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Estudo do Cimi aponta aumento da violência contra povos indígenas em 2016

02:40 Geral, Notícias 05/10/2017 - 19h54 Brasília Embed

Maíra Heinen

A violência contra povos indígenas aumentou. Essa é a conclusão das análises feitas pelo Conselho Indigenista Missionário sobre dados coletados no ano de 2016. As informações estão no Relatório “Violência Contra Povos Indígenas do Brasil” divulgado nesta quinta-feira.

 

De acordo com o relatório, os homicídios aumentaram de 54 em 2015 para 56 no ano seguinte. No entanto, esse número pode ser ainda maior, pois segundo informações preliminares dos Distritos de Saúde Indígena, no ano passado 118 teriam sido assassinados vítimas de agressões, negligência e maus tratos, sendo a maioria, 44, entre os Yanomami.


Estes dados ainda precisam ser confirmados pelo CIMI, com informações mais aprofundadas sobre os crimes.

 

 

Em relação ao suicídio, em 2016 foram 106 casos, 19 a mais que no ano anterior, com crescimento significativo na região do Alto Solimões.

 

Já sobre a mortalidade infantil, os dados são mais alarmantes: foram 136 casos a mais, passando de 599 para 735 mortes de crianças de 0 a cinco anos, sendo grande parte dos casos verificados no povo yanomami.

 

Para um dos organizadores do estudo, Roberto Liebgott, os dados são consequência de posturas adotadas em diferentes governos.

 

“Nós caracterizamos a política anterior como uma política de omissão do poder público, o governo não foi propositivo em ações e serviços no sentido de assegurar aos povos indígenas a demarcação das terras e políticas públicas adequadas ao modo de ser de cada povo. Com a mudança de governo nós percebemos uma outra perspectiva em termos de política. O governo se torna propositivo em ações e propostas que visam a restrição dos direitos constitucionais já assegurados.”

 

Ao observar os dados apontados pelo Cimi, a indígena Irani Barbosa, do povo Macuxi da Terra Raposa Serra do Sol, ressalta o sentimento de desrespeito contra os índios.

 

“Impunidade, falta de justiça, um desrespeito à vida, ao ser humano. Nós não queremos além do que nós já temos.”

 

O caderno aponta quatro categorias de violências: Contra o patrimônio, contra a pessoa, por omissão do poder público e contra populações em isolamento voluntário.

 

As informações também podem ser verificadas numa plataforma chamada CACI – Cartografia de Ataques Contra Indígenas, no endereço: caci.cimi.org.br

 

 

*Matéria alterada às 14:40 do dia 06/10/17 para acréscimo de informações.

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