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Uso de Forças Armadas para combater incêndios na Amazônia pode durar mais um mês

03:25 Geral, Notícias 03/09/2019 - 16h38 Brasília Embed

Renata Martins

O tempo de atuação das Forças Armadas contra queimadas e outros crimes ambientais deve ser estendido. A proposta será levada ao presidente da República depois de reuniões de comitiva interministerial com governadores da Amazônia.

 

As ações da Operação de Garantia da Lei e da Ordem nos estados da Amazônia foram autorizadas no final de agosto, para combater os incêndios florestais.

 

A chamada GLO Ambiental tem duração de 30 dias, mas de acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, as ações devem ser estendidas por pelo menos mais um mês.

 

“Uma das propostas que vamos levar da reunião com os nove governadores é para que a GLO não se encerre no dia 24 de setembro. Para que continue por pelo menos mais um mês, até outubro. Porque fizermos um primeiro enfrentamento nas áreas onde tivemos incêndios, mas é importante que se combata as causas desses incêndios, que estão ligadas ao desmatamento ilegal e o garimpo ilegal”.

 

Com a GLO, militares, policiais federais, brigadistas, equipamentos e até aeronaves de combate a incêndios foram deslocados para atuar no combate às queimadas e aos crimes ambientais na região.

 

O Governador do Amazonas, Wilson Lima, afirmou que, após as ações das Forças Armadas, houve redução das queimadas.

 

“Quando em julho saíram os primeiros números, o município de Apuí aparecia em primeiro lugar como o município onde havia a maior quantidade de focos de queimadas. Nas últimas 48 horas o município já saiu dessa lista dos 10 primeiros. Os últimos números que temos referentes aos dias primeiro e 2, já tivemos redução de 24% em relação ao mesmo período do ano passado”.

 

As declarações foram dadas nesta terça-feira, no encerramento da missão interministerial que saiu de Brasília, passou por Belém e Manaus para ouvir as propostas dos governadores sobre combate a queimadas e desenvolvimento sustentável. Os governadores apresentaram, por exemplo, como um dos principais pontos, a regularização fundiária na região. Além disso, o grupo pediu o fortalecimento do Fundo Amazônia para garantir a execução das ações.

 

O Governador Amazonense, Wilson Lima, defendeu os investimentos federais e internacionais voltados para políticas públicas na região.

 

“Com pobreza não se combate desmatamento, queimadas. 49% da população do estado do Amazonas vive na linha da pobreza. E distribuir riqueza significa levar infraestrutura, como pavimentação, energia elétrica, comunicação, porto, aeroporto. Enquanto isso efetivamente não acontecer, dificilmente conseguiremos combater esses crimes”.


Além da Casa Civil, integraram a comitiva o Gabinete de Segurança Institucional; Secretaria-Geral da Presidência; Secretaria de Governo; ministérios da Defesa; da Agricultura; do Meio Ambiente; da Mulher, Família e dos Direitos Humanos; e de Minas e Energia; além de dirigentes do Ibama, Funai e Incra.

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