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Especialistas questionam currículo básico por falta de educação sexual nas escolas

03:50 Educação, Notícias 17/01/2017 - 19h22 Rio de Janeiro Embed

Tâmara Freire

De acordo com dados do IBGE cerca de  um terço dos adolescentes já haviam iniciado a sua vida sexual antes de chegar ao ensino médio em 2015 e quase 40%  deles não usou preservativo na sua primeira relação sexual.

 

Para a socióloga Jaqueline Pitanguy, da ONG Cepia, esse comportamento alarmante revela a lacuna deixada pela falta de educação sexual nas escolas.

 

Especialistas ouvidos pela Federação Internacional de Planejamento Familiar do Hemisfério Ocidental, da qual a ONG é parceira,  avaliaram que o Brasil vai muito mal nesse quesito, especialmente porque não há no currículo básico escolar uma disciplina voltada exclusivamente para a sexualidade e a saúde reprodutiva. Jaqueline salienta que essa é uma recomendação da  ONU desde 1994.

 

Os prejuízos trazidos por essa ausência são sentidos diariamente por professores como Paulo Ricardo Rodrigues, que leciona Biologia em uma escola na Serra, região metropolitana do Espírito Santo,  na falta de uma orientação geral  ele decidiu  por conta própria inserir conteúdos mais abrangentes de educação sexual em suas aulas.

 

Rodrigues conta que a abertura deixa os alunos mais confortáveis para tirarem suas dúvidas, o que tem revelado o grande desconhecimento deles sobre como utilizar corretamente os métodos de prevenção como consequência é grande o número de alunas grávidas ou estudantes com DST's.

 

Fabiana Nascimento também é professora em Mauá, São Paulo,  e mãe de uma adolescente de 12 anos apesar de manter um diálogo aberto com a filha ela também sente falta de uma educação sexual que ultrapasse questões anatômicas ou patológicas.

 

Conversando com Clarice ou com seus alunos  ela descobriu que grande parte do que os adolescentes sabem sobre sexo vem da internet ou dos filmes pornográficos.

 

A pesquisa feita pela Federação Internacional também apontou que os adolescentes desejariam ter mais privacidade e acolhimento ao procurar serviços de saúde em busca de orientação ou de métodos contraceptivos, mas como muitas vezes se sentem julgados ou precisam comparecer junto com os pais acabam desistindo de procurar esses serviços.

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