado por conflitos

03:17 Direitos Humanos, Notícias 20/11/2018 - 11h52 São Paulo Embed

Eliane Gonçalves

Hortense Mbuyi completou quatro anos no Brasil.

 

Veio pra cá atrás de refúgio. Expulsa pelos conflitos que já deixaram mais de 6 milhões de mortos nas últimas duas décadas, em seu país, a República Democrática do Congo.

 

Ela compara a forma como chegou ao Brasil com a dos africanos que chegaram no passado.

 

Sonora : "Os dois são imigração forçada. Que eles que foi levado para ser escravizado, eles foi forçado, a sair da África e hoje, nós imigrantes, a nossa imigração é uma imigração forçada também."

 

Formada em Direito Econômico e Social, ela completa a análise: antes a África era fonte de mão de obra, hoje é fonte de matéria prima para as indústrias dos países ricos.

 

Sonora: "A maioria do país africano que conhece guerra hoje, essas guerras são alimentada pelos imperialistas.E que eles precisa de matéria prima hoje, esse país que hoje fala país desenvolvido país industrializado. A maioria desses países têm indústria, mas eles não teêm matéria-prima para que essas indústria funciona.  A África hoje é uma caixa, uma caixa de exploração de matéria-prima."

 

Para o sociólogo Alex André Vargem, que há 14 anos pesquisa a imigração africana no Brasil, dá até para comparar os atuais navios de carga, onde pessoas entram clandestinas na África, com os antigos navios negreiros.

 

Sonora: "Entra num navio de carga lá no continente africano, dribla o sistema portuário, a segurança. Entra escondido no navio. Muitas vezes esse navio é de bandeira de outro país. Só que são navios de carga. Não se sabe pra onde vai e alguns deles tem uma parada no porto de Santos. E tem muitas violações de direitos humanos em alto mar, em pleno oceano Atlântico. Relatam que a tripulação do navio joga no mar, os maus tratos, aconteceu aqui recentemente, teve casos de africanos jogados no mar pela tripulação."

 

De acordo com a Universidade de Évora, até o século 19, desembarcaram no Brasil mais de 4,8 milhões africanos escravizados.

 

Segundo a Acnur, nos últimos 20 anos, angolanos e congoleses estiveram entre as 10 nacionalidades que mais buscam refúgio por aqui. Hoje, existem pouco mais de 10 mil refugiados no Brasil vindos de vários países. Mas outros 80 mil aguardam a resposta do governo.

 

O processo que até 2010 durava, em média 6 meses, hoje, pode chegar a cinco anos.

 

Para Alex, a busca por regularizar a situação é a nova carta de alforria.

 

Sonora: "Se antes se almejava a carta de alforria hoje se almeja a carta de refúgio."

 

Atualmente, os Venezuelanos são os principais solicitantes de refúgio para o Brasil.

 

Já o número de imigrantes em situação regular no Brasil fica na casa de 1 milhão de pessoas, segundo o MInistério do Trabalho. Nenhum dos mais de 50 países africanos estão entre as 10 primeiras nacionalidades mais populosas que vivem em território brasileiro.

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