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Tiro com arco dos Jogos Mundiais Militares tem integração entre atletas com e sem deficiência

02:55 Esporte, Notícias 23/10/2019 - 21h50 Wuhan (China) Embed

Igor Santos

No tiro com arco, competições de duplas mistas são comuns, mas geralmente disputadas por um homem e uma mulher sem deficiência. Nos Jogos Mundiais Militares de Wuhan foi diferente. E isso pegou até os próprios atletas de surpresa.

 

“Então, eu peguei meu ônibus de meio-dia, fui para a vila. Cheguei na vila, peguei lá minha comida apimentada, sentei, e aí chegou uma mensagem do major, nosso superior. Ele falou assim: Marcus, vem correndo porque você que vai atirar no misto. Então, o nosso treino foi um aquecimento valendo a prova, já. E depois a gente foi avançando, chegamos na ‘semi’, e na ‘semi’ ganhamos na flecha da morte também”.

 

O parceiro do Marcus Vinicius, no caso, foi o sargento Juan Urrejola. A prova foi pioneira. Uniu atletas com e sem deficiência. Um acidente com um morteiro há 31 anos atingiu as pernas do Juan, e ele precisa de um suporte pra conseguir manter o equilíbrio e andar.

 

Depois de entrar no esporte paralímpico pela porta do vôlei sentado, em 2015, ele acabou conhecendo o tiro com arco, e estreou logo nos Jogos Mundiais Militares do mesmo ano, na Coreia do Sul.

 

Dessa vez, o desafio foi ainda maior. Acompanhar um atleta de ponta e encarar do outro lado, na grande final, uma dupla formada por um campeão olímpico e outro forte atleta paralímpico, os dois da Itália. Na chamada flecha da morte, Marcus Vinicius desempatou a disputa e garantiu o ouro para o Brasil.

 

À primeira vista, parece que essa prova por equipes mistas consiste simplesmente em juntar as notas dos dois atletas. Mas pra ir bem nela, os brasileiros precisaram de mais algumas qualidades.

 

Na vida, Juan é o mais experiente, com 50 anos. No tiro com arco, é Marcus Vinicius, de 21, quem tem mais a passar. Eles tiveram que achar um equilíbrio.

 

“Simplesmente a tranquilidade que ele passou pra mim. ali na hora ele era o experiente da questão”.

 

“ele ensinou muito a como passar o conhecimento. Eu tenho conhecimento, eu sabia, afinal eu já estive várias vezes no campo de finais, mas eu não sabia se eu sabia passar. E aí deu certo, eu consegui passar essa tranquilidade, consegui passar essa confiança pra ele, essa grandeza”.


Agora, Marcus Vinicius também pode começar a mostrar como é participar de uma Olimpíada. A sede do Juan pra estrear em uma Paralimpíada é grande.

 

“O nível é bem alto pra conseguir uma vaga paralímpica, principalmente no Brasil. Nós temos excelentes atletas, ne, espalhados pelo brasil. E é uma competição dura. Mas vontade todos nós temos, e pra isso precisamos correr atrás e treinar”.

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