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Prefeitura do Rio contrata aviões comerciais para trazer insumos da China

04:28 Geral, Notícias 28/04/2020 - 14h14 Rio de Janeiro Embed

Raquel Junia

A prefeitura do Rio contratou dois aviões para buscar respiradores e outros equipamentos comprados na China, para atender os pacientes com coronavírus. Os voos foram fretados da companhia Latam e, segundo informações da prefeitura, as aeronaves só aguardam autorização das autoridades chinesas e dos outros países por onde devem passar.

 

Serão trazidas ao Rio 160 toneladas de equipamentos, entre eles 300 respiradores, 400 monitores e 70 carrinhos de anestesia. A prefeitura alega que depende desses materiais para abrir mais leitos de UTI na cidade.

 

Em princípio, o município esperava contar com o apoio do governo federal para trazer os respiradores. No início de abril, o prefeito Marcelo Crivella disse que havia pedido ajuda das forças armadas. Segundo ele, as tratativas para o uso de aviões militares já estavam avançadas.

 

Alguns dias depois, em 9 de abril, o prefeito contou que havia conversado com o ministro chefe da Casa Civil, Walter Braga Neto, sobre o mesmo assunto e teria ouvido dele que já estava providenciando o atendimento do pedido. O fretamento dos aviões da Latam indicam que as tratativas junto ao governo federal não deram certo.

 

Equipamentos para suporte ao tratamento de pacientes de Covid-19 estão no centro de outra disputa do Rio, que também envolve o governo federal. A prefeitura quer receber 40 respiradores do Ministério da Saúde que, garante, encomendou à empresa paulista Magnamed antes da pandemia, mas não foram entregues sob a justificativa de que toda a produção foi arrestada pela União. Ao todo, seriam 80 respiradores. 

 

No ultimo dia 22, uma liminar do Tribunal de Justiça determinou a entrega dos equipamentos ao Rio, mas a empresa ainda não cumpriu a liminar. Em nota enviada sobre a decisão judicial, a Magnamed informou que, por determinação do Ministério da Saúde, desde o dia 19 de março, sua produção e equipamentos em estoque estão direcionados ao Governo Federal, com exceções de vendas já formalizadas para entes públicos. Na nota a empresa afirma ainda que não chegou a concluir a venda para o município do Rio de Janeiro.

 

A reportagem pediu esclarecimentos à prefeitura do Rio, à Casa Civil e ao Ministério da  Saúde sobre a negativa do uso dos aviões militares para a busca dos equipamentos na China e sobre o episódio envolvendo os respiradores mas não obteve respostas.

 

Uma coletiva realizada nesta segunda-feira, no entanto, pelo Ministério da Saúde expôs o entendimento da pasta sobre a aquisição de respiradores pelos estados. O novo Secretario Executivo do Ministério, o general do exército Eduardo Pazuello, reforçou que a compra deve ser centralizada no governo federal.

 

A prefeitura do Rio informou que o o fretamento dos aviões da Latam custou R$4,4 milhões. O prefeito Marcelo Crivella tem afirmado que enquanto não conseguir mais respiradores, não será definido prazo para qualquer afrouxamento nas medidas de afastamento social na cidade. Segundo o último balanço da Secretaria Estadual de Saúde, o Rio tem sete mil e 944 casos confirmados de Coronavírus e 677 mortos, a maior parte, 405, na capital.

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