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Violência sexual contra mulheres em casa cresceu 17% no RJ durante isolamento

04:19 Direitos Humanos, Notícias 05/06/2020 - 20h35 Rio de Janeiro Embed

Fabiana Sampaio

O Rio de Janeiro registrou aumento nos casos de violência doméstica contra a mulher durante o isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus. A informação está em levantamento feito pelo Instituto de Segurança Pública do Estado (ISP).

 

Apesar dos dados gerais dos crimes apresentarem queda, houve elevação nos índices de delitos mais graves,  como violência física e sexual,  praticados dentro das residências.

 

O estudo do ISP inédito foi realizado a partir de dados verificados entre 13 de março e 30 de abril, quando o governo do estado começou a adotar as medidas restritivas para prevenir a propagação  do coronavírus.

 

No caso da violência física, o aumento foi de 8% no período de isolamento social decretado no estado  na comparação com o ano passado. Já a  violência sexual registrou  uma variação ainda maior, de cerca de 17%.

 

Os dados têm como base registros de ocorrência da Secretaria de Polícia Civil, assim como as ligações para o Serviço 190 da Polícia Militar e o Disque Denúncia no período avaliado.

 

O Serviço 190 da Polícia Militar apresentou aumento de 12% na quantidade de ligações referentes a crimes contra a mulher no período analisado, comparado a 2019. Já o número de ligações para a central de atendimento do Disque Denúncia apresentou redução de 60% das denúncias de violência contra mulher.

 

No entanto, como explica a diretora do ISP, Adriana Mendes, a redução do número de registros não significa que a violência contra a mulher esteja diminuindo, mas sim que poderá haver subnotificação importante neste período de isolamento social devido às restrições de circulação.

 

Mendes afirma que os agressores dessas mulheres podem ter uma falsa sensação de impunidade nos atos criminosos em casa durante o isolamento. No entanto, ela reforça que os serviços da Polícia estão disponíveis no período e a mulher deve procurar ajuda.

 

A coordenadora da Casa da Mulher Trabalhadora,  que presta apoio a mulheres vítimas de violência, Eleutéria Amora, afirma que os lares nunca foram  locais seguros para muitas mulheres, e que as situações de conflito acabaram se agravando com o isolamento social.

 

O  levantamento, feito por mulheres do instituto, vai ser atualizado mensalmente, e com isso,  o ISP espera  auxiliar o estado na  adoção de políticas de enfrentamento à violência contra a mulher durante a pandemia.

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