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PF continuará investigação sobre cobrança de propina feita por fiscais agropecuários a frigoríficos

02:32 Geral, Notícias 02/10/2019 - 09h40 São Paulo Embed

Eliane Gonçalves

Fiscais agropecuários em nove estados foram alvo da quarta fase da Operação Carne Fraca, a Operação Romanos, deflagrada pela polícia federal nessa terça-feira (2).

 

Os policiais cumpriram 68 mandados de busca e apreensão em endereços nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

 

O foco da operação foi o esquema de corrupção passiva de auditores fiscais agropecuários que deveriam fiscalizar as empresas do ramo frigorífico. As investigações também levam a três empresas que mediavam o pagamento de propinas que era feito, na verdade, pelo grupo BRF, empresa do ramo alimentício que reúne marcas como a Sadia e a Perdigão.

 

Nessa fase da operação, os investigadores contaram com o apoio da própria BRF. Segundo informações fornecidas pelo grupo foi possível rastrear o pagamento de R$ 19 milhões em propinas para 60 fiscais.

 

Segundo o delegado responsável pela investigação, Maurício Moscardi, da Polícia Federal do Paraná, parte do esquema de corrupção era feito com o pagamento de planos de saúde para os fiscais e familiares, além do pagamento em dinheiro via empresas intermediárias reais ou fictícias.

 

Dos 60 fiscais investigados, 39 continuavam atuando.

 

Não foram emitidos mandados de prisão, mas a intenção é que, com os documentos, telefones celulares e outros equipamentos apreendidos, a investigação se desdobre em novas fases.

 

Em março de 2017, a Operação Carne Fraca apontou esquema envolvendo empresários de frigoríficos e fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento que facilitavam a liberação de licenças e garantiam vantagens para as empresas que pagavam propina.

 

Em nota, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lembrou que a operação Romanos trata de casos ocorridos até 2017, afirma que vai tomar providências e as sanções cabíveis e que segue confiando nos 2 mil e 500 fiscais vinculados à pasta.

 

Também em nota, o sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Agropecuários disse que está colaborando com a Operação Carne Fraca e lembrou que a primeira fase da operação teve início justamente pelas denúncias dos auditores fiscais.

 

O grupo BRF esclareceu que os escritórios e instalações do grupo não foram alvo da operação e que as atividades da empresa seguem normalmente. A empresa também lembrou que está colaborando com as investigações.

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